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domingo, 11 de julho de 2021

UM, DOIS, FEIJÃO COM ARROZ, TRÊS, QUATRO, FEIJÃO NO PRATO, CINCO, SEIS, FALAR INGLÊS


Arroz parboilizado - Benefícios e porque deveríamos evitar de consumir o arroz branco.

O arroz está caro, mas não pode faltar na mesa no brasileiro. Nessa versão, ele preserva nutrientes e ajuda o organismo a combater doenças crônicas não transmissíveis: veja como fazer e aprenda as diferenças para o branco e o integral.

O arroz é um alimento que não costuma faltar na mesa do brasileiro, o que está causando grande comoção recentemente por conta da inflação sobre o produto. 

Rico em proteínas, carboidratos e vitaminas, o alimento está na lista dos itens mais ingeridos no Brasil, segundo o IBGE: estima-se que o brasileiro consuma 160 g do grão por dia, e esse aumento no preço está tendo grande impacto nas refeições. Entre os tipos consumidos estão o branco, o integral e o parboilizado, do qual falaremos abaixo. Embora o arroz integral seja apontado como referência em bons nutrientes, o parboilizado também é muito saudável. De acordo com a nutricionista esportiva Marianne Rocha, mestre pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), esse tipo do grão oferece valor nutritivo por preservar a película e o germe durante o processo de parboilização. Explicando: o grão de arroz é constituído por casca, película, germe e endosperma, mas é na película e no germe, perdidos no refinamento do arroz branco, que se concentram as vitaminas e sais minerais.

Feijão com arroz: os benefícios da combinação perfeita de proteínas vegetais, aminoácidos e vitaminas.

Arroz e feijão são a base da alimentação da população brasileira. Uma comida típica, mistura inteligente, nutricionalmente rica, de baixo custo, sendo consumida por todas as classes sociais. Mas houve redução do consumo, principalmente do feijão, nas últimas décadas.

A população brasileira diminuiu a ingestão dos alimentos tradicionais da dieta, aumentando a de produtos industrializados, preparações altamente gourmetizadas, consumindo excessivamente açúcar, sal e gordura; e com baixo consumo de frutas, verduras e legumes.

Este desequilíbrio alimentar contribuiu para o aumento do desenvolvimento de doenças crônicas como obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, certos tipos de câncer e hipertensão.

Há um movimento de busca por um estilo de vida mais equilibrado, um resgate ao ato de cozinhar, da alimentação mais simples, do retorno às nossas origens. Alimentação mais sustentável para nós e para o planeta.

A combinação perfeita de feijão com arroz torna a preparação altamente nutritiva. A dupla é fonte de energia, carboidratos complexos, proteína de bom valor biológico, vitaminas, minerais, rica em fibras e tem baixa quantidade de gordura saturadas e colesterol. Entretanto, não possui alto valor energético quando consumida com moderação. Só devemos porcionar corretamente. É um excelente acompanhamento. Vegetarianos e veganos também utilizam como base do prato.

Um exemplo de como os dois se complementam perfeitamente está abaixo:

- Arroz: boa qualidade de aminoácidos, com alta quantidade de aminoácidos sulfurados como metionina e cistina, mas é deficiente em lisina.

- Feijão: alta quantidade de aminoácido lisina, mas é deficiente em aminoácidos sulfurados como metionina e cistina.
Arroz é o par perfeito para o feijão, pois seus nutrientes se complementam.

Arroz

É um cereal de fácil digestão, hipoalergênico, que pode ser usado em preparações doces e salgadas.

Fonte de energia, com alta concentração de carboidratos na forma de amido. Possui proteínas (5% a 13%) e baixo teor de lipídios. Contém principalmente vitaminas do complexo B e vitamina E, com concentrações insignificantes das vitaminas A, D e C.

Similar a outros cereais, o arroz apresenta a lisina como aminoácido limitante. Entretanto, entre os cereais, o arroz apresenta uma das maiores concentrações de lisina, resultando em balanço de aminoácidos mais completo.

O Arroz Parboilizado é mais recomendado que o branco, uma vez que tem uma maior quantidade de vitaminas mantidas, além de minerais, fibras e gorduras, SENDO, ASSIM, BEM MAIS SAUDÁVEL.

