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domingo, 5 de maio de 2019

Papagaios conseguem falar, saiba o por que ...

Muitos animais - incluindo focas, golfinhos e morcegos - são capazes de se comunicar vocalmente. Mas papagaios estão entre os poucos que podem imitar, de forma espontânea, membros de outras espécies. E um estudo conseguiu identificar a região do cérebro que permite que isso aconteça - uma região também envolvida no controle do movimento. A descoberta pode explicar por que os papagaios, assim como nós, podem dançar e falar.

Sabemos que pássaros que conseguem cantar, incluindo papagaios, possuem centros no seus cérebros capazes de apoiar as vocalizações. Mas, exclusivamente nos papagaios, existem áreas ao redor desses centros, chamadas de 'conchas'. Em volta das conchas existe uma terceira região que dá apoio ao movimento. Essa estrutura é compartilhada por vertebrados, mas o sistema das 'conchas' é único. 

Para compreendê-lo, foi analisada a expressão dos genes nesses caminhos em nove espécies diferentes de papagaios. Cientistas focaram em 10 genes que sabemos ser mais ativos nas regiões cerebrais de pássaros envolvidas com o canto.

Quando comparados com outros pássaros, os papagaios exibem um padrão complexo de expressão genética em todas as três partes de seus cérebros. Isso significa que a maior parte do aprendizado vocal específico de papagaios, como a imitação, deve estar acontecendo nas regiões da concha e naquelas que controlam seus movimentos. Isso é surpreendente, já que pesquisas anteriores assumiram que apenas os centros estariam envolvidos no aprendizado vocal - e que as conchas não tinham nada a ver com a fala. 

Minha própria pesquisa mostrou que as conexões entre as regiões cerebrais que controlam capacidade cognitiva, de fala e motora nos humanos. 

Os pesquisadores também examinaram pássaros canoros e descobriram que as regiões das conchas eram, de fato, exclusivas de papagaios. No entanto, novas pesquisas precisarão esclarecer o mecanismo envolvido na imitação.

No sistema de concha observado em várias espécies de papagaio sugerem que a habilidade de vocalização evoluiu há 29 milhões de anos atrás. Em comparação, essa é mais ou menos a época em que os ancestrais de humanos se diferenciaram de outros primatas. 

A hipótese dos cientistas é que a estrutura de concha evoluiu depois dos centros envolvidos no canto terem sido duplicado no cérebro, com as conchas desenvolvendo novas funções - como a imitação. Então estudar essas estruturas em papagaios pode nos ajudar a identificar outras duplicações misteriosas que podem ter levado ao desenvolvimento de novas funções no cérebro humano.

Apenas papagaios, humanos e outros tipos de pássaro podem imitar o som de outras espécies. O fato que espécies tão diferentes, como pássaros e humanos, compartilham esse comportamento é um exemplo de evolução de convergência, na qual duas espécies, independentemente, evoluem estruturas relacionadas a comportamentos similares.

A imitação requer uma capacidade cerebral complexa e significativa. Por exemplo, a informação acústica precisa ser representada, sua organização precisa ser decodificada e, só depois, o som é reproduzido. A especialização complexa do centro, da concha e do sistema motor nos papagaios apoiam os processos de imitação, permitindo que essas espécies juntem informações auditivas sobre o ambiente com os comportamentos necessários para reproduzí-las. Por enquanto, não temos evidências que os papagaios tenham qualquer tipo de articulação extra para produzir sua fala. Mas os seus cérebros parecem fazer o trabalho extra.

Os autores também notam que humanos e papagaios também pertencem a outro grupo seleto de animais - aqueles que conseguem sincronizar seus movimentos corporais com as batidas de uma música. Além disso, diferente de quase qualquer outro animal no mundo, humanos e papagaios dançam espontaneamente (falamos quase porque o elefante também se move de acordo com a música).  

Nos papagaios, a dança é associada com regiões motoras não-vocais que cercam a concha - o que dá força à possibilidade de que a capacidade geral de compreender o som que eles ouvem é associada com o seu comportamento.

O estudo é um grande passo em relação à tentativa de compreender o que torna os papagaios tão diferentes de outros pássaros. Os próprios pesquisadores afirmaram que estão surpresos sobre como a estrutura que eles descobriram era desconhecida até então. - *Larry Taylor - Professor do departamento de psicologia da Universidade de Nortúmbria.

sábado, 6 de abril de 2019

SABEDORIA E CONHECIMENTO - SÍMBOLO

A coruja simboliza a sabedoria e o conhecimento. Contemplar profundamente, como elas o fazem, segundo a experiência dos sábios é um ver além das aparências, penetrar no âmago do significado das coisas da vida.

Coruja é a ave soberana da noite. Para muitos povos a coruja significa mistério, inteligência, sabedoria e conhecimento. Ela tem a capacidade de enxergar através da escuridão, conseguindo ver o que os outros não vêem. ... Na mitologia grega, Athena, a deusa da sabedoria, tinha a coruja como símbolo.  Ela é o mascote dos escoteiros e dos cursos universitários de Filosofia, Pedagogia e Letras. 

As corujas possuem hábitos noturnos, possuindo um voo silencioso. Podem girar sua cabeça em 270 graus pra qualquer direção e também tem a capacidade de imitar o sibilar das serpentes quando desejam afastar predadores maiores. Na mitologia é associada à filosofia e a sabedoria, por ser o símbolo da mitológica deusa grega Atenas.

Segundo a crença popular podem adivinhar a morte de alguém com o seu piar e esvoaçar. No xamanismo, a coruja é o símbolo da transmutação, da transformação, pois representa a morte do velho para o nascimento do novo. É uma exímia caçadora noturna pela sua aguçada visão e voo silencioso, sendo por esse motivo também um símbolo ligado aos guardiões que procuram manter a ordem no astral inferior (umbral).

Ela também é muito associada à magia antiga, sobretudo a alquimia, a alquimia da alma humana, transformando a pedra bruta em ouro alquímico, o símbolo da iluminação, do renascimento moral. A coruja é vista por alguns índios americanos como a águia da noite e seu principal símbolo no céu é a Lua. A coruja representa o olhar além das aparências externas, o olhar que descortina a verdade por trás do véu que esconde a verdade, aquela que adentra com a visão aguçada e enxerga a escuridão.

Assim como o mocho, a coruja está associada a justiça e a retidão, podendo ter sua força evocada para ajudar em questões legais, sobretudo de natureza kármica (quando os guardiões do astral são diretamente evocados pra capturar algum kiumba ou obsessor), sendo por este motivo associada ao orixá Xangô (da Justiça).  É portanto um bom sinal visualizar uma coruja.  

A coruja é a ave soberana da noite. Para muitos povos ela significa mistério, inteligência, sabedoria e conhecimento. Ela tem a capacidade de enxergar através da escuridão, conseguindo ver o que os outros não vêem. A coruja simboliza a reflexão, o conhecimento racional e intuitivo.

Na mitologia é associada à filosofia e a sabedoria, por ser o símbolo da mitológica deusa grega Atenas.

No xamanismo, a coruja é o símbolo da transmutação, da transformação, pois representa a morte do velho para o nascimento do novo. Esta ligada à verdadeira alquimia, que consiste em pegar o material bruto de que somos feitos e nos transformar em ouro alquímico, a pedra filosofal, a iluminação.

É uma exímia caçadora noturna pela sua aguçada visão e voo silencioso, sendo por esse motivo também um símbolo ligado aos guardiões que procuram manter a ordem no astral inferior (umbral). 

A coruja também é associada à magia antiga, sobretudo a alquimia da alma humana, transformando a pedra bruta em ouro alquímico, o símbolo da iluminação, do renascimento moral.

A coruja é vista por alguns índios americanos como a águia da noite e seu principal símbolo no céu é a Lua.

A coruja representa o olhar além das aparências externas, o olhar que descortina a verdade por trás do véu. Aquela que adentra com a visão aguçada e enxerga a escuridão. A coruja conecta com todas as partes do ser, e permite vencer o temor e aprender a qualidade da consciência do existir e do fluir em todos os níveis.   

A coruja está associada a justiça e a retidão, podendo ter sua força evocada para ajudar em questões legais, sobretudo de natureza kármica (quando os guardiões do astral são diretamente evocados pra capturar algum obsessor. É portanto um bom sinal visualizar uma coruja.  

FÁBULAS SOBRE A CORUJA:

- A ÁGUIA E A CORUJA

A Coruja e a Águia, depois de muita briga, resolveram fazer as pazes.

— Basta de guerra, disse a coruja. O mundo é tão grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra.

— Perfeitamente — respondeu a Águia. — Também eu não quero outra coisa.

— Nesse caso combinemos isto: de ora em diante não comerás nunca os meus filhotes.

— Muito bem. Mas como posso distinguir os teus filhotes?

— Coisa fácil. Sempre que encontrares uns borrachos lindos, bem feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial que não existe em nenhum outro filhote de nenhuma outra ave, já sabes, são os meus.
— Está feito! concluiu a Águia.

Dias depois, andando a caça, a Águia encontrou um ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico muito aberto.

— Horríveis bichos! — disse ela. Vê-se logo que não são os filhos da coruja.

E comeu-os.

Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca a triste mãe chorou amargamente o desastre e foi justar contas com a rainha das aves.
— Quê? — disse esta, admirada. Eram teus filhos aqueles monstrenguinhos? Pois olha, não se pareciam nada com o retrato que deles me fizeste...

Diz o ditado: quem o feio ama, bonito lhe parece.

- O GATO E A CORUJA

Certa manhã ensolarada na floresta, longe de toda a civilização, encontrava-se um pequeno gato, domesticado bem longe dali, perdido, no meio de tantas árvores que pareciam não ter fim.

Andou, andou, e encontrou apenas uma coruja quando a noite já se aproximava.

Ele disse:

- Me ajude a volta para casa?! Estou perdido!

- Não posso! Estou muito ocupada cuidando de meus filhotes. - Disse Dona Coruja com ar de arrogância. 
   
Então, muito triste, cansado e com fome, o gato procurou canto para descansar. Ao amanhecer o dia, ele ouviu gritos de socorro. Assustado, correu depressa para ver o que era, ao chegar lá, viu os filhotes de Dona Coruja prestes a serem devorados por uma cobra.

Dona Coruja presa em uma árvore, gritou desesperada:

- Por favor Sr. Gato! Salve meus filhotes! E o gato rapidamente pois-se a agir, e em uma fração de segundos, salvou os filhotes e espantou a cobra para bem longe.

Dona Coruja, muito agradecida, ajudou o gato a voltar para casa e todos terminaram felizes.

- Moral da história: Sempre ajude o próximo, pois você não sabe se mais tarde irá precisar dele!