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quinta-feira, 28 de outubro de 2021

DEUS - INÍCIO E FIM DO MAIOR DE TODOS OS MITOS


“Uma das coisas mais importantes que terá que entender do homem é que o homem está dormindo. Mesmo que acredite que está acordado, não está. Seu estado de vigília é muito frágil; seu estado de vigília é tão insignificante que carece por completo de importância. Sua vigília é só uma bonita palavra, mas totalmente vazia.

A gente dorme de noite, dorme de dia ... do nascimento até a morte, a gente vai trocando as pautas de sonho; mas raramente se chega a despertar de verdade. Só porque tenha aberto os olhos, não engane a ti mesmo pensando que está acordado. Por isso todos os budas insistiram em uma única coisa: Acorde!

        Mas, o que é Deus (exatamente)?  

         Quando nos deparamos com a palavra Deus, escrita ou pensada, uma nuvem escura de alienação nos encobre. O que existe por trás da palavra Deus? Ficção ou realidade?

          Na pré-história, quando o homem vivia em cavernas, deus talvez fosse uma necessidade. O homem precisava de um protetor, para servir de consolação.

          Nos dias atuais, o homem já ultrapassou seu estado primitivo de consciência, ele tornou-se mais inteligente e hoje ele pode perceber o mito de Deus. Ele conviveu todo esse tempo com a mentira como se fosse verdade. Mas agora que ele é mais inteligente, ele pode ver a falsidade de toda a mentira religiosa e um grande problema surge para o homem.

          Sem Deus, desaparece o consolo psicológico de um protetor bondoso, amoroso.

          Sem Deus, uma tremenda responsabilidade recai sobre nós; passamos a ser responsáveis por nós mesmos, pelo planeta Terra e pela vida que pulsa nele.

          Um enorme vazio abre-se diante de nós. Sentimo-nos estrangeiros com relação a existência. Muitas questões fervilham em nossa mente: Quem somos? E a vida? E todo esse universo? Como tudo isso veio a existir?

          Vale lembrar que a palavra Deus é apenas um título dado a algo. As religiões e suas escrituras declaram que existe um Deus que é o criador de tudo que existe, afirmam que ele nos criou a sua própria imagem e semelhança.

          Agora com os ensinamentos de Osho e com a meditação descobrimos exatamente o oposto: Deus foi criado pelo homem à sua própria imagem e semelhança.

          As escrituras religiosas apresentam um Deus como uma super-pessoa – imortal, onisciente, onipotente, onipresente porém dotado com as qualidades humanas do ciúme, vingança, ódio, amor, bondade...

          Esse Deus, assim considerado, não é levado a sério aqui na comuna de Osho. Esse deus é motivo de boas piadas contadas pelo próprio Osho em seus discursos diários.

          Respondendo a perguntas dos seus sannyasins, Osho nos mostra uma abordagem de Deus bem diferente daquela das religiões:

Friedrich Nietzsche declarou: “Deus está morto, portanto o homem está livre”. A própria idéia da morte dele gera intensa ansiedade, medo, pavor e angústia. Deus está realmente morto?

          "Da maneira como vejo as coisas, Deus nunca existiu, então como ele pode estar morto? Em primeiro lugar, ele nunca nasceu. Ele foi uma invenção dos sacerdotes, e foi inventado exatamente por essas razões: 
Devido a que o homem estava sob ansiedade, com medo, angustiado. Quando não havia nenhuma luz, nem fogo - apenas pense naqueles dias da humanidade na antiguidade – noites escuras, nenhuma luz, frio intenso, nenhuma roupa, animais selvagens por toda parte procurando comida e as pessoas escondidas em cavernas, trepadas nas árvores para evitar os animais.

          As religiões, e particularmente os sacerdotes por todo o mundo, seja qual for sua denominação, têm explorado o medo do homem, deram ao homem Deus, uma ficção, uma mentira – o qual, pelo menos temporariamente, encobre a ferida. “Não tenham medo, Deus está cuidando de vocês. Não se apavorem nem fiquem ansiosos, Deus existe, e tudo está bem. Tudo que vocês precisam fazer é acreditar em Deus e acreditar nos representantes de Deus, os sacerdotes, e acreditar nas escrituras que Deus enviou ao mundo. Tudo que vocês precisam fazer é acreditar”. E essa crença tem encoberto sua ansiedade, seu medo, pavor e angústia.

          Consequentemente quando você ouve que Deus está morto, a própria ideia da morte dele gera intensa ansiedade. Isso significa que sua ferida ficou descoberta. Mas uma ferida encoberta não é uma ferida curada; na verdade para que o processo de cura aconteça esta ferida precisa estar aberta. Só assim, sob os raios do sol, a céu aberto, ela começará a ser curada. Uma ferida nunca deve ser encoberta, porque cobrindo-a você começa a esquecer.

          Todo ferimento precisa ser curado, não encoberto. Encobrir não é o caminho. Deus era a cobertura, é por isso que o próprio conceito de que Deus está morto gera medo. O que quer que venha a sua mente, ansiedade intensa, medo, pavor, angústia – estas eram as coisas que os sacerdotes estavam encobrindo com a palavra ‘Deus’.

          Mas com esse encobrimento, eles barraram a evolução do homem em direção ao estado búdico, eles interromperam o processo de cura do homem, eles travaram a busca do homem pela verdade. Uma mentira foi passada a vocês como verdade; naturalmente vocês não precisam mais buscar a verdade, vocês já a possuem.

          È absolutamente necessário que Deus esteja morto. Mas quero que vocês conheçam meu entendimento. Foi bom Friedrich Nietzsche declarar que Deus está morto. Eu declaro que ele nunca nasceu. É uma ficção criada, uma invenção, não uma descoberta. Vocês compreendem a diferença entre uma invenção e uma descoberta?

          Uma descoberta é sobre a verdade, uma invenção é manufaturada por vocês. É uma ficção manufaturada pelo homem.

          Certamente que isso deu consolo, mas consolo não é a coisa certa! Consolo é ópio. Isso o torna inconsciente da realidade, e a vida está passando por vocês tão depressa – setenta anos passam ligeiro.

          Qualquer um que lhe dê um sistema de crenças é seu inimigo, porque o sistema de crenças torna-se uma barreira para seus olhos, você não pode ver a verdade. O próprio desejo de encontrar a verdade desaparece.

          Mas no começo isso é amargo: se todas as suas crenças forem tiradas de você. O medo e a ansiedade que você esteve reprimindo por milênios, que estão aí, bem vivos, irão vir a tona imediatamente. Nenhum Deus pode destruir isso, somente a busca da verdade e a experiência da verdade – não uma crença – é capaz de curar todas as suas feridas, de fazer você um ser íntegro. E a pessoa íntegra é a pessoa santa para mim.

          Assim se Deus for removido e você começar a sentir medo, pavor e angústia, isso simplesmente mostra que Deus não era o remédio. Era somente um truque para manter seus olhos fechados. Era uma estratégia ofuscante para lhe manter na escuridão, e para lhe manter esperando que além da morte há um paraíso. Porque além da morte? Isso é porque você tem medo da morte, então o sacerdote cria o paraíso além da morte, justamente para remover seu medo. Mas este não é removido, é somente reprimido no seu inconsciente. E quanto mais fundo o medo for reprimido mais difícil fica livrar-se dele.

          Portanto eu quero destruir todos os seus sistemas de crenças, todas as suas teologias, todas as suas religiões. Quero abrir todas as suas feridas para que elas possam sarar. O verdadeiro remédio não é um sistema de crenças; a medicina real é meditação. Você sabia que ambas as palavras procedem da mesma raiz: medicina e meditação? A medicina cura o corpo, meditação cura sua alma. Mas a função delas é a mesma, curar."

É possível ao homem viver sem Deus?

          "Sim. Na verdade, só é possível ao homem viver sem Deus. Um homem com Deus não vive, ele hesita em cada ponto do viver, ele fica indiferente.  

          Ele está fazendo amor e ao mesmo tempo preocupado com o inferno. Como ele pode amar uma mulher quando a bíblia continua declarando que a mulher é o portão do inferno? Ele está fazendo amor e pensando sobre a bíblia e no sermão do domingo: “A mulher é o portão do inferno. O que você está fazendo?” Assim ele não pode nem amar, nem pode viver sem amor. Deus tornou o homem bem esquizofrênico, indiferente a tudo.  

          Você está ganhando dinheiro, e ao mesmo tempo você sabe que sua ambição é um pecado. Se você não ganhar dinheiro você passa fome. Toda sua natureza rebela-se contra passar fome, força-o a ganhar alguma coisa para alimentar a si mesmo. A natureza puxa-o por um caminho, Deus e seus representantes puxam-no por outro caminho. Você fica numa posição estranha.  

          Você está perguntando, “É possível ao homem viver sem Deus?” Só é possível viver se for totalmente sem Deus, viver meditativamente, viver completamente.  

           Vale a pena relembrar a declaração de Sigmund Freud. Porque todo o trabalho da vida inteira dele foi sobre sexo, ele achava que sexo era a raiz de todos os problemas. Mas ele nunca compreendeu que sexo não é o problema, é a repressão ao sexo que se constitui o problema. Os sacerdotes são o problema, Deus é o problema, as sagradas escrituras são o problema; sexo não é o problema.  

          Sexo é uma coisa tão simples. Todos os animais estão desfrutando do sexo; nenhum deles vai para o divã do psicanalista. Eu nunca encontrei qualquer animal indo ao psiquiatra porque ele está se sentindo esquizofrênico. Todos eles estão vivendo e desfrutando, não há nenhum problema.  

          Os pagãos viviam alegremente antes das religiões. Particularmente o cristianismo, os eliminou da face da terra. Eles não tinham ideia alguma sobre pecado. Eles amavam as mulheres, eles dançavam, bebiam, tocavam música. Todo a vida deles era pura alegria.  

          Os sacerdotes não puderam destruir o sexo. Mas eles foram bem sucedidos em envenená-lo. Eles não puderam destruir o sexo, do contrário não haveria nenhuma humanidade. O sexo está aí, mas eles destruíram a alegria dele, eles o tornaram um grande pecado. Assim você está cometendo o pecado, e você acha que a mulher é a causa.  

          A realidade é totalmente diferente; Deus é apenas uma ficção, ele não pode fazer nada. O sacerdote é o representante, o porta-voz de Deus, que prossegue criando todo tipo de sentimentos de culpa em você. Esses sentimentos de culpa não lhe permitem viver. Tudo está errado, tudo é um pecado.  

          Assim sua questão, “É possível ao homem viver sem Deus?” – Eu lhe digo, só é possível ao homem viver se ele estiver sem Deus. Mas isso é só a metade. O Deus fictício tem que ser substituído por uma experiência real da verdade na meditação; do contrário você ficará insano."

Todas as religiões estão baseadas em Deus. Sua moralidade, seus mandamentos, suas orações, sua santidade – tudo aponta para Deus, e você diz que Deus está morto. Então o que irá acontecer com todas estas grandes coisas que dependem do conceito de Deus?

          "Todas essas coisas que dependem do conceito de Deus são falsas; os hipócritas são criados por todas estas coisas. Sua moralidade não é real, ela é imposta a partir do medo, ou a partir da ambição. A verdadeira moralidade surge somente na consciência do meditador. Não é algo importado do exterior, é algo que surge em seu próprio ser. É espontâneo. E quando a moralidade é espontânea, é uma alegria, é simplesmente um compartilhar de sua compaixão e amor.  

          Todas as qualidades que são dependentes de Deus irão desaparecer com o desaparecimento de Deus. Elas são bem superficiais.  

          Há uma moralidade que é imposta do exterior que nunca está em sintonia com seu coração. E há uma moralidade que procede de dentro de você, que está sempre em sintonia com seu coração e em sintonia com o coração do universo. Essa é a moralidade autêntica.  

          Eu não dou a vocês nenhuma disciplina, nenhuma moralidade. Eu simplesmente lhes dou uma visão clara. Dessa clareza, tudo que vier é bom, é divino, é moral."

Deus está morto, mas surge a questão: quem começou este universo?

          "Não há necessidade de alguém iniciá-lo, porque não há nenhum princípio para esse universo, e não há nenhum fim.  

          Esta questão tem sido explorada por todas as religiões, porque todo mundo quer saber quem começou o universo, porque suas mentes são tão pequenas que elas não podem conceber um universo sem começo, um universo sem fim, apenas da eternidade para eternidade. Devido a você não poder conceber essa vastidão, surgem suas questões, “Quem criou o universo? Quem o começou?”

          Mas se houvesse alguém para iniciá-lo, então já teria havido um universo. Você vê a simples aritmética? Se houvesse alguém para começá-lo, então você não pode chamar isso de princípio, alguém já estava lá antes.

          Se você acha que Deus é algo necessário... isso lhe dá o consolo de que Deus criou o mundo, assim você tem um princípio. Mas quem criou Deus? Novamente você está de volta ao mesmo problema.  

          E todas as religiões afirmam que Deus existe eternamente, não há nenhum criador de Deus. Se isso é verdadeiro para Deus, porque não é verdadeiro para a existência em si mesma? Ela é autônoma, existe por si própria. Não há nenhuma necessidade de algum criador porque esse criador exigirá outro criador e você irá cair num absurdo regresso. Você pode ir de A a Z. Mas quem criou o Z? A questão permanece de pé, você vai simplesmente empurrando. Mas a questão não é solucionada porque você formulou uma pergunta errada.  

          O universo não tem nenhum princípio, não é uma criação de alguém. Ele não tem nenhum fim. E lembre-se, se ele tivesse algum princípio, então certamente haveria um fim. Todo começo é o começo de um fim. Todo nascimento é o começo da morte. Assim isso é bom. Livre-se de Deus, porque se ele pode criar o mundo ele também pode destruir o mundo. E qualquer mundo que for criado está fadado a ser destruído cedo ou tarde. Se há nascimento, há morte. Somente um universo sem princípio pode ser infinito. 

          Seu problema, portanto, é apenas devido a que a capacidade da mente é bem limitada. É por isso que quero que você vá além da mente. Somente a não-mente pode conceber o sem princípio, o sem final e o incompreensível torna-se absolutamente claro. Não há absolutamente nenhum problema.  Aqueles que foram além da mente também foram simultaneamente além de Deus. Deus é uma necessidade para a mente porque a mente não pode conceber coisas infinitas, eternas. As questões surgem devido a incapacidade, a impotência da mente."