Feijão é rico em ferro não heme, proteínas vegetais, aminoácidos, vitaminas do complexo B e sais minerais. 

Feijão

A leguminosa é fonte de carboidratos, proteínas, vitaminas do complexo B, ferro não heme, cálcio, cobre, magnésio, potássio e zinco. Não possui alto valor energético.

Contém fibras solúveis e insolúveis. As solúveis ajudam na redução da absorção do colesterol, tendo ação hipocolesterolêmica.

Possui fatores antinutricionais como fitatos, taninos e inibidores de proteases, que dificultam a digestibilidade, mas que ajudam a reduzir a resposta glicêmica, o que favorece na combinação com arroz.

Deve ser deixado de molho por pelo menos por 12 horas para reduzir os fatores antinutricionais, OS FITATOS, trocando a água do preparo, e o ideal é que seja refogado com um pouco de ÓLEO DE COCO, ou azeite, alho e cebola. Não há necessidade de se acrescentar carnes gordas e salgadas. EVITEM OS ÓLEOS COMUNS POIS POSSUEM QUÍMICAS E SÃO PREVIAMENTE HIDROGENADOS, FAZENDO INÚMEROS ESTRAGOS NA SAÚDE DO SEU CORAÇÃO.

Dicas de nutrólogo para uma dieta bem mais equilibrada:

Ao acordar:

1 -Beba água filtrada 

2 - Tome um copo médio de leite vegetal natural

3 - Num prato coloque uma banana média, em rodelas, 1/2 mamão papaya pequeno, uma fatia de abacate, 1 ovo cozido em fatias e cubra tudo com um mingau de aveia, polvilhe com canela em pó.

4 - Tome mais um copo de água filtrada ao terminar.

5 - Tome um café solúvel feito em 1/2 copo dágua filtrada, sem açúcar, retire do fogo ao surgirem as primeiras borbulhas.

Ao almoçar:

1 - 1 concha de arroz parboilizado cozido e soltinho

2 - 1 concha de feijão carioquinha macio e amassado com garfo

3 - 1 concha de legumes variados cozidos (Pode-se cozinhar os legumes na mesma panela do arroz ou feijão, caso queiram, mas o ideal é que sejam cozidos por pouco tempo, para não perderem muitas de suas propriedades).

4 - 1 tangerina ou laranja lima ingeridas com boa parte do bagaço, retirando as partes brancas e os caroços.

Ao jantar
 
1 - 1/2 concha de arroz parboilizado cozido com 1/2 concha de feijão e 1/2 concha de legumes. 

2 - 1 tangerina ou laranja lima ingeridas com boa parte do bagaço, retirando as partes brancas e os caroços.

- O horário ideal para o jantar é das 17 as 18 horas, ficando sem comer nada mais até a primeira refeição matinal. Evite beber água até 2 horas e meia antes de deitar para dormir.

Não coma pão, pizza, macarrão, derivados do trigo, soja, e açúcar.

Use 1 colher de sopa de azeite de oliva extra virgem nas refeições, e que seja embalado em seu próprio país de origem, nunca no Brasil.

Use 1 limão pequeno expremido em 1 copo dágua filtrada. De preferência nas principais refeições.

Nunca use frutas, principalmente banana, junto com as principais refeições, pois atrapalham a digestão dos outros alimentos, causando muito acúmulo de gases. 

Coma um bife médio de fígado de boi uma vez na semana, ao almoçar.
Cenoura e tomates só liberam o tão saudável licopeno se foram consumidos cozidos, nunca crus.

Não consuma biscoitos, bolachas, soja, leite animal ou seus derivados.
Em hipótese alguma ingira bebidas alcoólicas, refrigerantes ou suco de frutas, seja ele natural ou industrializado.

- Dr. Lair Ribeiro, cardiologista e nutrólogo, lhe ensinará, gratuitamente, como cuidar melhor como evitar doenças desnecessárias. Consulte, gratuitamente, os Artigos e Vídeos  em suas páginas ...  

