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quinta-feira, 15 de julho de 2021

Feliz aniversário! Parabéns pra você.


Que todos os seus sonhos e desejos sejam realizados e alcançados.

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Na Natureza Selvagem


Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. 

Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Até que, após dois anos na estrada, Christopher decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca. 

Em abril de 1992, um jovem de uma família abastada da costa leste dos Estados Unidos, que crescera em um subúrbio rico de Washington, D.C., onde fora excelente aluno e atleta de elite, foi de carona até o Alasca e adentrou sozinho a região selvagem e desabitada ao norte do monte McKinley. Quatro meses depois, seu corpo decomposto foi encontrado por um grupo de caçadores de alce. 

No verão de 1990, logo após formar-se, com distinção, na Universidade Emory, McCandless sumiu de vista. Mudou de nome, doou os 24 mil dólares que tinha de poupança  a uma instituição de caridade, abandonou seu carro e a maioria de seus pertences, queimou todo o dinheiro que tinha na carteira. Inventou então uma vida nova para si, instalando-se na margem maltrapilha de nossa sociedade, perambulando pela América do Norte em busca de experiências cruas, transcendentes. Sua família não tinha ideia de onde estava ou que fim tivera, até que seus restos apareceram no Alasca. 

- A primeira vez que eu vi "na natureza selvagem" foi no ano de lançamento do filme, em 2007 e de cara o longa me marcou.

Ele conta a história real de Christopher McCandless - um jovem que decidiu largar tudo e viajar pelos Estados Unidos da América com pouco ou nenhum dinheiro, até chegar ao Alasca.

Ao longo do filme a gente vem passando por diversas cidades e conhecendo todo tipo de gente. É, essa trama pode parecer simples, mas o filme suscita muitos debates interessantes.

A sociedade de consumo, as consequências do abuso familiar, o que é a verdadeira liberdade, a relação com a natureza, entre outros.

O filme "na natureza selvagem" trata de um tipo de sentimento que eu não vejo muito em filmes, a solitude. A solitude pode parecer com a solidão mas os dois não são exatamente a mesma coisa.

A solidão é a tristeza, o sofrimento em estar sozinho, já solitude é a alegria do prazer em estar sozinho, é saber aproveitar o momento sem necessariamente ter alguém ao seu lado.

Na soledade você não se sente incompleto por não ter companhia você mesmo já é suficiente pra você se sentir realizado na sua experiência, seja numa longa viagem, uma simples ida ao cinema, ou na sua própria casa. Você está sozinho e não tem nada de errado nisso.

Quando eu penso nos filmes que falam sobre estar sozinho, praticamente todos que me vêm à mente falam desse tema sob a perspectiva da solidão.
Temos personagens tristes, às vezes sem companhia alguma, às vezes em meio a dezenas de pessoas.

A solidão permeia a história, nos mostra gente que almeja um contato com o outro, gente que, por causa da solidão, entra em uma espiral de outros sentimentos como ansiedade, confusão e desajuste, isso sem contar os filmes que abordam o estar sozinho sob uma perspectiva mais assustadora.

Em filmes como, 127 horas, entre outros, eu não consigo lembrar de nenhum que aborde este sentimento tão bem quanto "na natureza selvagem".

A gente viu chris se deleitar por não ter ninguém por perto. Ele anda pelo país aproveitando as paisagens naturais, lê um livro em um lugar insólito, viaja escondido em trens.

O cris fica extasiado por estar só a maior parte do tempo, ao contrário dos protagonistas de vários filmes que falam sobre o estar sozinho.

Isso não quer dizer que o tema da solidão não é abordado em "na natureza selvagem", mas a solitude de cris contrasta com a solidão dos outros personagens.

kevin se sente sozinho por ter dificuldades em arranjar uma parceira. A Jane, apesar de estar ao lado de lenny, não deixa de sentir o peso da solidão, após ter perdido o contato com o filho dela.

A irmã de christian, Garin, narra como ela se sentiu sozinha com o desaparecimento do irmão e, é claro, tem um veterano de guerra que perdeu a esposa e os filhos em um acidente de carro e vive completamente só. Ele é tão solitário que chega ao ponto de pedir para adotar o Cris que respondeu - deixa isso para quando eu voltar. A gente vê essas pessoas sofrendo, inclusive quando veem o cris partir. Cris parece ser insensível à solidão desses personagens, por que a solitude dele vem de um ponto de vista muito particular. 

Sobre o que é a verdadeira felicidade.

Isso significa, então, que o cris não vê valor nenhum nas relações humanas?

Claro que não. A gente vê ao longo do filme inteiro ele criando conexões com outras pessoas, estabelecendo laços verdadeiros e, por mais que o objetivo dele seja ir para o Alasca e morar em isolamento ali por algum tempo, ele deixa claro que ele pretende voltar. 

Estar isolado eternamente não parece o propósito definitivo dele ou seja por mais que ele não ache que a verdadeira felicidade da vida dele venha do contato com os demais, a gente vê ele estabelecendo um equilíbrio bastante delicado entre estar sozinho e estar acompanhado, e o que eu não concordo é com a filosofia do Cris, mas eu acho que esse tema do equilíbrio entre a companhia e o estar sozinho é fundamental quando a gente fala da solitude.

Pelo menos com as minhas experiências eu notei que o valor da solidade surge do contraste que ela proporciona com nossa vida conectada às demais pessoas.

Estamos acostumados a ter companhia o tempo todo, em casa, no colégio, na faculdade, no trabalho, e até na rua, no meio da multidão.

Nos dias de hoje em que estamos constantemente conectados via internet a gente sequer precisa ter pessoas fisicamente do nosso lado para sentirmos que temos companhia, e para mim, é toda essa onipresença dos demais que faz a solitude se destacar.

Quando a gente se depara com ela, quando a gente se vê morando sozinho, em uma jornada mundo afora ou em caminhadas pela cidade, então você começa a confrontar tudo o que lhe passa pela cabeça, você experimenta como é ser seu único companheiro e assim a gente cria a oportunidade de conhecer aspectos nossos que a gente podia sequer saber que existiam.

Se você não gostar do que descobriu é provável que você acabe indo mais para o lado da solidão, mas caso você enxergue o valor inestimável em ser sua única companhia, aí meus amigos, vocês descobrem como a solitude é algo único e indescritível.

Entretanto, pra mim, o equilíbrio necessário para curtir a solitude não acaba por aí. Pelas minhas experiências eu percebi que por mais que ficar vários dias seguidos sozinho seja ótimo, chega um ponto em que a solicitude começava, pouco a pouco, a se transformar em solidão e era nessas horas que eu sentia a necessidade de ter mais uma vez a companhia de outras pessoas e é por acreditar que tanto a solitude quanto está acompanhado tem o seu valor. Aí eu me sinto meio dividido em relação à frase mais famosa do filme quando ele está no seu leito de morte perdendo a vida e completamente isolado de qualquer um. Nesse momento final de iluminação simbólica, literalmente, a gente vê no que ele deixou escrito dentro de um livro - a seguinte frase: A felicidade só é verdadeira quando compartilhada.

 Essa frase ganhou repercussão porque é bonita e traduz uma transformação interna do personagem, aliás, ela parece tomar um sentido completamente novo quando inserida no nosso contexto atual em que compartilhar a felicidade em redes sociais é algo tão cotidiano, mas eu não concordo completamente com essa lição entre aspas pra mim é reducionista demais dizer que a felicidade só é verdadeira quando compartilhada, justamente porque o próprio filme nos ensina como é possível ser verdadeiramente feliz apenas consigo mesmo.

Pra mim isso não é uma condição para que essa alegria seja verdadeira, cada um de nós vai lidar com o estar sozinho de sua própria maneira.

Há quem não se importe em ficar sem companhia, tem aqueles que acreditam que, se isolados dos demais, isto seria uma vida ideal.

Cada um acha do seu jeito. Só sei que quando eu descobri o valor da solitude foi uma das melhores experiências que eu já tive em toda a minha vida.

Quando a gente vê esse sentimento tão particular representado de maneira sublime em uma obra de arte, ele só ganha mais poesia, então é isso, "na natureza selvagem" é, com certeza, um dos filmes que mais me impactou ultimamente.

NO LINK ABAIXO BAIXE E ASSISTA ESTE FILME COMPLETO E DUBLADO EM PORTUGUÊS:

Na Natureza Selvagem (Filme - Audiolivro - E-books).rar

domingo, 11 de outubro de 2020

Ser Feliz e Ter Paz - O que você tem feito para ser mais feliz?


É Difícil Para Você Ser Feliz?  

As pessoas entendem de diversas formas a maneira de ser feliz. Para uns felicidade é encontrar um parceiro(a) ideal, para outros é ganhar muito dinheiro, comprar um carro ou uma casa, dentre outras formas.

A verdade é que todos buscam por um bem estar, aliviar os sofrimentos e se realizar, mas nem todos conseguem alcançar a Paz Interior, inclusive quem alcançou o que desejou.

Você tem conseguido realizar os seus sonhos, ser feliz e alcançar a sua paz interior?

Descubra porque ser feliz e ter paz interior vem antes de você alcançar o que deseja.

A felicidade e a paz não são restritos a um grupo social que julgamos privilegiados. Se fosse assim, não existiria altos índices de depressão, dependência química e suicídio entre as pessoas que são consideradas de alto poder aquisitivo. Ser feliz e ter paz interior é um estado natural que basta ser humano para alcançar, independente da sua cor, credo, renda e sexo. Deixa eu lhe explicar melhor …

A felicidade e a paz interior são estados emocionais de uma pessoa que goza de uma plena harmonia no seu olhar e entendimento sobre a vida.

São pessoas otimistas e gratas pelo simples fato de poder existir, respirar e se alimentar. 

Talvez você não possa ter a Ferrari do seu vizinho, mas pode ter a alegria de passear ao lado de quem ama num Parque, por exemplo.

Por que a pessoa para conquistar verdadeiramente, antes ela precisa ser feliz e alcançar a paz interior?

Porque se ela conquista passando por cima dos outros, vai ser difícil manter um equilíbrio emocional, além de colecionar vários inimigos ao invés de amigos, acabando sozinha e desconfiando de todos. A pessoa quando é, antes de ter, já está no estado natural de felicidade, uma vez que já tem tudo, tem a si mesma. Também ela sabe quais são os seus limites e o que precisa para se desenvolver, dando um passo de cada vez rumo a auto realização, com alegria e superando todas as adversidades. Para mim o sentido da vida é poder Fazer, Transformar e Realizar, usufruindo e desenvolvendo algo que já faz parte do seu DNA: A sua capacidade de te fazer feliz, ser otimista e manter a serenidade mesmo quando você não alcança o que desejou naquele instante.

Está tudo certo, seja grato por tudo! Nada que um dia após o outro e uma nova chance de recomeçar, aprender, crescer e realizar não resolva.

Faça sempre boas escolhas em sua breve vida e seja tranquilo e feliz.

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

5 Dicas de Como Ser Feliz de Verdade na Vida e no Trabalho

Nesse vídeo você verá 5 dicas de como ser feliz de verdade, na vida e no trabalho.

Essas dicas tem duas características adicionais.

Primeiro elas só dependem de você.

Assim, a sua felicidade não fica totalmente a mercê de fatores externos que você não tem nenhum controle.

E segundo que elas também vão te ajudar a ser uma pessoa mais bem sucedida.

Então na medida do possível, e de acordo com a sua situação, vá encaixando cada uma dessas dicas na sua vida, que você com certeza será uma pessoa mais feliz e realizada.

A primeira dica é ter mini-objetivos e ir alcançando eles bem rápido.

Um mini-objetivo é um simplesmente um objetivo para hoje.

Toda vez que você completa um mini-objetivo, você ganha motivação e ainda progride um pouco na sua vida.

Ao fazer isso todos os dias, o progresso fica cada vez mais claro.

E é esse progresso que vai te deixar feliz.

Na prática é muito simples.

Primeiro você decide os seus mini-objetivos do dia.

Eles geralmente são criados a partir de um grande objetivo que você queira alcançar num prazo mais longo.

Depois você tenta completar os seus mini-objetivos para aquele dia.

É basicamente isso.

E um mini-objetivo pode ser algo mais externo ou interno.

Por exemplo: Dar uma caminhada no parque é um mini-objetivo mais externo, porque depende de você ir até o parque e caminhar.

Enquanto meditar por 5 minutos todo dia, é um mini-objetivo interno, porque você pode fazer em qualquer lugar e só depende de você.

Então não fique preso apenas em pensar nos mini-objetivos externos.

Os internos também são bem importantes, e talvez seja o que você esteja precisando mais.

A segunda dica é ser otimista.

Comece a ter pensamentos mais positivos.

Pense que as coisas vão dar certo.

E sempre tente ver o lado bom das coisas.

Dito isso, é importante saber fazer boas escolhas, para que outros não abusem do seu otimismo.

Senão você ficará triste ao invés de ficar feliz.

A solução para isso é ser um otimista realista.

Pense que hoje vai ser um dia ótimo, e escolha mini-objetivos que tem mais chances de dar certo.

Mas, se durante o dia você ver que algo tem tudo para dar muito errado, tente ver se é possível corrigir, ou escolha outra coisa para focar os seus esforços.

Afinal, otimista que vive dando murro em ponta de faca não é feliz por muito tempo.

Se você acha que as próximas dicas serão ainda melhores, já deixa o seu like otimista aqui no vídeo.

A terceira dica é cuidar primeiro de você mesmo.

Em quase todos os voos de avião, eles dão algumas instruções de segurança.

E uma delas é: "No caso de uma emergência, coloque primeiro a máscara de oxigênio em você, e só depois ajude as pessoas ao seu lado."

Esse é um conselho importante que pessoas felizes aplicam na vida delas.

Primeiro elas cuidam de si mesmas.

E depois ajudam os outros.

Se você nunca se dedicar a si mesmo, vai ser muito difícil você ser feliz.

E além disso, você não consegue ajudar muito os outros se você não está feliz.

Ou se você vive para baixo.

Ou se você não tem dinheiro nem para pagar suas contas.

A quarta dica é ajudar outras pessoas.

Se você já chegou a um ponto onde você aplica as 3 dicas anteriores todo dia, é muito mais fácil ajudar outras pessoas.

Nós seres humanos ficamos felizes quando conseguimos ajudar alguém, e ver essa pessoa fazer progresso com nossa ajuda.

Na prática, você consegue ter mais impacto e ajudar mais os outros em coisas que você gosta.

Porque se você gosta, provavelmente você já investiu vários dias, meses, ou até anos da sua vida naquilo, o que significa que você entende muito mais do assunto do que a pessoa que você vai ajudar.

O que você gosta de fazer, costuma ser bem mais fácil para você, do que para a pessoa que você ajudar.

E nesse processo de ajuda, você fica mais feliz ainda, simplesmente porque está lidando com algo que você gosta.

A quinta dica é estar sempre aprendendo algo novo.

Isso vai colocar você no caminho da melhoria contínua, onde você vai estar sempre progredindo, descobrindo coisas novas, e tendo mais motivação.

E isso tudo vai te deixar mais feliz.

Existe uma forma bem fácil de continuar descobrindo coisas novas que você vai querer aprender.

Basta escolher um assunto que você já gosta, e fazer experimentos para achar melhorias.

Por exemplo: Se você gosta de correr a pé no seu bairro, você provavelmente deve fazer os mesmos trajetos.

Mas pode ser que tenha outros lugares mais tranquilos, com menos carros ou pedestres.

Ou pode ter outros lugares com ruas mais planas e onde o piso é mais confortável para correr.

Ou você poderia mudar o tipo de pisada.

Ou correr com um tênis mais adequado para corrida.

Ou se alongar mais antes de correr.

Ou então, experimentar correr de noite quando é mais fresco.

Cada experimento diferente que você fizer, você estará aprendendo algo novo.

Mesmo que na maioria deles você não encontre nada demais, algumas vezes você vai acertar em cheio, melhorando muito os seus resultados.

E isso vai te deixar bem feliz.

Nesse ponto, aprender mais rápido será uma grande vantagem na sua vida.

Tem um vídeo aqui do canal que pode te ajudar muito nisso.

Ele se chama "Como Aprender Mais Rápido Qualquer Coisa".

Se você não viu, assista porque vale a pena.

Bom, essas foram as 5 dicas de como ser feliz de verdade.

Espero que tenha te ajudado.

Se você gostou do vídeo, deixe o seu like e se inscreva no canal.

Um abraço e até o próximo vídeo.


domingo, 27 de setembro de 2020

FELICIDADE E OS CAMINHOS DA FELICIDADE


Hoje pode ser um dia como qualquer outro, ou pode ser o dia que sua vida será mudada radicalmente, há pessoas nascendo, há pessoas praticando o bem, assim como o mal, nossa vida é bem corrida. 

Muitas vezes deixamos de lado coisas que queríamos estar fazendo, ou adiando para um futuro que parece nunca chegar mediante a tantas coisas que botamos como prioridade em nossas vidas. 

Cada dia que passa é uma chance que perdemos de estar ao lado de quem se gosta, de fazer o que se tem vontade. Não se prive pelo que as pessoas irão pensar, diga que ama sim, sem medo de ser feliz, saiba que quando você assume um jeito, uma personalidade irá incomodar quem não tem, mas com certeza fará tudo o que lhe faz feliz. 

Quem disse que as coisas diferentes são caretas, se o que te faz feliz é dançar na chuva, vamos em frente dance , esse papo de careta é de gente que se priva da felicidade, lembre sempre o que vale é estar bem e feliz, além de ao lado de pessoas que  te fazem bem.

O professor Clóvis fala sobre felicidade e a necessidade de viver e ser feliz no momento presente.

Clóvis falou sobre felicidade, ética, falou de sua deficiência visual, suas escolhas sábias (tipo largar um cargo público no Senado para ser professor). Mas o ponto alto mesmo foi o momento em que falou de vida de qualidade, um contraponto ao conceito "qualidade de vida", onde considera que tal "falácia", para desespero dos promotores do bem-estar nas empresas, não pode ser um protocolo onde algum "ditador" diz o que é a felicidade do outro usando como parâmetro o que o faz feliz.

Clóvis de Barros Filho fala sobre a felicidade.

- O melhor especialista em sua felicidade é você mesmo.

Nisso, um garçom deixa um copo d´água sob seu púlpito translúcido e ele ironizou:

- Eu pedi Coca-Cola várias vezes desde que cheguei aqui e me trazem água. Isso é "qualidade de vida"!

O que acabou dando certo pois minutos depois o mesmo garçom trouxe um copo do refrigerante solicitado e Clóvis puxou sua bandeja para lhe aplicar um abraço fraterno, o que arrancou palmas de sua audiência.

E foi assim, beirando o politicamente incorreto, soltando um "legal pra baralho" aqui e acolá, que o palestrante passou seu recado.

O professor aposentado, Clóvis Barros Filho, que junto com Leandro Karnal e Mário Sérgio Cortella, formam o triunvirato dos maiores pensadores contemporâneos do Brasil, segundo a revista "Isto É".

Fique com sua palestra do TEDxSãoPaulo como uma amostra do que esse talentoso orador transmitiu sobre o que é ser feliz, na prática. E sinta-se motivado a buscar a sua felicidade.

Segue a transcrição do vídeo na íntegra:

- “Haverá quem diga que felicidade é você ter o que você quer. Eis aí a primeira dificuldade: não é possível. Porque quando você quer é porque você não tem ainda. E quando você tem, aí você já não quer mais. O desejo é sempre por aquilo que falta, por aquilo que nos faz falta.

E a energia mobilizada para ir atrás daquilo que queremos sempre encontra na falta a sua grande motivação.

Mas aí, é claro, um dia, como nem tudo é tão cruel e tão difícil, você consegue o que você tanto queria.

E quando você consegue, você não deseja mais, você não ama mais.

Os brinquedos recebidos no Natal estão em um baú de desejos assassinados pela presença, mortos pelo consumo, e as crianças querem os outros que elas ainda não têm.

A sociedade não pode nos deixar desejar de qualquer jeito. 

Essa força que temos para ir atrás daquilo que nos faz falta, ela não pode se manifestar no caos. É preciso, cada sociedade sabe disso, organizar o desejo, direcionar a energia para aquilo que não vai causar problema, para troféus legítimos, para conquistas que são ordenadoras da vida na sociedade.

Na escola, a gente aprende a desejar aquilo que faz falta.

Eu me lembro, no primário, que eram os quatro primeiros anos do ensino fundamental, a tia Maria das Graças dizia assim: "O primário é a preparação para o ginásio".

E aí, então, a gente ficou quatro anos esperando o ginásio.

"No ginásio seria bacana", ela prometeu. No ginásio seria mais legal. No ginásio a gente teria mais liberdade.

E aí, então, quando chegou o ginásio, tínhamos todos os motivos para acreditar que tudo seria lindo, haveria gozo, prazer, haveria felicidade. 

Mas mudou a coordenadora.

Entrou a tia Maria das Graças, que disse:

"Olha, os quatro anos do ginásio são para preparar para o colegial. No colegial, sim, é outro prédio, é bem mais legal, não tem que usar uniforme. Você pode escolher entre exatas, humanas e biológicas. Você já vai ser adulto, vai ser livre e, portanto, vai ser feliz".

Eram só mais quatro anos esperando.

Aí, chegou o colegial. 

Nos primeiros dias, fomos para a escola acreditando que a felicidade tinha chegado.

Ia ser do baralho, a vida ia ser linda! Haveria prazer, gozo e felicidade! Mas, agora, puseram um coordenador enorme, um cara gigante, chamado Mario Zan, que disse:

O colegial, vamos deixar de frescura, é para preparar vocês para o vestibular.

Ficamos mais três anos, já são 11, desejando...

E aí, todo mundo nos dizendo "quando".

"Quando acontecer isso, quando acontecer aquilo, quando for para lá... haverá felicidade."

Chegamos na faculdade, e os primeiros dias pareciam cumprir com a promessa.

Nossa, tinha a semana do calouro, miss bixete, havia bebida, muito sexo! Era muito legal, havia felicidade...

Mas, depois de três dias, a gente começou a passear pelos corredores...
Estágio aqui, estágio ali, estágio acolá.

Os veteranos dizendo:

"Malandro, sem estágio você está fugido. Se não pegar estágio, não vai dar certo, você vai perder o bonde da história; o trabalho vai escapar; você morrerá na sarjeta, nunca mais vai trabalhar!"

E você vai atrás do estágio, com sangue no olho e faca nos dentes, até que você consegue um estágio.

Você volta para casa eufórico.

"A felicidade chegou, eu tenho um estágio!" E, no primeiro dia do estágio, te tratam como um "estagiário".

E aí, você vê que não é muito legal o que disseram para você.

Na verdade, tenho até uma boa de estagiário.

Um superpresidente de uma empresa reúne seus vice-presidentes e pergunta, faz uma charada, um enigma.

Ele diz: "Escuta aqui, o que eu faço é prazer ou é trabalho? Vinte e quatro horas para responder".

Nossa, os VPs reúnem seus diretores, reúnem seus capatazes, seus asseclas.

"Escutem: o que o chefe faz aqui é prazer ou é trabalho?"
Os VPs reúnem os diretores, e aquilo vem descendo a empresa, toda a hierarquia da empresa.

Até que, no fim do corredor, tem um estagiário.

Ele tem pilhas de trabalho, dois telefones na orelha, ele tem um monte de coisa para fazer.

Alguém chega para ele e diz: "Ei, você, eu tenho que responder.

O que o presidente faz aqui é prazer ou é trabalho?".

E ele diz:

"É lógico que é prazer. Se fosse trabalho, eu é que faria, é lógico".

Aí você consegue o estágio, e alguém já te diz:

"Se você não for efetivado, não terá valido de nada o estágio".

E como você é bem bacana, bem aguerrido, um dia você tem a carteira assinada, você tem o diploma da universidade.

Você chega em casa e diz: "Foram 16 anos me preparando".

Você é o orador da turma na formatura e diz:

"São 16 anos aqui, mas a felicidade agora chegou. Eu tenho um emprego, e eu tenho, pasmem, um diploma universitário".

No primeiro dia do trabalho, você é recebido por um chefe. O chefe olha para você e diz: 

"A empresa tem 15 níveis. Você está no G-15".

O G-15 vale menos que um estagiário.

Não tem nem lugar para pôr sua bicicleta no estacionamento.

Você não vale nada.

Aí você diz: "E para subir, como é que eu faço?"

E ele diz:

"Tem que perseguir metas. Bater meta e fazer resultado".

Você olha e diz: "E o que é, exatamente, 'meta'?".

Ele diz: "É o seguinte, [metas] são como cenouras que vão rápido. Você sai correndo, pega a cenoura e entrega a cenoura para mim. Eu dou outra cenoura para você pegar e, assim, você vai batendo metas e vai subindo: G-14, G-13... é bem legal".

Você pega cenoura, entrega cenoura; pega cenoura, entrega cenoura; pega cenoura, entrega cenoura; pega cenoura, entrega...

Você está subindo...

Oito anos depois, encontra o mesmo chefe na cafeteria da empresa, e diz:

"Malandro, eu tenho uma única curiosidade: onde você enfia tanta cenoura, cara? Impressionante!"

Você vai subindo, subindo, subindo... De repente, você começa a ser chamado com letras. Letras em inglês, e tudo que é em inglês vale muito.

Você é ci-efe-ou, ci-i-ou, ci-cocou, ai-cocou, ci-fi-ou...

Você começa a perceber que... Nossa, mas sempre tem alguém acima. Sempre tem alguém humilhando você. Sempre tem alguém olhando de cima para baixo.

Aí, um dia te fazem uma festa. Ouça-me, estádio Allianz Parque: o dia que fizerem uma festa para você, você já dançou.

Vão te dar uma plaquinha, dizendo:

"Obrigado, perseguidor de cenouras".

Mas você, agora envelhecido, será substituído por alguém mais jovem e mais iludido.

Alguém ainda dirá: "Quando você se aposentar, vai ser bem legal".

Você pega o dinheirinho que sobrou. Você tem uma chacrinha, tem até um lago. E você pesca.

Aos 80 anos, você está nas últimas, com a família chorando em volta, ah! e ainda vai chegar alguém, pode acreditar, vai chegar alguém para dizer:

"Nada de tristeza, nada de tristeza, porque o melhor ainda está por vir".
Você, fragilizado, sem forças...

Você diz: "Malandro, me enganaram por 80 anos!".

E você não percebeu que, talvez, se a vida tinha alguma chance de ser feliz, não é quando "nada" acontecer, mas é já, aqui, neste canto do estádio. Ou a felicidade está aqui, ou não estará em nenhum outro lugar, porque a vida está aqui.

E aí, claro, você pensa que eu poderia ter esperado a minha hora de entrar.

Eu poderia estar ali sentadinho, e poderia pensar assim: "Nossa, mais uma palestra...".

Depois que me aposentei na universidade, esse é o meu ganha-pão.

Todo dia tem uma, felizmente, a família agradece.

"Então, deixa eu ir lá passar a régua, livrar a cara, que depois do almoço tem mais."

E aí, a felicidade seria quando isto aqui acabasse e eu fosse embora, para poder descansar, para poder comer.

E aí, você diz: "Pô, mas que pensamento tosco! Que pensamento pobre, que pensamento infeliz esse, de ficar ali esperando a palestra acabar, para eu poder, então, ser feliz. Que coisa mais medíocre!".

Pois é, mas, você chama de "happy hour" que horas? Você chama de happy hour segunda às oito da manhã ou sexta, às 18h? Para você, happy hour é a hora que o trabalho acaba.

Por que eu não tenho direito? Estou aqui trabalhando! Quando a palestra acabar é que vai ser legal.

Por enquanto, é um pedágio que tenho que pagar para a felicidade. Quando tudo acabar...

Daí você pensa:

"Tem alguma coisa errada nessa história".

Lógico que tem. Eu podia estar ali, sentado, e podia estar pensando assim:

"Eu nunca estive aqui. Palestra, neste lugar, nunca mais".

Nunca mais, nem se a gente voltar, todo mundo. Seremos diferentes.

Cada instante da vida é uma oportunidade mágica, irrecuperável e virginal.

Absolutamente inédita e nunca antes vivida.

É este momento que eu tenho para fazer, neste lugar, o melhor que eu puder fazer.

Eu tenho a chance de fazer, aqui, melhor do que ontem, e melhor do que os 30 anos de professorado que foram a minha vida.

Por quê? Porque hoje eu sou melhor do que ontem.

Porque hoje eu sou mais competente do que ontem; hoje eu sou mais preparado e mais experiente do que ontem.

Eu tenho a chance de fazer o melhor da vida.

E ali eu estava sentadinho, focado, para fazer aqui o melhor da vida.

A palestra da vida, o que de melhor eu já fiz, para que possa ter graça não na hora que terminar, mas durante.

E quando a felicidade começa antes, é melhor para a vida.

Se precisar esperar sexta, às 18h, para a vida ser feliz... Desculpa, a tua vida é muito ruim.

É bem melhor quando ela começa antes. E ela terá colorido.

Cada vez que você usar o instante vivido para buscar fazer o mais perfeito, a busca da excelência, o pleno desabrochar da própria essência, a busca da própria perfeição, que não vai acontecer no final de semana, mas vai acontecer já, porque agora é que a vida acontece.

E eu tenho a chance mágica de usar as melhores palavras, os melhores exemplos, tocar você no seu espírito com a máxima contundência.

Aí sim, eu estarei fazendo da minha vida uma vida de desafios, colorida e feliz.

Não é quando acabar, é já. E lamentarei demais o momento que acabe.

Porque se você me perguntar, e aqui não é mais ninguém famoso, aqui sou eu, felicidade é um pequeno segundo da vida, um pequeno instante, que você gostaria de repetir.

Felicidade é aquele segundinho que você não gostaria que acabasse.

Mas, como vai ter que acabar, você usa a inteligência para repetir.

Pode acontecer em qualquer lugar, pode acontecer no cinema.

Você vai ver o Darín em "O segredo dos seus olhos", e pensa:

"Nossa, acho que vou voltar aqui com minha mãe, para ela assistir este filme".

Isso é sintoma de felicidade no cinema.

Você está no bar, na Rua Aspicuelta, com alguém que você não conhece, esse alguém tem que ir embora, e você diz:

"Pô, deixa seu telefone, que vou ligar para a gente marcar de novo".

Isso é felicidade no bar.

E tem até aquele aluno que, no último dia de aula do curso, vira para você e diz:

"Professor, será que no ano que vem, eu não poderia assistir suas aulas de novo como ouvinte?".

E aí, você olha para o aluno e vê que só há uma razão para ele querer fazer o mesmo curso outra vez, ele vai ter que admitir: é que, durante as aulas, ele foi feliz.

E tomara, tomara, tenha sido assim aqui. Tomara, você não tenha nem sentido a minha chegada.

Tomara, você tenha se deixado conduzir pela minha fala, pensado na própria vida e lamentado que chegou a hora de eu me despedir.

Tomara, você pense que, talvez, se tivesse trazido a mãe, se tivesse sido meu aluno, se tivesse me olhado na internet, se tivesse me procurado antes, talvez tivesse antecipado este encontro.

E, se alguma dessas coisas aconteceu, admita, neste segundo, aqui, não depois, agora, você foi feliz.

Quando a vida poderia ter durado um pouco mais, quando a vida poderia se repetir, um dia. Tomara, tenha sido assim.

E aí, é claro, se foi assim, a meta que eu vim buscar bater foi batida e foi alcançada.

Porque não há nada mais legal do que você, em um lugar como este, proporcionar a alguém que você nunca viu um mísero segundo que esse alguém gostaria de repetir com você.

E se todos nós, para além das nossas metas cotidianas, nos déssemos ao trabalho de proporcionar a alguém do lado um instante de vida que esse alguém gostaria um dia de repetir...

Nossa, estaríamos, juntos, costurando uma sociedade infinitamente mais solidária, uma sociedade infinitamente mais justa, mais coesa, mais harmoniosa e mais feliz.

Porque, no final das contas, isto aqui que nós chamamos de Brasil somos nós. E se temos que melhorar, somos nós a melhorar.

E, se há algo a progredir, somos nós a fazer acontecer. Somos todos corresponsáveis.

É hora de, juntos, virarmos a página e patrocinarmos, com a nossa conduta e a nossa inteligência, uma convivência melhor e mais justa.

Que não seja para nós, mas que seja para aqueles que tanto amamos, que não pediram para nascer e esperam encontrar, quando começarem a viver, um lugar bacana de convivência, porque viver bem é conviver bem.

Viver bem é viver bem com os outros.

Viver bem é encontrar justiça para si e para os outros.

E isso é tarefa nossa; não haverá super-heróis, não haverá soluções milagrosas, não haverá grandes gênios a nos salvar.

Esta tarefa é exclusivamente nossa, de buscar felicidade através de uma convivência feliz.

Tomara, que pelo menos por um segundo, tenha sido feliz, como eu fui, ao longo desses minutos, aqui com você.

Muito obrigado e até a próxima, se Deus quiser.


Felicidade Clandestina - Clarice Lispector


domingo, 30 de agosto de 2020

Mídia e relação direta com o mito da caverna de Platão


O mito da caverna relaciona a questão da realidade e da ilusão no caso as sombras que passam a ideia e a realidade mascarada em seu sentido real. E a TV principalmente as emissoras famosas, as ''potências'', fazem muito isso, enchendo as pessoas de imagens ''entupindo-as'' com noticias ''jogadas'' e impedindo, até mesmo, a reflexão individual.

Platão quis dizer que a realidade está dividida em duas partes: A primeira é o nosso mundo irreal; cheio de idéias imperfeitas (forma, cor, leis). Todas as cópias da matriz, aquele mundo que domina todos de forma arrogante, usando os nossos sentidos (visão) para nos enganar, nós estamos presos em um mundo sensível (porque nunca vemos, ouvimos, cheiramos e andamos), mas não sabemos disso.

Já o outro é onde tem o sol que projeta a luz para o outro mundo, onde tem a matriz das idéias perfeitas, a realidade, os objetos são 3D(profundidade, altura e largura).

Os primeiros se parecem conosco, se analisarmos bem, veremos que o nosso conhecimento é sombrio, sem plena certeza de nada, não sabemos quem somos de onde viemos se estamos sozinhos no universo, onde o universo acaba muitos acreditam naquilo que vê, sem contestar nada.

Já se fossemos soltos negaríamos isso e resistiríamos em acreditar no que sabemos desde pequenos, já se nós fossemos obrigados a olhar para trás, nós teríamos dois tipos de reações: as cadeias (violência física, material), e a ilusão (cadeia invisível que aprisiona a mente). Nós provavelmente não aguentaríamos o choque e gostaríamos de voltar para a caverna (mesmo sabendo que aquilo não é real), e ignoraríamos o que vimos, achando que era só um sonho. Preferindo continuar a sua vida, olhando só as sombras, sem sentir cheiros e ouvirmos nada, seguindo o cotidiano da vida.

Mas se nós estivermos com a mente aberta para novos conhecimentos, talvez acreditássemos naquilo em que víamos, com um choque é claro. Seria tão bom como desagradável, bem porque veríamos coisas novas (reais), sentiríamos novas sensações, conhecer o infinito, e desagradável porque veríamos que tudo o que nós vivemos (não no sentido próprio da palavra) até agora não era nada, era irreal, e veríamos que não sabem de nada (como um bebê), teríamos que aprender tudo de forma certa (andar, ver, cheirar, ouvir, se movimentar,...) desde o começo, aprendendo que algumas leis que nós conhecíamos não eram reais e outras que não conhecíamos. Nós ao invés de Ter a opinião teríamos o conceito, prazer por realização, corpos belos por beleza, espontaneidade, teríamos a educação.

Enfim, veríamos o mundo da Matriz (superior), tiraríamos todas as nossas dúvidas.

A Mídia tenta fazer com que nós fiquemos presos, no mundo irreal, querem que nós acreditemos em tudo o que eles falam, tirando nós do mundo REAL.

- O Mito da Caverna foi escrito por Platão, um dos mais importantes pensadores da história da Filosofia.

Através do método dialético, esse mito revela a relação estabelecida pelos conceitos de escuridão e ignorância, luz e conhecimento.

Foi escrito em forma de diálogo e pode ser lido no livro VII da obra A República.

Nele Platão descreve que alguns homens, desde a infância, se encontram aprisionados em uma caverna. Nesse lugar, não conseguem se mover em virtude das correntes que os mantém imobilizados.

Virados de costas para a entrada da caverna, veem apenas o seu fundo. Atrás deles há uma parede pequena, onde uma fogueira permanece acesa.

Por ali passam homens transportando coisas, mas como a parede oculta o corpo dos homens, apenas as coisas que transportam são projetadas em sombras e vistas pelos prisioneiros.

Certo dia, um desses homens que estava acorrentado consegue escapar e é surpreendido com uma nova realidade. No entanto, a luz da fogueira, bem como a do exterior da caverna, agridem os seus olhos, já que ele nunca tinha visto a luz.

Esse homem tem a opção de voltar para a caverna e manter-se como havia se acostumado ou, por outro lado, pode se esforçar por se habituar à nova realidade.

Se esse homem quiser permanecer fora pode, ainda, voltar para libertar os companheiros dizendo o que havia descoberto no exterior da caverna.

Provavelmente, eles não acreditariam no seu testemunho, já que a verdade era o que conseguiam perceber da sua vivência na caverna.

- Interpretação do Mito da Caverna

Com o Mito da Caverna, Platão revela a importância da educação e da aquisição do conhecimento, sendo esse o instrumento que permite aos homens estar a par da verdade e estabelecer o pensamento crítico.

O senso comum, que dispensa estudo e investigação, é representado pelas impressões aparentes vistas pelos homens através das sombras. O conhecimento científico, por sua vez, baseado em comprovações, é representado pela luz.

Assim, tal como o prisioneiro liberto, as pessoas também podem ser confrontadas com novas experiências que ofereçam mais discernimento. O fato de passar a entender coisas pode, no entanto, ser chocante e esse fato inibidor para que continuem a buscar conhecimento.

Isso porque a sociedade tem a tendência de nos moldar para aquilo que ela quer de nós, que é aceitar somente o que nos oferece através da informação transmitida em meios de comunicação e não só.

Desde a Antiguidade, Platão quer mostrar a importância da investigação para que sejam encontrados meios de combate ao sistema, o qual limita ações de mudança.

domingo, 16 de agosto de 2020

VIDA - SOFRIMENTOS NECESSÁRIOS PARA SOBREVIVER


Viver é sofrer e sobreviver é encontrar um significado no sofrimento.

É engraçado ver que, para algumas pessoas, o sofrimento está completamente desassociado da felicidade. Se você é ou está feliz, isso provavelmente é um sinal de que não existe nada de errado na sua vida.

“Você diz que está feliz, mas que os últimos dois anos foram os mais difíceis da sua vida. Não é um pouco contraditório? Por que vale tanto a pena esse sofrimento? Já pensou em desistir alguma vez?”.

Eu aprendi uma coisa ainda muito novo: não dá para ter tudo na vida. Para conseguir uma coisa, é preciso abrir mão de alguma outra coisa. Não existe exceção. Ao escolher uma, você está renunciando a outra.

O problema é que na nossa sociedade atual, obcecada pela felicidade, todo mundo quer o ganho sem a dor, o resultado sem o processo e a recompensa sem o risco. Só que, infelizmente, a vida não funciona assim.

O que muita gente não percebe é que essa incapacidade de lidar com as emoções negativas, de sofrer, ou de encarar o sofrimento como parte da vida é justamente o que torna as pessoas tão infelizes.

"Viver é sofrer e sobreviver é encontrar um significado no sofrimento." - Frederich Nietzsche

A felicidade não é perfeita.

A perfeição é algo inatingível e, por consequência, a felicidade nunca será perfeita. Além disso, cada um tem uma ideia diferente do que é perfeito, o que por si só já mostra o quanto o perfeito é imperfeito.

Nosso conceito de perfeição está diretamente relacionado ao que consideramos melhor ou pior do que a situação em que a gente se encontra nesse momento. Por isso, um erro muito comum é achar que a vida será “perfeita”, e consequentemente feliz, quando a gente conseguir aquilo que tanto deseja.

Eu queria viver com mais liberdade, trabalhar nos meus próprios termos e viajar quando tivesse vontade. Essa é a parte “perfeita” e que me faz feliz com a vida que eu levo hoje em dia. Mas, junto com esse pacote, veio um caminhão de incertezas e emoções negativas que eu nunca tinha sentido antes e que eu não tenho como fugir.

Precisamos assumir a responsabilidade pelas nossas decisões.

Não adianta tomar uma decisão pensando apenas no lado positivo e, na primeira dificuldade, desistir ou arranjar um culpado para o nosso sofrimento.

Precisamos ser responsáveis pelas nossas escolhas e também pela forma com que lidamos com as situações quando algo que não podemos controlar nos acontece.

Muitas coisas das que me fizeram sofrer até então foram consequências de escolhas (talvez erradas) que eu fiz. Isso quer dizer que eu me arrependa? Que eu pense em desistir? Absolutamente não!

Eu aprendi com todos esses erros e hoje sou melhor do que eu era quando os cometi.

O medo faz parte da vida.

Aprenda a conviver com ele cultivando a coragem. A coragem não é ausência de medo, é a nossa capacidade de agir mesmo sentindo medo. É entender que o resultado dessa ação será mais importante do que o medo que estamos sentindo.

O medo não é uma coisa ruim, aliás, ele é totalmente necessário para a nossa sobrevivência. Ele só nos faz infelizes quando nos deixamos paralisar por ele.

Essa inércia que ele causa é instintiva, nos faz sentir protegidos das consequências das ações que não conseguimos tomar. O problema é que quanto mais nos protegemos do que nos causa medo, mais nos afastamos da felicidade.

Eu sempre tive medo de que meu dinheiro um dia acabe, de me afastar dos meus amigos ou de me arrepender.

Tudo o que eu mais temia não aconteceu, mas a incerteza sobre o futuro me tirou infinitas noites de sono. A inconstância desse estilo de vida fez a minha ansiedade explodir e tudo foi muito mais difícil do que eu jamais poderia imaginar.

Se o medo tivesse me impedido de tomar essa decisão, eu estaria vivendo uma vida mais confortável, porém completamente estagnada e isso me deixaria mais infeliz do que todo o sofrimento que a minha decisão me trouxe ao longo desses anos.

A felicidade duradoura vem do progresso.

É impossível aprender sem falhar. São as falhas que nos mostram se a decisão que tomamos está nos levando para o caminho certo ou não e o que devemos corrigir para chegar onde queremos.

Quando aprendemos, progredimos e o progresso é o que impulsiona a felicidade.

A sensação de estagnação, de que a vida não evolui, de que não existe saída é um dos assuntos mais frequentes na vida de pessoas que não estão felizes com a própria vida.

Falhar faz a gente sofrer, só que não existe progresso sem falhas e não existe felicidade sem progresso.

Tudo vale a pena quando se tem um propósito.

Quando você faz algo que te motiva, o sofrimento vale a pena.

Grande parte da minha felicidade verdadeira só existirá, se vier anexada ao meu crescimento e do meu senso de contribuição. Crescimento significa encontrar uma forma de ser uma pessoa melhor e contribuição significa encontrar uma forma de fazer a vida dos outros melhor.

Esse é o meu propósito. Desistir disso? Jamais!

- Dores necessárias para um bom sobreviver ...

Há algumas situações pelas quais a gente PRECISA passar na vida para crescer, por mais que isso doa. Eu mesmo já passei por essas coisas e afirmo para vocês: elas me fizeram ser quem eu sou hoje, um ser minimalista, mas bem adaptado a este futuro tecnológico maravilhoso, e feliz por aprender, a cada novo dia, cada vez mais.

Essas dores são verdadeiras lições que o Universo te passa e que você precisa aprender a forma correta de resolvê-las. Caso contrário, elas irão se repetir até que você acerte.

Existem algumas dores essenciais que a gente precisa enfrentar para ter um pleno crescimento pessoal e a lição que está por trás de cada uma delas:

- Perda

Qualquer tipo de perda, como social, financeiro, um ente querido, um local que você gostava de morar... não há quem não passe por isso durante a vida. A perda é essencial para que possamos exercitar o desapego. É aprender a deixar fluir, a confiar no processo vida e nos caminhos que o Universo nos traz.

- Rejeição

Ninguém tem o poder de te rejeitar a não ser você mesmo! Quando você não se deixa levar por uma rejeição, você aprende que estamos todos interconectados e pertencemos a um imenso fluxo do Universo. Por mais que você se ache rejeitado, você jamais é excluído, pois você é uma célula de energia pertencente a um todo maior.

- Impotência

Se sentir de mãos atadas e incapaz de resolver alguma coisa é uma dor que vem para que você possa assumir a sua real potência. Diante de algo que não está totalmente sob o seu controle, você traz a sua força de realização para pensar em tudo aquilo que você pode resolver naquele momento. A dor da impotência deve ser rapidamente revertida para a noção do poder próprio.

- Contrariedade

Ninguém gosta de se sentir contrariado, pois junto com isso pode surgir uma ira. Porém, a contrariedade ocorre para que você reconheça o outro e entenda que nem tudo é sobre você e sobre suas opiniões. A lição a ser aprendida é que ninguém é dono da verdade: há múltiplas facetas em qualquer situação e elas precisam ser compreendidas e analisadas para que você possa crescer.

Acima de tudo, lembre-se sempre: "Os bons dias lhe dão felicidade. Os maus dias lhe dão experiência. Ambos são essenciais para vida."