Quem inventou Deus? Foi o homem simplesmente por não querer tomar responsabilidade por sua própria vida? Não é o sacerdote tão vítima de seu próprio medo de olhar dentro como qualquer outra pessoa?

          "O medo inventou Deus.  

          O sacerdote é uma vítima tanto quanto vocês.  

          Mas ele é mais esperto do que vocês.  

          O medo que o homem tem da escuridão, o medo que o homem tem da doença, o medo que o homem tem da velhice, o medo que o homem tem da morte... Era preciso alguém para protegê-lo. Ele não pôde encontrar nenhuma proteção em lugar algum. Quando você não pode encontrar proteção em lugar nenhum você precisa inventar uma, como um consolo.  

          Os padres sabem perfeitamente bem, talvez mais do que vocês, de que não há nenhum Deus. Mas os padres estão na profissão mais esperta do mundo – a pior e mais feia profissão, muito pior do que a prostituição.  

          Os padres viram que todos estavam com medo e queriam alguma proteção. Assim o medo criou Deus, como uma segurança, como um seguro para depois que você morrer. Do contrário, parece que após a morte tudo é escuridão pela eternidade. O que acontecerá? Onde você estará? Todos os seus amigos serão deixados para trás, sua família será deixada para trás, ninguém virá com você, você não pode carregar nenhum dinheiro além da morte. Totalmente um mendigo, desnudo, apenas um esqueleto, você será levado a morte. E depois, pela eternidade... Isso cria uma grande ansiedade – que tipo de vida haverá depois da morte? 
 
          Daí nosso medo, nosso pavor, nossa morte ter criado Deus. O sacerdote imediatamente viu uma grande desculpa para explorar as pessoas. Ele tornou-se o agente intermediário. Você não pode ver Deus, assim existe toda possibilidade que se não houvesse sacerdotes para continuamente persistir de que há Deus – filosofando, criando teologias, escrituras, templos, estátuas, rituais, orações, todo o drama... Ele fica entre você e Deus, e ele lhe diz, 'Eu tenho uma linha direta com Deus. Você não tem uma linha direta. Você me conta, você confessa a mim seus pecados, e irei dizer a Deus para lhe perdoar'."

Parece que a vida não é o valor máximo, o homem mecânico é sacrificável. Deus nada mais é do que uma fantasia doente; obviamente, ele não pode ser o valor máximo. Com o que ficamos então?

          "Com nada... somente você mesmo. Uma vez que Deus não é mais, você está aí, sozinho e responsável.  

          As pessoas se apegam a Deus por uma certa razão. Eles estão lançando toda a responsabilidade sobre Deus. Ele cuidará, tudo que precisamos fazer é ir a igreja todo domingo – isso é o bastante – e Deus tomará conta.  

          Mas vocês não sabem. No momento em que vocês entregam sua responsabilidade a Deus, vocês também entregam sua liberdade nas mãos dele, vocês tornam-se bonecos.  

          Uma vez que você sabe que Deus é apenas uma fantasia doente, esse mesmo entendimento lhe fará saudável e íntegro. E sua integridade, sua solitude, é uma experiência tão bonita, você não precisa de nenhum valor, nenhum valor supremo. Você é o valor supremo. Seu próprio ser, quando descoberto em sua totalidade, é um Gautama Buddha. Você não necessita de nenhum outro valor como um incentivo para fazer a jornada em direção à meta.  

          Tudo o que você precisa é abandonar suas fantasias doentes. Depois, todas as suas religiões irão desaparecer da terra, e isso o deixará absolutamente saudável. Nessa saúde e solitude, nessa liberdade, você irá encontrar seus picos e profundezas máximos. E isso é o que pode ser chamado de significado real, o valor supremo. Você é o valor máximo. É devido a fantasia doente que você não está olhando para si mesmo, você está olhando para as estrelas."                              (Osho - God is Dead)

          Somos Todos Divinos

          “Nós não somos o corpo e nós não somos a mente. Somos pura consciência, e pura consciência é o que Deus é. Quando você alcança seu próprio centro você tem uma surpresa: lá você não encontra a si mesmo de jeito nenhum, você encontra o próprio Deus. Ele não pode ser encontrado em nenhum outro lugar, ele está justamente residindo em você no seu próprio centro, esperando que você venha para casa”.  

          “Vocês são feitos da substância chamada Deus. É claro que não estamos conscientes disso mas isso não faz nenhuma diferença: conscientes ou inconscientes, despertos ou adormecidos, vocês são divinos. E aquele que está adormecido nesse momento pode ficar desperto no próximo.

          Se pudermos compreender uma simples gota d’água, teremos compreendido toda a água que existe em toda parte. E cada homem é uma gota do orvalho de Deus. Se pudermos compreender um homem... e o mais fácil e o mais perto é a sua própria existência. Uma vez entendido o mistério, uma vez aberta a porta, você agora sabe que você é somente uma gota de orvalho da mesma realidade final que permeia toda existência. Assim não há nenhuma morte, nenhum medo, nenhuma ambição, nenhum desejo. A pessoa vive em absoluta liberdade, alegria e bênção”.

          “Minha mensagem é simples - que encontrei Deus dentro de mim. Todo meu esforço é persuadir vocês a olharem para dentro”.

          “Nossa consciência é pura, mas nossa mente é uma camada de poeira e nada mais. E quando essa camada de poeira for removida, nos tornamos capaz de refletir a realidade. E a realidade uma vez refletida como ela é, a pessoa começa a responder a ela, a pessoa torna-se responsável pela primeira vez.  À consciência deve ser permitida refletir a realidade – assim Deus está em todo lugar. Uma vez que sua consciência reflete aquilo que é, você sabe. Deus não precisa de qualquer prova. Somente Deus é e nada mais é. Toda forma é uma manifestação de Deus. E conhecer isso é um regozijo, porque isso significa que não há nenhuma morte, nenhuma miséria, nenhuma escuridão. A pessoa chegou em casa”.

          “A única maneira de ser rico é tornar-se disponível à existência de Deus, para todas as suas cores, para todos seus arco-íris, para todas suas canções, para todas as árvores e flores. Porque Deus não é para ser encontrado nas igrejas – igrejas são feitas pelo homem. Deus é encontrado na natureza.

          Você o encontrará nas estrelas, você o encontrará na terra. Você pode encontrar Deus ali na bela fragrância que brota da terra quando chove pela primeira vez. Você pode achar Deus nos olhos de uma vaca ou no sorriso de uma criança. Você pode encontrar Deus em todo lugar exceto nos lugares que os sacerdotes inventaram. Igrejas, templos, mesquitas – estes estão vazios, tão vazios quanto as pessoas.

          No momento que a pessoa estiver preparada para aceitar a vida do jeito que ela vier, sem nenhuma condição, de repente Deus corre na direção dessa pessoa, de cada canto e esquina. Ficar repleto de Deus é a única possibilidade de ter algum significado na vida. E a pessoa que conheceu a Deus conheceu a imortalidade. Assim somente o corpo irá morrer; o núcleo essencial de seu ser irá permanecer para sempre e eternamente”. 
 
          “Deus só conhece um tempo e esse é o agora, e somente um espaço e esse é o aqui. Deus está sempre aqui/agora, uma vez que você se retira do passado e do futuro, só resta Deus. Não há necessidade de orar, não há necessidade de procurar escrituras, não há nenhuma necessidade de escavar em todos os tipos de ensinamentos esotéricos estúpidos”.

          “Essa é minha abordagem – viver totalmente no presente. Nada mais é necessário.

          Somente pessoas rebeldes conhecem o que a vida é. Somente os rebeldes sabem o que Deus é, porque Deus é o centro da vida. Na verdade Deus e vida são sinônimos”.


sábado, 9 de outubro de 2021

BRASIL NOSSO NOVO MUNDO

BRASILEIROS POSSUEM HABILIDADES E CRIATIVIDADES INCRÍVEIS, EMBORA A MINORIA USE ESTES PODERES PARA ACABAR COM A FELICIDADE DA MAIORIA DA POPULAÇÃO.

NÃO USE SUA CAPACIDADE DE TELETRANSPORTE, MESMO O VIRTUALIZADO, PARA TAMBÉM FICAR PULANDO, ELEIÇÕES APÓS ELEIÇÕES, SOBRE O QUE SERIA O MELHOR CANDIDATO E OS FAVORES.

PARA ALGUÉM GOVERNAR UM PAÍS, ASSIM COMO UM MUNICÍPIO OU ESTADO, É NECESSÁRIO POSSUIR UM MÍNIMO DESEJÁVEL DE CULTURA, EXPERIÊNCIAS ANTADIANDO PARA UM FUTURO LONGÍNQUO SUAS MELHORES ESCOLHAS.

O TEMPO VOA. A NOSSA VIDA POSSUI 4 FASES PRODUTIVAS PRINCIPAIS: 

FASE 1 - DOS 16 AO 25   
FASE 2 - DOS 26 AOS 35 
FASE 3 - DOS 36 AOS 45  
FASE 4 - DOS 46 AOS 60 

VIRAM COMO É BREVE ? ENTÃO, POR QUE TEIMARMOS EM CONTINUAR INSISTINDO NO ERRADO?

SEMPRE EXISTIRÁ ALGUÉM QUE MEREÇA SUA CHANCE REAL. É SÓ NÃO FICAR ABSORVENDO OPINIÕES DE POLÍTICOS, PUBLICITÁRIOS DE TV E LÍDERES RELIGIOSOS, INFELIZMENTE, EM SUA MAIORIA, SÓ VIZAM MELHORAR SUA PRÓPRIA VIDA, MULTIPLICANDO SEUS PRÓPRIOS GANHOS, ATRAVÉS DA TROCA DE CARGOS E OUTRERIORES DE GOVERNABILIDADE E, SOBRETUDO, CULTURA, HONESTIDADE, EMPATIA COM O SER HUMANO E, ACIMA DE TUDO, INTELIGÊNCIA.

NÃO SE DEVERIA ELEGER HOMENS PALHAÇOS, EX-PRISIONEIROS, ARTISTAS DE TV, JOGADORES DE FUTEBOL, OU ALGUÉM HOSPITALIZADO, POR SIMPLES PENA DE SUA TRISTE DOR.

ELEJAM SIM, HOMENS ÍNTEGROS E EXPERIENTES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, QUE POSSUAM UM PASSADO POLÍTICO DE BOAS OBRAS E BONS FEITOS PARA A SOCIEDADE.

SÓ ASSIM NÓS DEIXAREMOS DE SOFRER E DE FAZER OS MAIS NECESSITADOS DO QUE NÓS SOFREREM TAMBÉM.

CUSTA FAZER ISSO ? É SÓ RESPIRAR FUNDO, ANALISAR BEM A INTELIGÊNCIA E AS OBRAS ADMINISTRATIVAS ANTERIORES DE CADA UM E VOTAR COM CERTEZA QUE FIZEMOS O CERTO. ASSIM, COM CERTEZA TEREMOS UM FUTURO MAIS PROMISSOR E FELIZ, DIGNO DO BELO E IMENSO PAÍS NO QUAL VIVEMOS NOSSA CURTA VIDINHA.

NÃO FIQUEMOS ILUDIDOS COM FALSOS REPRESENTANTES POLÍTICOS E RELIGIOSOS, ELES SÓ TÊM EM MENTE A SOBEVIVÊNCIA DA SUA PRÓPRIA FAMÍLIA, PARA ISSO FINGEM, MENTEM, ILUDEM O TEMPO TODO, FAZENDO-NOS DE MARIONETES, A SEU BEL PRAZER.

NÃO SOMOS BOIS NO CURRAL À ESPERA DO ABATE, SOMOS DOTADOS DE UM PODEROSO CÉREBRO QUE, QUANDO PARA, PENSA E ANALISA BEM A SITUAÇÃO POLÍTICA COM SEUS PRÓPRIOS OLHOS E PENSAMENTOS O MOMENTO ATUAL E REAL QUE VIVEMOS , ESTE SERÁ CAPAZ DE FEITOS INCRÍVEIS, DESCOBRINDO COISAS INUSITADAS, REALMENTE MARAVILHOSAS.

PARA O BEM DE NOSSAS CRIANÇAS, JOVENS E IDOSOS DEVEMOS DAR UMA NOVA CHANCE PARA O BRASIL!

domingo, 26 de setembro de 2021

O Brasil precisa mudar, saiba o porquê ...

Sabem por que, além de outros 748 bilhões de motivos, o Brasil não deu certo até os dias de hoje? Por que entra governo e sai governo e nada muda? Simples. Porque há um enorme e repetitivo deserto de ideias e planos para o País.

Nas últimas eleições, por exemplo, o que se debateu de propostas? O que nos foi apresentado como plano de governo (real, e não de papel)? Nada. Por ninguém. A principal meta não foi construir, mas destruir o adversário e continuar na mesmice de sempre.

Bolsonaro prometeu destruir as esquerdas. Haddad prometeu destruir Bolsonaro e limpar o nome do meliante de São Bernardo. Ciro Gomes, até agora, foi o único a apresentar metas, soluções e reais diretrizes para o nosso país.

Em 2014, ocorreu o mesmo. O PT destruiu Marina. Aécio tentou destruir Dilma. E assim foi em 2010, 2006, 2002. A cada eleição só mudam - às vezes - os nomes.

Lula venceu, pela primeira vez, amaldiçoando Fernando Henrique e o Plano Real. Depois, venceu convencendo a população que Alckmin iria vender o Brasil. Dilma venceu Serra dizendo que o PSDB iria acabar com o Bolsa Família.

Daí, Dilma, novamente, venceu ameaçando o País com a fome caso Marina fosse a presidente, e com o mesmo disco arranhado do fim do Bolsa Família caso Aécio viesse a ser eleito. Ou era ela, ou o fim do Brasil.

Estamos a pouco mais de um ano das eleições de 2022, e dos três candidatos já declarados - e em campanha - Ciro, Lula e Bolsonaro, só o Ciro apresenta soluções viáveis, honestas e concretas, baseadas em sua experiente trajetória política nacional.

- Vejam o que ele próprio diz a respeito de suas intenções e metas de governo:

O Brasil é um grande país, com potencial humano e recursos naturais suficientes para ser, também, uma grande nação, justa, próspera, com igualdade de oportunidades para todos os seus filhos. Mas essa não é hoje a nossa realidade.

Por falta de projeto, por erros estratégicos, por uma visão elitista de alguns governantes, desprovida até mesmo de compaixão pelos mais pobres, estamos hoje divididos, sofridos e em crise. Crise moral, social, econômica, política e institucional. E como sempre, quem paga a conta é o povo.

O número de pessoas que procuravam emprego no Brasil somou 14,4 milhões de pessoas no trimestre encerrado em junho, segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta 3ª feira, 31 de agosto de 2021.

Outros 39,5% milhões de trabalhadoras e trabalhadores estão na informalidade, trabalhando como podem, vivendo de bicos, sem carteira assinada e sem qualquer proteção trabalhista. Pela primeira vez em nossa história, temos mais trabalhadores sem registro formal de emprego do que brasileiros com carteira assinada, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada pelo Instituto Brasileiro de Economia e Estatística ...26 de fev. de 2021, são quase 50 milhões de pessoas – chefas e chefes de família, na maioria dos casos – vivendo de forma precária, passando aperto e sacrifício, sem enxergar uma saída.

A crise deixou um rastro de fábricas fechadas e desemprego. Entre 2013 e 2016, mais de 13 mil indústrias cerraram as portas, dizimando cerca de 1,3 milhão de postos de trabalho, segundo o IBGE. Só em São Paulo, mais de 4 mil indústrias encerraram suas atividades.

O Brasil perde indústrias como nunca aconteceu em outro país que já tivesse um parque industrial consolidado. Em 1980, a indústria de transformação representava 33% do Produto Interno Bruto (PIB). Hoje, não passa de 11% do PIB. Um terço do que era em 1980!

Sofrem também o Comércio e o setor de Serviços, que empregam milhões e milhões de brasileiros de norte a sul. Entre 2013 e 2016, segundo o IBGE, cerca de 75 mil estabelecimentos fecharam em todo o país.

Na esteira do desemprego, outros números revelam o sofrimento das famílias. Hoje temos a triste marca de 63 milhões de brasileiros endividados e com o nome sujo no SPC e no Serasa. E 5 milhões de micro e pequenas empresas estavam inadimplentes em janeiro deste ano, segundo o Serasa. As dívidas das médias e grandes empresas, por sua vez, chegam a cerca de R$ 2 trilhões.

Quase todos os aspectos da vida cotidiana brasileira refletem a crise. A crise está nos 62 mil homicídios registrados só no ano de 2016. No elevado número de jovens do Ensino Médio que abandonam a escola. No triste fato de que 28% dos brasileiros entre 18 e 24 anos não estudavam nem trabalhavam em 2017. Nas filas imensas dos que esperam por uma consulta médica, exames, cirurgias e mesmo tratamentos mais simples, como fisioterapia. Na falta de habitação decente, na ausência de saneamento básico ainda para milhões, na carência de transporte moderno. No colapso das contas públicas, com um rombo anual da ordem de R$ 500 bilhões, incluindo a despesa com juros.

Não é possível construir um país justo, feliz, forte e soberano sobre bases tão precárias. Precisamos mudar. Precisamos criar um Projeto Nacional de Desenvolvimento capaz de unir o Brasil que trabalha com o Brasil que produz. Capaz de fazer o país voltar a crescer e a gerar empregos. Que nos permita alimentar e oferecer educação, saúde, segurança, vida digna e felicidade para os 207 milhões de brasileiros que formam esta grande nação.

Um Projeto Nacional de Desenvolvimento que devolva ao nosso povo a confiança perdida e estabeleça um novo caminho para o Brasil!

Sobre os 12 passos:

Ele será construído e aperfeiçoado com a participação de toda a sociedade brasileira e suas muitas instituições representativas ao longo da campanha eleitoral. O que alinhavamos a seguir, com o objetivo de iniciar o debate, são linhas gerais, desejos, ideias e passos que consideramos fundamentais para fazermos do nosso Brasil um país verdadeiramente justo, solidário, unido, forte e soberano.

1. Passo:

O Brasil tem hoje 169 milhões de pessoas em idade de trabalhar. Para gerar emprego e ocupação de forma sustentável para essa formidável massa de brasileiros, nosso país precisa adotar uma estratégia planejada, um plano nacional debatido por toda a sociedade, estabelecendo prioridades sociais e econômicas. Metas de curto, médio e longo prazos que permitam ao Brasil alcançar, em termos de renda e desenvolvimento humano, o mesmo nível de alguns países europeus ou asiáticos que já deixaram para trás problemas como desemprego, miséria e pobreza e oferecem oportunidades e um bom nível de vida para todos os seus habitantes.

O Brasil tem condições, riquezas e recursos para tanto. Mas isso requer um plano, um caminho estabelecido entre a sociedade e o governo, entre os trabalhadores, o setor privado e o setor público, que defina claramente políticas de desenvolvimento focadas na expansão da competitividade dos setores produtivos, com especial destaque para a indústria de transformação e redobrada atenção ao setor exportador, considerando também a força de nosso agronegócio, que junto com a mineração geram essenciais divisas para as contas externas do país. Nosso país perdeu milhares de indústrias e esse é um dos motivos mais relevantes para explicar o nosso baixo crescimento, de apenas 2,2% ao ano, em média, nos últimos 30 anos (1988-2017).

Para se ter uma ideia do baque que isso significa, basta dizer que o Brasil cresceu, nos 30 anos anteriores (1958-1987), à média de 6,6% ao ano, três vezes mais do que atualmente. As economias que mais enriqueceram nas últimas décadas foram as que investiram pesadamente em sua indústria, e assim tem sido ao longo da história. Nós fizemos o contrário. Em 1990, nossa produção industrial era igual à da China ou à soma de Coréia do Sul, Malásia e Tailândia. Mas em 2015, produzimos apenas o equivalente a 6% do que a indústria chinesa produziu e somente 33% do que produziram as indústrias dos outros três países somadas.

Reindustrializar o país é uma das nossas metas principais, juntamente com o desenvolvimento dos setores de serviços intensivos em conhecimento, e será passo fundamental para o Brasil voltar a crescer e gerar mais empregos duradouros e de qualidade.

Isso requer, em um primeiro momento, o acerto das contas do governo, incluindo uma reforma previdenciária (que não afete direitos adquiridos), a redução de despesas e uma mudança na composição da carga tributária; uma taxa de juros baixa e uma taxa de câmbio competitiva. Essa mudança na carga tributária deve reduzir seu peso sobre a produção e onerar o segmento mais rico da sociedade, de forma a também reduzir a tributação sobre os mais pobres e a classe média, excessivamente sobrecarregados com o peso dos impostos sobre o consumo e o Imposto de Renda da Pessoa Física, e ajudar na fundamental redistribuição da renda na direção dos menos favorecidos. Em um segundo momento, serão necessárias políticas de inovação e estímulo ao investimento, que é a peça-chave para a retomada dos empregos que todos esperamos.

Existem pelo menos quatro grandes setores cujos insumos o Brasil compra hoje lá fora, gastando milhões de dólares anualmente e, com isso, ajudando a criar empregos não aqui no Brasil, mas nos países que nos vendem estas mercadorias ou serviços. São eles: Agricultura; Óleo, Gás e Biocombustíveis; Complexo da Defesa; e Saúde. Exemplos: o Brasil é uma das maiores potências agrícolas do mundo, mas importa adubos, fertilizantes e máquinas agrícolas. Boa parte desses adubos e máquinas agrícolas poderia ser feita aqui mesmo no Brasil, gerando empregos para os brasileiros e economizando dólares para o nosso país. No ano passado, calcula-se que o Brasil gastou nada menos que 11 bilhões de dólares nesses produtos. No setor de Óleo, Gás e Biocombustíveis ocorre algo semelhante.

O Brasil é autossuficiente em petróleo, mas importa gasolina e diesel. Só em 2017 mandamos para fora cerca de 13 bilhões de dólares para importar gasolina e diesel. Dinheiro que poderia ser investido aqui no Brasil para produzir estes mesmos derivados – só que gerando 200 mil novos empregos para os brasileiros – se reduzíssemos a importação de insumos neste setor pela metade. Na Saúde, o mesmo: cerca de 80% dos produtos farmacoquímicos usados para fazer os remédios que consumimos são comprados lá fora. Todos estes setores serão alvo de investimentos públicos e privados. O governo deverá, dentre outras medidas, utilizar as compras públicas para fomentar o desenvolvimento tecnológico e a geração de empregos qualificados dentro do país. Mas a peça mais importante nesse quebra-cabeças, como já afirmamos, é a retomada do investimento público e a criação de condições para a retomada do investimento privado. O BNDES terá um papel preponderante no financiamento do desenvolvimento.

2. Passo:

A infraestrutura de nosso país é velha, insuficiente e carece de manutenção. Nas cidades, faltam habitações, saneamento e transporte público de qualidade. No interior, precisamos de ferrovias, estradas, portos, aeroportos e energia. Recuperar e modernizar a nossa infraestrutura é outro passo decisivo para gerar imediatamente milhares de empregos em todo o país, melhorar a qualidade de vida da população e aumentar a competitividade do Brasil que produz.

Para isso é necessário um setor público com boa saúde fiscal para participar, juntamente com o setor privado, desse investimento maciço. Pretendemos investir nestas obras cerca de R$ 300 bilhões por ano, através de investimento público ou estimulando o setor privado a fazê-lo, para superar as deficiências e gargalos que encarecem e limitam nossa capacidade de produção. Estimamos que somente as obras atualmente paralisadas podem gerar cerca de 350 mil novos empregos.

3. Passo:
Quando falamos em desenvolvimento econômico, reindustrialização, agricultura e infraestrutura, não podemos nos esquecer que esse processo deve ocorrer de forma sustentável, preservando o meio ambiente. A maior parte dos conflitos observados na Política de Meio Ambiente é fruto de uma oposição artificial entre dois conceitos originalmente interligados, a ecologia e a economia.

Quando nos debruçamos sobre informações referentes ao uso e ocupação de terras no Brasil, percebemos que não há falta de espaço, mas sim de ordenamento no seu uso e ocupação. Existem áreas úteis de sobra para sistemas produtivos ao passo que estes setores ocupam, em áreas já modificadas pela ação humana, mais de metade das áreas vocacionadas para preservação. De outro lado, as políticas conservacionistas priorizaram a instituição de unidades protegidas como salvaguarda de nossa biodiversidade e pouco avançaram em políticas de harmonização da preservação com a produção. É necessário solucionar essa apenas aparente contradição. O país tem elevada biodiversidade e necessita definir e priorizar ações que desenvolvam o seu manejo e preservação, de modo a melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Em relação aos agrotóxicos, por exemplo, os esforços do governo têm que ser dirigidos para o desenvolvimento, no país, de defensivos agrícolas específicos para as nossas culturas e problemas, de menor conteúdo tóxico para pessoas e o meio ambiente, e deve-se incentivar o uso de sistemas de controle alternativos na agricultura, prática essa que se constitui em uma tendência mundial.

Devem ser estimuladas fortemente as inovações, em qualquer campo do conhecimento e da produção, que sejam sustentáveis e agreguem mais valor aos bens e serviços, mesmo porque as barreiras ao comércio internacional serão cada vez mais associadas à prática de técnicas e processos de produção sustentáveis. A realização de grandes obras deve ser acompanhada de um planejamento de arranjos produtivos locais em seu entorno. Não podemos nos esquecer da necessidade de ampliar fortemente o acesso da população aos serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto e resíduos sólidos, e também de operacionalizar ações para implementar as metas climáticas de redução da emissão dos gases estufa até 2020.

4. Passo:

Uma política de ciência, tecnologia e inovação, articulada com uma política industrial e educacional é fundamental em uma estratégia nacional de desenvolvimento. É fundamental para caminharmos na direção de uma indústria 4.0., respeitando o meio ambiente; para sermos competitivos no exterior e produzirmos internamente uma parcela dos produtos que hoje importamos e teríamos condições de fazer no país; desenvolvermos novas técnicas que possibilitarão aumentar a produtividade em diversos setores que beneficiam a população, como a indústria alimentícia e os serviços de transportes, apenas para ficar com dois exemplos dentre muitos outros.

Precisamos preservar o conhecimento acumulado, com enorme esforço público e privado, evitando a deterioração da infraestrutura, a migração de cientistas qualificados para outros países e a desarticulação de grupos de excelência em pesquisa, e melhorar a articulação entre o mundo acadêmico e o empresarial, de forma a gerar conhecimento que aumente o bem estar da população brasileira e a competitividade das empresas. O Brasil produz poucas patentes atualmente, o que expõe o atrasado estágio de nosso processo de inovação e as dificuldades para obter registros de novos produtos e serviços. É preciso agilizar e desburocratizar este processo.

Para que esse objetivo se concretize, é necessário evitar iniciativas sobrepostas e ações antagônicas, maximizando o uso de recursos e alinhando os setores público e privado; fortalecer o CNPq e suas instituições de pesquisa; estimular a produção de conhecimento aplicado ao desenvolvimento tecnológico e de conhecimento associado entre empresas e universidades; estimular o financiamento de inovações através de “venture capital”; fomentar as ações que ajudem a desenvolver os complexos industriais já citados, a indústria manufatureira de alta tecnologia e os serviços intensivos em conhecimento; estabelecer fontes de financiamento estáveis; desburocratizar os processos de importação de insumos e equipamentos direcionados à pesquisa; incentivar o desenvolvimento de incubadoras e startups, e a sua associação com organizações que possam utilizar as suas soluções, e aprimorar o processo de concessão de patentes.

5. Passo:

Só o investimento maciço na Educação poderá fazer do Brasil um país justo e desenvolvido, com oportunidades iguais para todos os seus cidadãos. Investir na melhoria da qualidade da Educação Pública será uma das nossas principais prioridades. E esta prioridade já começa na Educação Infantil, com a implantação paulatina de Creches de Tempo Integral para as crianças de 0 a 3 anos. É nesse período que se formam as aptidões mais sofisticadas do ser humano.

Vamos criar um programa específico para cuidar das crianças nessa faixa de idade. Em relação ao Ensino Fundamental, nosso problema não é o acesso e sim a qualidade. Vamos investir fortemente em sua melhoria. Almejamos obter no Ensino Fundamental do Brasil os mesmos resultados alcançados no Ceará, que com 77 das 100 melhoras escolas públicas do Ensino Fundamental brasileiro tornou-se hoje referência nacional.

Outra meta é elevar a média de anos de estudo da população, introduzindo a Educação de Tempo Integral no Ensino Médio e fazendo da escola um local de aprendizado, desenvolvimento esportivo, artístico e social, diversão e lazer, reduzindo assim a grave evasão que existe hoje, premiando as escolas em que a evasão for reduzida e o desempenho dos alunos, melhorado.

A política educacional vai reconhecer e valorizar o professor, o diretor e o gestor do Ensino. As universidades públicas deverão, além de ampliar a oferta de vagas e prosseguir com as políticas de cotas, estreitar seus laços com as políticas e ações no campo da ciência, tecnologia e inovação. Como objetivo geral, vamos caminhar na direção do alcance das metas de desenvolvimento sustentável da ONU no tocante à Educação e persistir na aplicação das metas estabelecidas no Plano Nacional da Educação (PNE). Vamos eliminar o subfinanciamento das despesas com educação causado pela Emenda do Teto de Gastos.

6. Passo:

O povo brasileiro, já tão carente de oportunidades e de bons serviços públicos, merece receber o melhor atendimento de saúde possível. Merece e precisa, uma vez que mais de 80% da população, em média, não possui recursos para alternativas fora da saúde pública.

A concepção generosa e o desenho do Sistema Único de Saúde (SUS) são exemplares. Ao completar 30 anos de sua criação, o SUS precisa ser fortalecido e aperfeiçoado, em busca de melhores resultados para a população brasileira. É necessário aprimorar a organização, supervisão, avaliação e controle do Sistema, eliminando também, como na educação, o subfinanciamento causado pela Emenda do Teto de Gastos. Só assim será possível ampliar a qualidade e a resolutividade da atenção primária, que ainda hoje é objeto de insatisfação da população.

Outro ponto a ser trabalhado é a redução da espera para os atendimentos ambulatoriais, as consultas especializadas e a realização de exames, bem como a diminuição da espera para as cirurgias eletivas. Para isso é necessário investir na rede de atendimento, nas campanhas de prevenção e de vacinação, na formação de médicos generalistas, na melhoria dos sistemas de informação, na coordenação entre as diversas esferas de atendimento, incluindo o pacto federativo, e na premiação do bom desempenho.

7. Passo:

O Brasil registrou 62 mil homicídios em 2016. Número equivalente às mortes provocadas pela explosão da bomba nuclear que destruiu a cidade japonesa de Nagasaki em 1945, durante o final da 2a Guerra Mundial. Com 31,1 assassinatos por 100 mil habitantes, temos hoje uma das mais altas taxas de homicídios do mundo. A verdade é que nos tornamos um país inseguro e violento. Vivemos com medo, seja na cidade grande, seja no pequeno município. Em muitas cidades, chegamos ao ponto em que o crime organizado controla tanto as ruas como os presídios. Mas a solução, como prova o fracasso generalizado da Segurança Pública em todo o Brasil, não é despejar nas ruas ainda mais armas. Quanto mais armas, mais violência e mais mortes.

Para mudar esse quadro, proteger a população e conter a criminalidade, é necessário aumentar a presença do Governo Federal na segurança. As medidas que iremos implementar tem por objetivo desenhar um novo modelo, em que a União participe mais da prevenção e repressão à criminalidade violenta. E isso significa melhorar as formas de financiamento das políticas de segurança, coordenar os esforços dos estados para conter o crime, direcionar as polícias federais para o combate às organizações criminosas violentas, controlar o tráfico de armas e drogas, criar uma Polícia de Fronteiras, organizar os esforços na repressão e prevenção ao homicídio, e implementar um sistema nacional de inteligência em segurança pública.

Ao mesmo tempo, como já dissemos, vamos investir maciçamente em educação, em escolas de tempo integral que eduquem e protejam nossa juventude do perigo das ruas, oferecendo-lhes ocupações alternativas e cursos profissionalizantes.

8. Passo:

Sorte do país que não tem de se preocupar com programas sociais pois a população não precisa deles. Mas este não é o caso do Brasil. Para milhares de famílias, o Bolsa Família é a única garantia de comida na mesa. Com ele, estes brasileiros comem. Sem ele, literalmente passam fome. O que não é nem de longe aceitável para um país que se quer justo e solidário, como nós queremos. Por isso é importante manter e aprimorar a rede de proteção social aos brasileiros mais desfavorecidos.

Os atuais programas, como o Bolsa Família, o Benefício da Prestação Continuada, o ProUni, o sistema de cotas nas universidades e o Farmácia Popular, dentre outros, devem ser mantidos e, na medida das necessidades, ampliados. Devemos também criar novos programas, destinados a faixas específicas da população, como a garantia de renda mínima a partir de determinada idade para os menos favorecidos.

Ou como o programa de acompanhamento orientado durante os primeiros 1.000 dias de vida das crianças carentes. E ainda o programa de redução da evasão escolar no Ensino Médio, época em que nossos jovens podem ser tentados pelo apelo do tráfico de drogas, além do programa de acompanhamento dos jovens egressos do sistema prisional.

9. Passo:

A cultura terá um papel estratégico na afirmação da nossa identidade nacional. Nossa ideia é deslocar a cultura para além do mecenato à qual ela tem sido frequentemente empurrada. Queremos deslocar o conceito de cultura para um dos eixos centrais do nosso Projeto Nacional de Desenvolvimento, porque aqui se afirma a identidade nacional, que hoje está gravemente ameaçada, não só por hábitos de consumo, mas também por uma estética internacional que tem repercussões práticas na própria felicidade das pessoas. Se antes as pessoas buscavam sua felicidade no amor, na compaixão, na solidariedade, na poesia, na boemia, na insurgência revolucionária da política, ou seja, no ambiente espiritual que é o território da cultura, hoje elas são induzidas a buscar a felicidade, inconscientemente, num consumismo frustrante, porque a única coisa que está globalizada é a informação desse padrão de consumo sofisticado que elas conheceram pela internet.

Informação que chega a um garoto na África, no Brasil, nos Estados Unidos, que não têm renda para adquirir aquilo. Isso gera, de um lado, a pirataria, mas também a desesperança, o desencanto e o vale-tudo, porque o garoto, para ter esses elementos simbólicos do sucesso, senha para sua aceitação no seu grupo, acaba presa fácil do narcotráfico, por exemplo.

A nossa ideia é que o estímulo à cultura tenha a ênfase necessária para que o Brasil se reconheça na sua diversidade regional, nas suas diversas expressões tradicionais e históricas, na valorização do patrimônio histórico. Mas também nas novas estéticas, no experimentalismo de vanguarda, de novas linguagens, passando pela culinária, hábitos alimentares, artesanato, artes cênicas, artes plásticas, cinema, audiovisual e a música, naturalmente compreendendo nosso lugar no planeta.

Significa dizer que o Ministério da Cultura terá uma missão muito mais central da que tem podido ter nas últimas décadas. Vai precisar de um orçamento compatível com essa necessidade. Pretendemos aperfeiçoar a legislação do mecenato, preocupados em fortalecer expressões artísticas não comerciais, sem desmerecê-las.

10. Passo:

Em um país pobre e desigual como o nosso, ganham importância as práticas afirmativas dirigidas a grupos que, por serem infelizmente discriminados na sociedade, precisam de políticas específicas que reduzam essa discriminação e as decorrentes desigualdades econômica, social e no acesso a oportunidades.

Os grupos que serão contemplados nas nossas políticas afirmativas são as mulheres, os negros, as comunidades LGBTI e as pessoas com deficiências.

Políticas para mulheres precisam ser pensadas tanto em um contexto de urgência – por exemplo, como o aumento de acesso a creches públicas –, como de fortalecimento de leis e programas que facilitem a inserção das mulheres no mercado de trabalho em condições de igualdade aos homens, incluindo salários, e garantam a proteção à mulher contra todos os tipos de violência.

Dentre outras medidas, vamos aumentar o número de vagas disponíveis em creches; implementar programas de microcrédito e treinamento para a formação de microempreendimentos com atenção às mulheres; faremos cumprir as regras que determinam igualdade salarial entre homens e mulheres quando na mesma função e carga horária, a proibição de práticas discriminatórias por empregadores contra as mulheres e a conciliação entre os papéis na época de gravidez e amamentação; estimular a criação de delegacias especializadas, a paridade de mulheres na política e no Judiciário e ofereceremos educação informativa para atenção à prevenção da gravidez com foco em jovens de ambos os sexos, dentre outras ações.

Para dar um exemplo inicial e importante, sem ser suficiente, buscaremos igualar o número de homens e mulheres nas posições de comando no governo federal. A população negra e parda constitui mais da metade da população brasileira.

Diante desse fato, é difícil conceber a possibilidade de um projeto nacional de desenvolvimento sem que o racismo seja denunciado e a igualdade de oportunidades seja alcançada. Vamos desenvolver ações de políticas públicas para o pleno direito de acesso da população negra à justiça e à cidadania e garantir o ingresso da juventude negra nas universidades públicas através do sistema de cotas, assegurando a sua permanência nas instituições de ensino; estimular a adoção de políticas afirmativas por parte de empresas que poderão ganhar pontos de vantagem em processos de compras públicas; estruturar políticas específicas para os grupos mais vulneráveis, como as mulheres negras; e expandir o acesso das populações de áreas remanescentes de quilombos, comunidades rurais, ciganas e indígenas às escolas profissionais de ensino técnico, dentre outras ações.

No que se refere à população LGBTI, não podemos nos furtar do compromisso com a vida e igualdade em direitos dessa população. É preciso desenvolver ações que respeitem as diferenças humanas e a capacidade de reconhecer os direitos civis de todos. Vamos dar efetividade ao Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT; criar meios de coibir ou obstar os crimes LGBTIfóbicos; incluir o combate a toda forma de preconceito, seja ele por raça, etnia, sexo, orientação sexual e/ou identidade de gênero no Plano Nacional de Educação; articular e apoiar a aprovação do Estatuto das Famílias e do Estatuto da Diversidade; garantir e ampliar a oferta de tratamentos e serviços de saúde para que atendam às necessidades especiais da população LGBT no SUS e suas especificidades, e fomentar a aprovação dos Projetos de Lei em tramitação que visam a equiparação do casamento civil igualitário, assim como a Lei de Identidade de Gênero, entre outras medidas.

No que se refere à população LGBTI, não podemos nos furtar do compromisso com a vida e igualdade em direitos dessa população. É preciso desenvolver ações que respeitem as diferenças humanas e a capacidade de reconhecer os direitos civis de todos. Vamos dar efetividade ao Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT; criar meios de coibir ou obstar os crimes LGBTIfóbicos; incluir o combate a toda forma de preconceito, seja ele por raça, etnia, sexo, orientação sexual e/ou identidade de gênero no Plano Nacional de Educação; articular e apoiar a aprovação do Estatuto das Famílias e do Estatuto da Diversidade; garantir e ampliar a oferta de tratamentos e serviços de saúde para que atendam às necessidades especiais da população LGBT no SUS e suas especificidades, e fomentar a aprovação dos Projetos de Lei em tramitação que visam a equiparação do casamento civil igualitário, assim como a Lei de Identidade de Gênero, entre outras medidas.

11. Passo:

A corrupção, infelizmente, é uma praga da política brasileira e como tal deve ser duramente combatida. Somos contrários a qualquer atitude ilícita e condenamos as práticas corruptas e os desvios de conduta na função pública. Defendemos o fortalecimento dos mecanismos de transparência e do chamado controle social, bem como os órgãos que fiscalizam o setor público, como a Controladoria Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU). Somos favoráveis também ao mecanismo do acordo de leniência com empresas envolvidas em casos de corrupção, pois ele é a maneira mais saudável de separar o joio do trigo, punindo os dirigentes e funcionários implicados em práticas ilícitas, mas preservando as empresas e os empregos daqueles que não tem envolvimento com corrupção.

No Governo, a corrupção deve ser enfrentada com o exemplo e vigilância permanente. Todos os que aceitarem trabalhar em nossa equipe assinarão um manual de decência e de responsabilidade com o dinheiro público, que é dinheiro do povo. Em caso de qualquer acusação ou denúncia específica fundamentada, o Ministro ou ocupante de cargo de confiança se afastará voluntariamente da posição e pedirá uma apuração independente, sem prejuízo das investigações dos órgãos competentes. Atestada a inocência, volta à função; havendo indícios concretos, será afastado definitivamente.

12. Passo:

Um projeto nacional de desenvolvimento baseado na democratização de oportunidades e capacitações e rico em inovações institucionais tem como contrapartida a construção da soberania nacional. Esta inclui, além da defesa e da política exterior, o controle nacional de nossos recursos naturais estratégicos, como as fontes de energia (petróleo, gás e o sistema hídrico, por exemplo). Vamos reafirmar o compromisso com a Estratégia Nacional de Defesa já promulgada. O complexo industrial de defesa terá o objetivo de desenvolver tecnologia de vanguarda não apenas para preservar nossa soberania, mas também para propiciar inovações que serão utilizadas pelo restante do setor produtivo.

Também não toleraremos a compra por estrangeiros de ativos que compõem ou apoiam nosso complexo industrial de defesa. A política exterior, por sua vez, precisa servir a nossos interesses e a nossos valores, possibilitando ampliar, através de um projeto nacional de desenvolvimento, nosso espaço nas negociações políticas e comerciais globais, incluindo aquelas que se referem a mudanças climáticas e ao desenvolvimento sustentável.

Os acordos comerciais precisam priorizar o acesso a novas tecnologias e mercados, ajudando-nos a desenvolver a produção de bens e serviços mais sofisticados. Por fim, e não menos importante, para manter o controle de nossos recursos naturais estratégicos, todos os campos de petróleo brasileiro vendidos ao exterior pelo Governo Temer após a revogação da Lei de Partilha serão recomprados, com as devidas indenizações. O mesmo se dará com relação à Eletrobras, caso ela também seja vendida.

Nenhum país soberano entrega seu regime de águas para o controle estrangeiro. Igual ocorre com o petróleo. Não há nenhuma razão nacional brasileira – estratégica, econômica ou energética – que justifique a venda das nossas reservas ao exterior ou a pressa em explorar e produzir o nosso petróleo. A política exterior de uma grande democracia como o Brasil precisa servir a nossos interesses e a nossos valores. E engajar todo o governo e toda a nação em sua construção.

- POR QUE EU TÔ COM CIRO? -