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

LICHIA PODE FAZER MAL PARA A SAÚDE HUMANA


A lichia é uma fruta tropical e subtropical, pertencente a espécie Litchi chinensis, muito comum na China e no sudeste da Ásia. Os principais produtores da cultura da lichia são: China, Índia e Vietnã. 

No Brasil, São Paulo é o maior produtor, seguido por Minas Gerais e Paraná. Ela é composta principalmente por carboidratos; minerais como cobre, fósforo, potássio, magnésio e zinco. Rica em vitamina C e também possui em menor escala vitaminas do complexo B (riboflavina, niacina e tiamina). Entretanto surtos de vômitos, convulsões, inconsciência, inchaço cerebral e alguns casos de óbito, principalmente em crianças que consumiam lichia em casa ou em locais de plantio são observados desde a década de 90, com maior incidência em regiões pobres, principalmente em regiões da índia. 

Durante os estudos foi observado que os surtos se assemelham a uma situação que ocorreu no Caribe, quando houve um grande número de casos de surtos de encefalopatia infantil. Neste caso, o evento foi associado a um fruto chamado ackee (fruto da mesma família da lichia) onde havia sido observado a presença da toxina hipoglicina

Possíveis alterações sobre a saúde de indivíduos intermediadas pelo consumo de lichia. Foi observado que pacientes menores de 15 anos internados por intoxicação pós consumo de lichia geralmente entravam em coma. E quatro de cada dez, morriam. Além disso, foi observado que muitos pacientes afetados eram internados nos hospitais com níveis baixos de glicose no sangue, e que a mortalidade se dava em função desses níveis. 

A lichia possui uma toxina denominada hipoglicina que é uma toxina hidrossolúvel que induz a hipoglicemia pela inibição da gliconeogênese, secundária àlimitação de co-fatores (CoA e carnitina) essenciais para a oxidação de ácidos graxos de cadeia longa. Sendo assim pacientes que consomem grande quantidade do fruto sem um estado nutricional e/ou uma alimentação diária adequados podem apresentar convulsões e perda de consciência em função de inchaço cerebral, podendo entrar em coma e óbito.

Conclusão: 

Os estudos encontraram associação entre grande consumo de lichia e intoxicação por conta da hipoglicina.  O seu consumo por pessoas desnutridas ou com má alimentação gera um risco de agravos para a saúde, podendo até causar óbito. 

Por isso, recomenda-se cautela para o consumo da fruta e/ou de seu suco. 

RESUMO:

A lichia contém uma substância chamada hipoglicina, que impede o corpo de produzir glicose e faz com que os níveis de glicose no sangue caiam. Mas isso só será um problema em casos extremos. 

Recentemente, a morte de centenas de crianças na Índia foi associada ao consumo de lichia. Segundo o estudo, publicado na revista científica The Lancet, a condição, que provoca convulsão, perda de consciência e pode levar ao óbito, é causada pela ingestão da fruta quando a criança está de estômago vazio. Mas, a lichia seria capaz de fazer mal? De acordo com a nutricionista Gisele Paiva, sim. Mas em condições extremas.

“A lichia tem uma substância chamada hipoglicina, que altera o metabolismo da glicose pelo corpo e faz com que os níveis de glicose no sangue caiam. Mas isso só vai ser um problema se os níveis de glicose já estiverem muito baixos e se você comer uma quantidade muito grande de lichia. Caso contrário, não há razão para se preocupar.”, explica Gisele, nutricionista da Clínica Drummon Dermato. 

Esse foi o caso das crianças na Índia. Segundo o estudo, a maioria das vítimas vivia em uma área pobre na região que é a maior produtora de lichia do país. As crianças que não estavam em boas condições nutricionais e já apresentavam baixos níveis de açúcar no sangue por não terem se alimentado nas últimas horas, comiam as frutas – provavelmente em grande quantidade – que caíram dos pés nas plantações.

De acordo com os relatos dos familiares, as crianças acordavam no meio da madrugada gritando, antes de sofrer convulsões e perder a consciência em função de inchaço no cérebro.

“A glicose é o nutriente mais importante do cérebro. A falta dele provoca fraqueza excessiva, tontura, perda de memória, sonolência e, quando atinge um nível muito baixo, pode levar à morte.”, diz Gisele.

Desde que os médicos passaram a recomendar que os moradores não deixem as crianças ficarem muitas horas sem se alimentar e restrinjam a quantidade de lichias consumidas por dia, o número de mortes começou a cair.

Surto no Caribe

Os pesquisadores que investigaram o caso também descobriram uma associação entre os pacientes indianos internados entre maio e julho de 2014 e um surto de uma doença que também provocava convulsão e inchaço do cérebro em crianças no Caribe. O surto caribenho foi provocado pela ackee, fruta parente do guaraná que contêm hipoglicina, substância que impede a produção de glicose – e também é encontrada na lichia.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

ALERGIAS - Formas naturais de aliviar os sintomas


Quem sofre com alergias sabe que o tempo frio ou as mudanças bruscas de temperatura são um prelúdio para sintomas como tosse seca, olhos e nariz irritados, dificuldade para respirar e espirros. Dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI) indicam que 30% dos brasileiros sofrem com algum tipo de reação alérgica, sendo que rinite, bronquite e asma são predominantes.

Por sorte, existem diversas medidas que podem ser tomadas para evitar ou mesmo aliviar esses sintomas. "Devemos lembrar que os tratamentos naturais não eliminam o uso de medicamentos, e que cada caso deve ser avaliado por um médico", diz o alergista Gustavo Falbo Wandalsen, diretor da ASBAI.

Ele também afirma que evitar o contato com os causadores da alergia, como poeira e animais, é o primeiro passo para evitar as crises, mas que alguns cuidados são mais do que bem-vindos. No Dia Nacional de Prevenção à Alergia e no Dia Mundial da Asma, comemorados no dia 7 de maio, confira os conselhos dos especialistas para evitar crises alérgicas:

1. Evite produtos com cheiro forte

De acordo com Gustavo Falbo Wandalsen, produtos com odores muito acentuados, como perfumes, cremes e produtos de limpeza, não são necessariamente as causas de uma alergia, mas podem provocar irritações e agravar os sintomas.

"Dessa forma, é importante que a pessoa evite ficar em constante contato com esse tipo de produto, principalmente nas épocas em que as crises são mais frequentes", explica. Portanto, prefira sabonetes neutros ou cosméticos que tenham odores mais suaves, dando uma folga para o seu nariz.

2. Turbine a dieta com quercetina

Presente principalmente na maçã, na cebola e no brócolis, a quercetina é um antioxidante capaz de diminuir a produção de histamina no corpo. "Essa substância, por sua vez, é a responsável por aumentar a dilatação dos nossos vasos sanguíneos e iniciar um processo alérgico", diz o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrologia.

Ele afirma que o consumo diário desse nutriente pode ajudar, inclusive, a diminuir as chances de uma crise. "É possível obter a quercetina na forma de cápsula, sob receita médica, conforme o andamento do quadro alérgico", acrescenta o especialista.

3. Não se esqueça da limpeza nasal

"Essa é uma das formas indicadas pelos médicos para evitar irritações causadas principalmente pela rinite alérgica", diz o alergista Gustavo. Para fazer a limpeza nasal, que deve ser feita duas vezes por dia, você coloca soro fisiológico em seringas ou conta gotas e pinga o líquido diretamente no nariz.

Existem também produtos comerciais em spray, por exemplo, que são específicos para essa função. "Tudo o que a gente respira fica grudado na mucosa do nariz, e quando você faz a limpeza, retira esses corpos estranhos e diminui também as crostas de secreção nasal que a rinite produz, facilitando inclusive a respiração", diz o especialista.

4. Aumente a umidade do ar

Quando a umidade do ar está entre 20% e 30%, surge o estado de atenção; entre 12% e 20%, estado de alerta; e abaixo de 12%, surge o estado de emergência. Esse cenário deixa as vias aéreas ressecadas, comprometendo a secreção líquida que funciona como proteção natural do nariz. "Com isso, as vias nasais ficam livres para a entrada de vírus, bactérias e agentes alergênicos", explica a pneumologista Valéria Martins, diretora da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia.

Além disso, o tempo seco dificulta a dispersão da poluição e da poeira, que ficam suspensas no ar e passíveis de inalação. "Dessa forma, umidificadores, bacias com água, toalhas e panos molhados e até mesmo algumas plantas cultivadas no ambiente podem ajudar a equilibrar os níveis de umidade durante as estações mais secas e ajudar nas crises alérgicas", complementa.

5. Lave os olhos com soro fisiológico

Um dos sintomas de alergia é a irritação nos olhos, que podem coçar e lacrimejar. Pessoas que sofrem desse problema com mais frequência podem roubar a dica do nariz e fazer uma lavagem diária dos olhos com soro fisiológico. "Essa limpeza é eficaz não só para prevenir os sintomas, mas também para aliviar uma irritação já instalada", afirma o alergista Gustavo.

De acordo com o médico, é importante ressaltar que, durante uma crise, é essencial evitar sabonetes e outros produtos com potencial irritante para lavar os olhos, pois só irá agravar o problema.

6. Fique de olho na vitamina D baixa

De acordo com a nutricionista Hellen Fernandes, consultora da farmácia de manipulação Galgani, a falta de vitamina D no organismo pode contribuir para o aumento da massa muscular nos brônquios, fazendo com que eles se contraiam mais, tornando a respiração mais difícil.

"Outro problema é a deficiência do nutriente em pessoas com asma, pois o uso de corticoides para o tratamento da doença pode diminuir os níveis de vitamina D, sendo necessária a suplementação", completa. Ela afirma ainda que a vitamina D só deve ser suplementada em asmáticos com deficiência confirmada por exame de laboratório e a dose ideal de reposição será receitada pelo médico.

Mas se você quer acrescentar mais doses de vitamina D ao organismo para melhorar a respiração, boas fontes do nutriente são gema de ovo, fígado, manteiga e alguns tipos de peixes, como cavala, salmão e arenque. "Além disso, tomar sol de 15 a 20 minutos por dia, em horários de alta exposição, é a melhor maneira de sintetizar o nutriente", afirma a especialista.

7. Use tecidos naturais

Já notou como a poeira parece sempre ficar grudada na tela da TV? Isso se dá porque o aparelho acumula uma carga elétrica que atrai as pequenas partículas que flutuam pelo ar. Com as roupas de materiais sintéticos, a lógica não é muito diferente.

Quando esses materiais se atritam uns com os outros, constroem uma carga elétrica que atrai a poeira para si - transformando você em uma espécie de agente irritante. Isso é o que afirmam pesquisadores da Philadelphia's Jefferson Medical College Hospital, que analisaram a relação entre alergias a pólen e o uso de tecidos como nylon e poliéster.
Sendo assim, o melhor é optar por tecidos naturais, como algodão, principalmente quando o tempo está mais seco - e a poeira mais concentrada.

8. Mantenha-se hidratado

"A mucosa tanto do pulmão quanto da via aérea superior funciona melhor quando você está hidratado", afirma o alergista Gustavo. Ele ressalta, no entanto, que essa é uma recomendação mais genérica, mais de prevenção do de que tratamento para uma crise instalada.

"Perdemos água na respiração e na transpiração", explica a pneumologista Valéria Martins. "Por isso, precisamos beber água o dia inteiro, além de lavar as vias respiratórias com soro fisiológico", acrescenta.

9. Consuma ômega 3

"A ingestão de ômega 3 irá inibir a produção de prostaglandina, uma substância broncoconstritora associada a alergias respiratórias", diz a nutricionista Hellen. Por conta disso, esse nutriente combate as inflamações e melhora a função respiratória.

Boas fontes de ômega 3 são as oleaginosas, como nozes e castanhas, e peixes de água fria, como salmão, arenque, atum e sardinha.



 

BUNDINHA GOSTOSA DA Formiga Tanajura (içá)

Curiosidades sobre a Formiga Tanajura (içá): 

 Conheça como é formado o ciclo de Vida das tanajuras e saiba como preparar pratos deliciosos com elas.

Saúva – é designação comum às formigas, especialmente as do gênero Atta, da família dos formicídeos. Conta com cerca de duzentas espécies, nativas do Novo Mundo e abundantes na região neotropical. Elas cortam pedaços de folhas, que carregam para os ninhos a fim de criar os fungos que constituem o seu alimento exclusivo. No Brasil, são uma das mais importantes pragas agrícolas.

Importância ecológica – Ajudam a enriquecer o solo e dar origem a florestas.

Tipos de trabalhos na colônia – Tanajura (içá): desde o ovo até a fase adulta, a formiga tanajura (içá) é uns dos ovos mais bem cuidados do formigueiro. Três anos depois do início do formigueiro, o formigueiro começa a produzir içás que fazem o voo nupcial na primavera; depois de voar, a içá cai no chão e inicia um novo formigueiro com os ovos e o fungo que ela cultivará. Seu tempo de vida pode ser entre 20 e 30 anos.

Bitus: uns dos ovos da rainha menos tratados é macho. Ele acasala e depois morre. Também é produzido depois de três anos e faz um voo nupcial na primavera.

Cortadeiras: é um trabalho de carregar as folhas para o formigueiro.

Soldados: encarregam de proteger o formigueiro dos invasores.

Lixeiras: limpeza da colônia, carregam o lixo para uma galeria mais funda e longe de todas para não transmitir doenças. Tipos de lixo: fungos e formigas mortas.

Enfermeiras: cuidam dos ovos, casulos e pupas e ajudam a rainha a cuidar dos filhotes.

Ciclo de Vida – Os ovos bem cuidados dão origem a formigas aladas, as fêmeas (tanajuras); os ovos mal cuidados dão origem a machos (bitus). 

No voo nupcial, macho e fêmea acasalam. O macho (bitu) morre. A fêmea volta ao chão, arranca as asas e funda um novo formigueiro. Depois de uma semana, ela já produz ovos e, depois de 45 dias, os ovos chegam à idade adulta. Depois de uns anos, os ovos bem tratados viram formigas aladas que dão origens aos novos formigueiros. A fêmea guarda uma bolota de fungo que é alimento para as saúvas.

A içá ou tanajura, como é conhecida a rainha, e o bitu, vitu, cabitu, savitu, içabitu, sabitu, sibitu ou escumana,2 como é conhecido o macho, revoam em dias claros na primavera e no começo da estação chuvosa, após a rainha ser fecundada inicia novo sauveiro. Traz, no aparelho bucal, uma bolota de fungo de seu formigueiro natal e a regurgita no novo sauveiro, irrigando-a depois com sua matéria fecal.

Cerca de 99% das içás não chega a formar sauveiros maduros.

Formiga Tanajura

Culinária (somente as rainhas: içá ou tanajura)

Diversas espécies eram consumidas pelos índios brasileiros, fritas, em salmoura e misturadas com farofa.

Essa tradição foi passada para os sertanejos e tropeiros, os quais, ainda nos dias atuais, não deixam a tradição ser exterminada.

Também no nordeste brasileiro as tanajuras fazem parte de um cardápio exótico, sendo iguaria em mercados públicos como o de São José, no Recife, Pernambuco.

– Petiscos deliciosos

No Nordeste Pernambucano o povo utiliza a içá ou tanajura para preparar petiscos que são preparadas de diversas maneiras: torradas como amendoim, assadas, em paçoca com farinha de mandioca ou de milho, etc.

Preparo dos pratos

A formiga tanajura pode ser preparada de várias formas. A mais comum, é torrar a formiga com óleo ou manteiga e sal, como se fosse amendoim. 

Outra maneira é separando as pernas e a cabeça, utilizar o abdômen, refogado com alho, cebola, acrescentar farinha de mandioca e levar tudo ao fogo até formar uma paçoca ou farofa.

Mas, lembrem-se, óleos comuns antigos, fazem muito mal à saúde do coração, etc., pois são pre-hidrogenados, assim podem durar meses nas prateleiras sem azedarem. 

Para manter uma vida saudável use sempre óleo de coco, banha Sadia ou manteiga clarificada Ghee, caso contrário você você estrá pondo em risco o bem mais precioso que você tem, sua saúde. Depois que se perde não tem como recuperar mais. 

Enriquecer os gananciosos das indústrias farmacêutica e alimentícia não fará de você uma pessoa mais esperta, tenho certeza.

Comer tanajura faz mal a saúde?

Você já deve ter escutado por aí que comer formiga faz bem para as vistas, não é verdade? Mas essa afirmação não possui nenhuma comprovação científica. Falava-se isso para impedir que as pessoas descartassem os alimentos em que as formigas passavam. Porém, existem espécies de formigas que são consideradas iguarias em alguns países, sendo muito utilizadas na culinária. É o exemplo da Tanajura.

Também conhecida como Içá, a tanajura é a fêmea pertencente à espécie de formiga chamada Saúva (designação comum das formigas do gênero Atta dos formicídeos). Ela é a futura rainha da espécie e sai do formigueiro em épocas de chuva para o voo nupcial. Após o acasalamento, os machos morrem e as fêmeas fecundadas procuram um lugar adequado para criar seu próprio formigueiro. O tempo de vida das icás, geralmente, pode durar de 20 a 30 anos.

No nordeste brasileiro, as tanajuras são consideradas iguarias e, geralmente, são vendidas em mercados públicos, podendo fazer parte de um cardápio bem exótico. Elas são preparadas de diversos jeitos: torradas, assadas, em paçoca com farinha de mandioca ou de milho.

A Tanajura na Culinária

De acordo com estudos, o valor proteico da tanajura ultrapassa em dobro o valor da porcentagem de proteínas presentes na carne de frango. Isso desmistifica a afirmação de que a içá faz mal para a saúde. Muito pelo contrário, é um alimento com um alto valor nutritivo e não há risco de contaminação em comer a formiga frita.

Existem várias maneiras de utilizar a tanajura na cozinha. A mais comum é torrá-la com óleo ou manteiga e sal (do mesmo modo que se prepara amendoim torrado). Quando frita, possui um gosto que se parece um pouco com camarão. Outra maneira é utilizar apenas o abdômen da formiga, refogando com alho, cebola e acrescentar a farinha de mandioca até formar uma paçoca.

A içá também é um ótimo petisco para comer enquanto se bebe aquela cervejinha ou para acompanhar o famoso cuscuz (flocos de milho cozido). 

Há pessoas que preferem comê-la crua, contudo, não é recomendável, pois não se sabe por onde ela andou ou voou. Além disso, é também utilizada para colocar dentro da garrafa com cachaça, no intuito de adoçar a bebida.

Agora que você sabe que a Tanajura não faz mal para a saúde, vamos te ensinar uma receita de farofa que é deliciosa:

Receita da Farofa de Tanajura:

Ingredientes:


1 xícara de tanajura sem o ferrão e as patas;

1 dente de alho amassado

½ xícara de cebola picada

¼ xícara de cebolinha

½ xícara de farinha de mandioca

2 colheres (sopa) de manteiga

Sal a gosto

Modo de Preparo:

Coloque a manteiga para derreter em uma frigideira. Acrescente a cebola e o alho já pisado. Assim que a cebola ficar transparente, acrescente a tanajura. Frite até que a “bunda” da formiga fique com umas listras douradas. Tenha cuidado com as que fritarem demais porque com o estouro, pode salpicar manteiga quente. Em seguida, desligue o fogo, acrescente a cebolinha e a farinha e misture bem.

Pronto! Agora é só saborear essa iguaria.

Não tem óleo de coco, banha, ou manteiga Ghee para fritar ? Então faça como o moço do vídeo no inicio desta postagem, deve ser uma delicia.



terça-feira, 27 de outubro de 2020

RIVOTRIL - FUJA DESSA ARMADILHA FATAL

Pesquisa mostra explosão de mortes por uso de calmantes nos EUA.

Estes mesmos medicamentos também são amplamente consumidos no Brasil.

Buscar a felicidade e a paz em uma pílula frente às agruras do dia a dia também pode levar uma pessoa bem mais perto da morte. Estudo publicado ontem no “American Journal of Public Health” identificou uma explosão no número de vítimas de overdose associada ao uso de medicamentos benzodiazepínicos, popularmente conhecidos como calmantes, nos EUA. O número de mortes ultrapassou em muito o crescimento, também significativo, no consumo dessas substâncias no mesmo período.

Sintetizados pela primeira vez no início da década de 1960, os compostos benzodiazepínicos trouxeram uma revolução na forma de lidar com distúrbios psíquicos. