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domingo, 30 de agosto de 2020

Mídia e relação direta com o mito da caverna de Platão


O mito da caverna relaciona a questão da realidade e da ilusão no caso as sombras que passam a ideia e a realidade mascarada em seu sentido real. E a TV principalmente as emissoras famosas, as ''potências'', fazem muito isso, enchendo as pessoas de imagens ''entupindo-as'' com noticias ''jogadas'' e impedindo, até mesmo, a reflexão individual.

Platão quis dizer que a realidade está dividida em duas partes: A primeira é o nosso mundo irreal; cheio de idéias imperfeitas (forma, cor, leis). Todas as cópias da matriz, aquele mundo que domina todos de forma arrogante, usando os nossos sentidos (visão) para nos enganar, nós estamos presos em um mundo sensível (porque nunca vemos, ouvimos, cheiramos e andamos), mas não sabemos disso.

Já o outro é onde tem o sol que projeta a luz para o outro mundo, onde tem a matriz das idéias perfeitas, a realidade, os objetos são 3D(profundidade, altura e largura).

Os primeiros se parecem conosco, se analisarmos bem, veremos que o nosso conhecimento é sombrio, sem plena certeza de nada, não sabemos quem somos de onde viemos se estamos sozinhos no universo, onde o universo acaba muitos acreditam naquilo que vê, sem contestar nada.

Já se fossemos soltos negaríamos isso e resistiríamos em acreditar no que sabemos desde pequenos, já se nós fossemos obrigados a olhar para trás, nós teríamos dois tipos de reações: as cadeias (violência física, material), e a ilusão (cadeia invisível que aprisiona a mente). Nós provavelmente não aguentaríamos o choque e gostaríamos de voltar para a caverna (mesmo sabendo que aquilo não é real), e ignoraríamos o que vimos, achando que era só um sonho. Preferindo continuar a sua vida, olhando só as sombras, sem sentir cheiros e ouvirmos nada, seguindo o cotidiano da vida.

Mas se nós estivermos com a mente aberta para novos conhecimentos, talvez acreditássemos naquilo em que víamos, com um choque é claro. Seria tão bom como desagradável, bem porque veríamos coisas novas (reais), sentiríamos novas sensações, conhecer o infinito, e desagradável porque veríamos que tudo o que nós vivemos (não no sentido próprio da palavra) até agora não era nada, era irreal, e veríamos que não sabem de nada (como um bebê), teríamos que aprender tudo de forma certa (andar, ver, cheirar, ouvir, se movimentar,...) desde o começo, aprendendo que algumas leis que nós conhecíamos não eram reais e outras que não conhecíamos. Nós ao invés de Ter a opinião teríamos o conceito, prazer por realização, corpos belos por beleza, espontaneidade, teríamos a educação.

Enfim, veríamos o mundo da Matriz (superior), tiraríamos todas as nossas dúvidas.

A Mídia tenta fazer com que nós fiquemos presos, no mundo irreal, querem que nós acreditemos em tudo o que eles falam, tirando nós do mundo REAL.

- O Mito da Caverna foi escrito por Platão, um dos mais importantes pensadores da história da Filosofia.

Através do método dialético, esse mito revela a relação estabelecida pelos conceitos de escuridão e ignorância, luz e conhecimento.

Foi escrito em forma de diálogo e pode ser lido no livro VII da obra A República.

Nele Platão descreve que alguns homens, desde a infância, se encontram aprisionados em uma caverna. Nesse lugar, não conseguem se mover em virtude das correntes que os mantém imobilizados.

Virados de costas para a entrada da caverna, veem apenas o seu fundo. Atrás deles há uma parede pequena, onde uma fogueira permanece acesa.

Por ali passam homens transportando coisas, mas como a parede oculta o corpo dos homens, apenas as coisas que transportam são projetadas em sombras e vistas pelos prisioneiros.

Certo dia, um desses homens que estava acorrentado consegue escapar e é surpreendido com uma nova realidade. No entanto, a luz da fogueira, bem como a do exterior da caverna, agridem os seus olhos, já que ele nunca tinha visto a luz.

Esse homem tem a opção de voltar para a caverna e manter-se como havia se acostumado ou, por outro lado, pode se esforçar por se habituar à nova realidade.

Se esse homem quiser permanecer fora pode, ainda, voltar para libertar os companheiros dizendo o que havia descoberto no exterior da caverna.

Provavelmente, eles não acreditariam no seu testemunho, já que a verdade era o que conseguiam perceber da sua vivência na caverna.

- Interpretação do Mito da Caverna

Com o Mito da Caverna, Platão revela a importância da educação e da aquisição do conhecimento, sendo esse o instrumento que permite aos homens estar a par da verdade e estabelecer o pensamento crítico.

O senso comum, que dispensa estudo e investigação, é representado pelas impressões aparentes vistas pelos homens através das sombras. O conhecimento científico, por sua vez, baseado em comprovações, é representado pela luz.

Assim, tal como o prisioneiro liberto, as pessoas também podem ser confrontadas com novas experiências que ofereçam mais discernimento. O fato de passar a entender coisas pode, no entanto, ser chocante e esse fato inibidor para que continuem a buscar conhecimento.

Isso porque a sociedade tem a tendência de nos moldar para aquilo que ela quer de nós, que é aceitar somente o que nos oferece através da informação transmitida em meios de comunicação e não só.

Desde a Antiguidade, Platão quer mostrar a importância da investigação para que sejam encontrados meios de combate ao sistema, o qual limita ações de mudança.

domingo, 23 de agosto de 2020

QUARENTENA SERIA EVOLUÇÃO, SE NÃO EXISTISSE A TELEVISÃO


A produtiva quarentena de Isaac Newton.

O coronavírus continua a se espalhar pelo mundo, criando um novo normal e forçando o distanciamento social...mas você sabia que as maiores invenções de Isaac Newton surgiram numa quarentena?  

Períodos entre o verão de 1665 e 1667, Newton saiu de Cambridge para o interior para fugir da “Great Plague” que atingiu a Inglaterra e matou quase um quarto da população. Foi nesse tempo de isolamento parecido com o que vivemos hoje, que ele desenvolveu as teorias  que teriam maior impacto na humanidade.

Na quarentena, longe das distrações da vida universitária, Newton montou um escritório e encheu seu caderno com idéias e equações.

  Com muito foco e abertura para criatividade ele conseguiu desenvolver as teorias de ótica, cálculo, lei da inércia e a muito conhecida, lei da gravitação universal que abriram caminho para ciência que temos hoje.

Muitos anos depois, Newton enfatizou que os anos que passou em isolamento social foram os mais frutíferos intelectualmente para ele e hoje é muito conhecido como "Ano das Maravilhas".

Assim, em vez de olhar para a pandemia como algo negativo, isso pode ser um momento de reflexão e descoberta. Assim como o exemplo de Newton, esse momento pode te trazer as melhores idéias e se tornar o seu Ano das Maravilhas.

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Sentimentos Da Alma Aventureira


Sentimentos Que Só Quem Tem Uma Alma Aventureira Vai Entender:

Primeiramente, o que é uma alma aventureira? A resposta varia muito de pessoa pra pessoa. A descrição de uma alma aventureira é algo bastante subjetivo, cada um tem sua ideia e definição, possivelmente ligada a um acontecimento pessoal ou a um exemplo de alguém. Para mim, uma alma aventureira é alguém que tenha ação e corre atrás de seus sonhos e desejos, é alguém que usa suas próprias escolhas para empurrar limites, tanto externos quanto internos. Pessoas que buscam também contribuição para um maior senso de identidade pessoal. São pessoas destemidas e, claro, que amam aventura!

Pesquisando no dicionário, a descrição de aventureiro é: “Diz-se da, ou pessoa que procura aventuras; que ou o que vive de intrigas. Que ou o que não tem meio certo de vida”.

Mas de qualquer maneira, algo constante em um aventureiro, são os 11 sentimentos listados. Além disso, é algo que conecta nós aventureiros como um só!

A alma de um aventureiro pode ser ou parecer inquieta por vários motivos, e aqui estão alguns dos mais memoráveis sentimentos que influenciam esse esteriótipo:

1. Você aprende a ser mais livre

Pessoas aventureiras tem um profundo senso de liberdade. É esse o sentimento que mais os definem! Eles tem um estilo de vida que para muitos pode parecer “loucura”, ou até mesmo um sonho distante. Mas eles sabem do seu potencial, e de como tudo depende somente deles. Nao são de ligar para o que os outros vão achar, nem do tipo que ficam sempre só sonhando.. Aventureiros tem ação! Eles gostam e precisam disso, é o que os inspiram todos os dias a viver, é saber que eles são livres para sonharem e serem o que quiser.

2. Você tem uma profunda sensação de euforia

Uma alma aventureira é caracterizada por alegria, despreocupação e otimismo. E muito se deve à toda essa vontade de ousar-se! Para aventureiros, nada se compara a felicidade pré, durante, e pós uma aventura, é um sentimento único e que vem de dentro. Ninguém pode tira-lo de você. Existe coisa melhor que isso? Os melhores e mais felizes dias da minha vida foram com certeza em momentos de aventura, como durante meu intercâmbio. Completamente fora da minha zona de conforto! Mas a alegria que essa aventura permitiu, as viagens, pessoas e loucuras que ela trouxe.. São imensuráveis. É uma nostalgia que sempre conforta, e tenho certeza que não sou a única a me sentir assim.

3. Você encara o medo vem de um jeito bem diferente

A diferença do medo para os aventureiros é que eles QUEREM sentir medo! Oi? Haha sim! O medo é um forte sentimento buscado, e nada se compara à adrenalina que se sente ao pular de um avião, ou ir sozinho para aquela cidade fazer a viagem dos seus sonhos. O que nos leva ao próximo sentimento.

4. Você tem muita vontade de se aventurar e liberar a adrenalina

Apesar do medo, a decisão de uma alma aventureira costuma ser concluída com um SIM ao risco. Entendemos que só assim vamos nos sentir vivos de verdade, que a realização nunca veio de zonas de conforto! O caminho está longe de ser fácil, junto com o risco vem muitos testes e dificuldades, mas costumam ser quase sempre seguidos de um grande aprendizado, ou no mínimo uma história incrível para se contar. Como os australianos que você conheceu aleatoriamente em um hostel na América Central, e 4 meses depois acaba espontaneamente marcando uma passagem para vê-los do outro lado do mundo. Coisas que jamais aconteceriam sem se arriscar! Apesar de tudo, vivemos eternamente livres do medo de nunca ter tentado.

5. Você sente a necessidade do “novo”

Apesar de não ter uma palavra (pelo menos não no Português) para definir esse sentimento, ele é com certeza um dos mais presente nos corações aventureiros. A busca pelo desconhecido é um aspecto permanente na vida de todo aventureiro. É como um eterno chamado, quanto mais aventuras se tem, mais aventuras se deseja! São do tipo que chegam de uma viagem já planejando a próxima, que dizem “sim” sempre a um day trip de trilha em um lugar novo, ou a qualquer aventura. Rotina não é com ele!

6. Você está em uma constante busca pelo crescimento interno

O aventureiro entende que tomar riscos trará, la na frente, um auto conhecimento enorme. Ele sabe que nenhuma sala de aula ou escritório jamais poderá substituir os aprendizados que um tempo na estrada, se arriscar em um novo esporte radical, ou dividir em quarto com 10 desconhecidos em um hostel pelo mundo podem trazer! Ele entende essa filosofia de vida e sabe o quão gratificante ela é, até mesmo profissionalmente. Uma conexão e entendimento de corpo, mente e alma. E uma vez que essa ideia cresce na mente de um, não tem volta! Uma vez aventureiro, para sempre aventureiro.

7. Você aprende a ser mais espontâneo e a seguir seus instintos
Entre uma escalada aqui, um rafting ali, a alma aventureira aprende a ouvir seus instintos melhor e a viver no presente! Se bate aquela vontade de ir para algum lugar ou fazer uma coisa, ele sabe que a única coisa que o impede é ele mesmo.. E então, vai atrás! O “sim” também é bem mais presente na nossa vida que um “não”. Um sexto sentido aprimorado e consequentemente incontáveis histórias de momentos incríveis para se contar.

8. Você mantém a mente aberta para o novo sempre

A probabilidade de um aventureiro ser também alguém completamente aberto para uma nova ideia, uma nova cultura, estilo de vida ou experiência, é quase 100%. Por ter se aventurado tanto, ele sabe que sempre tem espaço para um novo aprendizado em qualquer situação. Uma ótima maneira disso acontecer é saindo da zona de conforto e indo atrás de conversar com novas pessoas, seja nas áreas comuns do hostel em que esteja hospedado, participando do pubcrawl ou de um tour organizado, ou até mesmo ouvindo o que os locais tem a dizer, há sempre algo novo para aprender, e é importante manter a mente aberta para isso. Mas para uma alma aventureira, isso vem de maneira fácil e natural!

9. Você aprende a ter mais empatia e amor ao próximo

Em meio a tantas experiências e aventuras, é inevitável conhecer muita gente, e gente diferente! Pessoas que vivem de maneira que nunca poderíamos imaginar, com novas ideias, novas culturas e diferentes histórias e pontos de vista. Isso tudo leva a um maior entendimento do mundo como um todo e empatia pelo próximo. Percebemos que somos um só! Tenho lembranças muito especiais de trocas muito marcantes e profundas com diversas pessoas, aprendi (meio que sem querer) que as vezes pode ser muito mais fácil falar com um completo estranho que se encontra do seu lado em um trem silencioso do que com seus amigos de anos.

Uma lembrança muito especial que tenho é de um sábado que passei no Hostel of the Sun em Nápoles, na Itália. Estava com duas amigas e estávamos exaustas de um dia quente de viagem, só querendo chegar e dormir mesmo. Mas acabamos nos surpreendendo com a vibe incrível e acolhedora do lugar e, de repente, todo o cansaço passou. Vivi um dos sábados mais memoráveis da minha vida, por horas sentada em um sofá com outros viajantes que havia acabado de conhecer. Conversamos até de madrugada sobre nossas histórias e nossos mais profundos sonhos. Essa conexão tão rápida e passageira, mas tão intensa, estará para sempre marcada comigo. Carrego comigo esse dia como uma lição de que todos temos uma história única, com diversos aprendizados. Como já dito acima, é inevitável não sentir empatia depois de experiências como essa!

10. Você sente o famoso “Wanderlust”… bastante!

A palavra de origem alemã, que conquistou todo o mundo, não poderia ficar de fora da nossa lista. Formada pela junção de outras duas palavras alemãs, “wander” corresponde à viagem, caminhada.. e “lust” à luxúria. Mas nesse caso, um indomável e profundo desejo. Um indomável desejo de viajar é, sem dúvida, um sentimento constante e presente na vida de todas as almas aventureiras desse mundo! Queremos conhecer todos os lugares, todos os picos, todas as maneiras de liberar adrenalina, e todos os hostels possíveis! Nosso papel no mundo é conhecê-lo.

11. Você aprende a viver no momento

Entre todos esses sentimentos que nós aventureiros sentimos, eles são todos ligados pelo senso maior e filosofia de vida que: A vida É uma aventura. O que importa não é onde queremos chegar, e sim a jornada. É sobre quantas vezes nos sentimos gratos e vivos no agora. É sobre contar quantas aventuras e momentos de pura adrenalina foram sentidos. O sentimento de “viver no momento” é definido  pelo senso de presença e apreciação por cada instante e oportunidade. Esse amor pela vida é, sem dúvida, o que torna todas as almas aventureiras pelo mundo tão especiais.

- Sobre A Autora:

Sara Victória se mudou para a Inglaterra a um ano atras como estudante de psicologia. Mas, sempre que possível, encontra uma folga para viajar, seja para perto, ou longe, buscando juntar suas duas maiores paixões, viajar e ajudar os outros.


sábado, 16 de novembro de 2019

BRASIL E ESTADOS UNIDOS - GRANDES DIFERENÇAS

DIFERENÇAS ENTRE BRASIL E ESTADOS UNIDOS

Diferenças culturais entre Brasil e Estados Unidos: Conheça as principais: 

As diferenças culturais entre Brasil e Estados Unidos são bastante evidentes e quem pretende viajar ao país norte-americano deve observar alguns aspectos importantes para ter uma experiência incrível.

Para não passar vergonha, se sentir desconfortável ou até mesmo ofender os cidadãos norte-americanos, é essencial saber o básico sobre as diferenças de costumes do país. Algo que pode ser normal ou corriqueiro para nós, nos EUA pode significar até mesmo implicações com a justiça. Certamente, você não vai querer passar por essa situação em um país estrangeiro, não é mesmo?

Pensando nisso, fizemos uma lista sobre principais diferenças culturais entre Brasil e Estados Unidos. Confira!

A importância cultural de um país

A cultura é um fator muito importante para qualquer país e, cada um tem suas particularidades e influências que precisam ser compreendidas e respeitadas pelos turistas e imigrantes — primordiais para um bom relacionamento e melhor adaptação.

Em relação ao Brasil e Estados Unidos, as diferenças são notáveis, muito fortes e vão além das questões financeiras. É fundamental para quem for viajar aos EUA, independentemente do motivo, conhecer previamente as diferenças culturais para evitar transtornos.

Cabe ressaltar, que em um país imenso como os Estados Unidos, as leis, regras e a cultura podem mudar conforme a região, cidades e estados. Sabendo disso, vale se inteirar antes de desembarcar em qualquer destino americano.

Conheça 10 diferenças culturais relevantes entre Brasil e EUA:

1. Afetividade

Os brasileiros são conhecidos por ser um povo muito caloroso e afetivo, que faz amizade facilmente com desconhecidos, pois conservam na essência o costume de puxar conversa facilmente.

Em qualquer ambiente, o brasileiro encontra oportunidade de conhecer alguém novo e conversar sobre vários assuntos — política, esporte, religião, valores pessoais — ou seja, no Brasil as relações entre as pessoas são afetuosas e receptivas, mesmo quando desconhecidas.

Nos Estados Unidos, entretanto, é bem diferente, pois os norte-americanos prezam pelo seu espaço e individualidade, por isso são mais fechados. Nem mesmo as despedidas com abraços e beijos no rosto são comuns.

Ter um comportamento apático e distante não quer dizer que o americano seja mal-educado ou indiferente. Apenas a forma de abordagem e nível de conversa no início, quando as pessoas ainda são desconhecidas, é menos intimista e caloroso.

Ao conhecer alguém, na saudação, nada de beijinhos no rosto, o mais usado é um simples aperto de mão.

2. Comida

As diferenças culturais entre Brasil e Estados Unidos são marcantes e a comida é uma das coisas que mais causam estranhamento para quem vai passar um longo período no país.

Isso porque, nos Estados Unidos fast foods e as comidas enlatadas fazem parte das refeições e exercem grande influência na culinária. O arroz pode ser difícil de ser encontrado e o feijão costuma aparecer enlatado.

A gastronomia é importante no Brasil e os brasileiros estão acostumados com comidas típicas, gostos e sabores marcantes, além do popular arroz com feijão. Pode ser que você sinta essa diferença, por isso, já saia do país preparado para uma nova experiência.

Grande parte dos ingredientes da culinária americana é proveniente de outros países, o que compromete o frescor do alimento. Devido à rotina, muitas vezes acelerada, o mais comum são os alimentos pré-preparados.

Apesar dos fast foods serem muito comuns, a gastronomia americana não se baseia somente neles — a maioria das cidades conta com um vasto cardápio gastronômico com estabelecimentos que oferecem pratos para todos os gostos e de muitas nacionalidades, inclusive a brasileira.

Em muitas cidades há lojas e restaurantes especializadas em comidas brasileiras, o que pode contribuir para diminuir o estranhamento e a saudade da comida de casa.

Considerado uma das principais refeições do dia, o café também sofre grandes alterações em comparação ao servido no Brasil. Não é uma missão fácil encontrar café nos moldes brasileiros.

É comum encontrar cafeterias que servem café expresso, na maioria das vezes, colombiano, considerado um dos melhores pelos americanos. Eles costumam beber em grande quantidade e o café é bem mais fraco, o que pode causar estranheza para quem está acostumado ao cafezinho forte de sabor marcante.

3. Identificação pelo sobrenome

Em ambientes mais formais, os norte-americanos costumam se chamar pelo sobrenome.

Pode parecer estranho, mas os americanos ainda prezam pela formalidade principalmente nas relações profissionais. Em ambientes mais formais, os norte-americanos costumam se chamar pelo sobrenome.

No Brasil isso não é comum, o que às vezes deixa as pessoas que viajam aos EUA em situação constrangedora. Nas relações com pessoas desconhecidas em ambientes educacionais ou de trabalho é fundamental manter os hábitos pertencentes ao país.

Em universidades, por exemplo, o aluno jamais deve tratar seus professores pelo primeiro nome, pois isso é visto como sinal de desrespeito — essa é uma dica valiosa para quem planeja fazer intercâmbio.

Outro exemplo clássico considerado como falta de respeito e intimidade nos Estados Unidos é chamar uma pessoa mais velha pelo primeiro nome. O tratamento correto é Mr. para homens, Mrs. para mulheres casadas e Ms. para mulheres em geral.

4. Gorjeta

Ao contrário do Brasil, em que a gorjeta é vista como algo opcional, nos Estados Unidos espera-se que ela seja paga de acordo com a satisfação pelo serviço prestado. É uma forma de gratificar e motivar quem prestou o serviço.

Também é um indicador da qualidade, pois quando o serviço não agrada o cliente ele simplesmente não paga a gorjeta. É praticamente uma regra deixar gorjeta para garçons e taxistas, por exemplo.
Por isso, sempre tenha um valor a mais no bolso, pois se você não paga a gorjeta a pessoa vai entender que você ficou insatisfeito com o serviço.

5. Maioridade

Nos EUA a maioridade ocorre em fases, pois eles acreditam que o jovem vai criando senso de responsabilidade conforme envelhecem. A maioridade se divide da seguinte forma:

16 anos: Pode responder criminalmente por crimes hediondos, pode ser interrogado pela polícia sem a presença de um responsável, possuem o direito de voto e a permissão para tirar carteira de motorista;

18 anos: Alcance da maioridade penal, sendo responsável pelos atos civis e criminais;

21 anos: Permissão para entrar em casas noturnas e para o consumo de bebidas alcoólicas.

Outro aspecto muito interessante: é natural para as famílias que os jovens saiam da casa dos pais aos 18 anos, quando vão para a faculdade, assumindo o controle e independência nas suas decisões. No Brasil isso pode acontecer bem mais tarde. 

6. Consumo de bebida alcoólica somente em estabelecimento fechado

No tópico anterior, falamos que a idade mínima para beber é 21 anos. 

Outro ponto importante sobre o consumo de bebidas alcoólicas é que não pode ocorrer em vias públicas, ainda que seja uma celebração ou data comemorativa.

No Brasil não há essa restrição, apenas a venda e consumo para menores de 18 anos — é muito comum as pessoas circularem em vias públicas e em quase todos os lugares portando algum tipo de bebida.

Nos Estados Unidos as bebidas alcoólicas devem ser consumidas somente no interior de estabelecimentos fechados (nem na calçada de um bar, restaurante ou pub é permitido).

Caso você seja pego infringindo a lei, pode ser detido e/ou ter que pagar multa correspondente ao delito, que pode variar dependendo do estado.

7. Escola pública de qualidade para todos

Se comparar as escolas públicas brasileiras com as americanas será notável as diferenças em estrutura e equipamentos, além da metodologia de ensino que é diferente da brasileira.

Diferenças culturais entre Brasil e Estados Unidos:  

Os colégios públicos norte-americanos oferecem uma ótima qualidade de ensino.

Ao contrário do Brasil, os colégios públicos norte-americanos oferecem uma ótima qualidade de ensino, tendo professores qualificados e bem remunerados, além da infraestrutura que sem dúvida é muito melhor.

A seleção para a escola ocorre de acordo com o bairro que o aluno reside. Contudo, em caso de a distância entre a escola e a residência ser acima de dois quilômetros, o aluno tem direito ao transporte escolar gratuito.

Outro ponto que se diferencia do Brasil é que as escolas públicas são integrais, pois apresentam diversas atividades extracurriculares e também não possuem uniformes.

8. Pagamento de salário

As diferenças são inúmeras se tratando das condições de trabalho de cada país e das leis trabalhistas que também são muito distintas. Isso reflete muito na forma de pagamento de salário e benefícios.

No Brasil, é comum que o trabalhador receba um salário fixo mensal. Já nos Estados Unidos, a remuneração é paga de acordo com as horas trabalhadas cuja periodicidade é negociada com o empregador.

Isso quer dizer que se você não trabalhar, não recebe. O pagamento é um acordo decidido entre o empregado e o empregador e pode ser feito de forma semanal, quinzenal ou mensal.

9. Horário de festas

Assim como há regras em alguns estados para o consumo de bebidas alcoólicas, há também restrição nos horários das festas. Enquanto no Brasil as comemorações rompem a madrugada, em muitos lugares nos Estados Unidos as festas encerram logo após as 22 horas.

As famosas baladas nos Estados Unidos são bem diferentes das brasileiras, apesar dos ambientes serem semelhantes com muita música, bebidas e pessoas bem vestidas.

As baladas americanas têm horário para começar e para terminar, que são rigidamente seguidas. Independente do estado e do tipo de estabelecimento, os horários são cumpridos e quando está perto do fim, as luzes se acendem e os seguranças instruem as pessoas a irem embora — e elas vão.

10. Leis e regras

O jeitinho brasileiro às vezes consegue ajustar e sobressair às normas e regras, mas nos Estados Unidos é muito diferente. Os americanos costumam ser corretos e seguir com rigidez as normas e regras, não importa o que seja.

É muito importante que as pessoas que pretendem visitar os EUA saibam desse ponto para evitar transtornos com autoridades, implicações legais e comprometimento de todos os objetivos da viagem.
Certamente você já teve algum tipo de contato com os costumes e tradições americanos, mesmo que seja por meio de filmes e séries — é muito perceptível que existem estranhezas, tanto para brasileiros, quanto para americanos.

As diferenças culturais entre Brasil e Estados Unidos são muito relevantes e é essencial conhecê-las, por isso pesquise bastante para saber respeitar todas as regras — assim a adaptação a uma cultura totalmente diferente será muito mais fácil.

Curtiu saber as principais diferenças culturais entre Brasil e Estados Unidos? Certamente que de início alguns pontos podem lhe causar estranheza, mas logo você se adapta.  

Resumindo:

Por que é tão importante considerar a diferença cultural entre os dois países?

A cultura é um fator muito importante para qualquer país e, cada um tem suas peculiaridades e influências que precisam ser entendidas e respeitadas pelos turistas e imigrantes.

Em relação ao Brasil e Estados Unidos, as diferenças são notáveis e vão além das questões financeiras. É fundamental que quem viaje aos EUA, independentemente do motivo, conheça antecipadamente as diferenças culturais para evitar transtornos.

Quais são os aspectos mais relevantes e diferentes entre Brasil e Estados Unidos?

Os costumes, o modo de vida e as regras em um geral formam a personalidade de cada país. Os principais fatores de diferenciação entre Brasil e EUA estão presentes em situações do dia a dia, como:

* na forma de demonstrar afetividade;
* na comida;
* no tratamento dispensado;
* na valorização dos serviços;
* nas questões legais para maioridade;
* nas regras para consumo de bebida alcoólica em locais públicos;
* na qualidade do ensino escolar;
* nos laços empregatícios e tipos de remuneração;
* nos limites de horário das festas;
* nas leis e regras.

- Conheça mais um pouco: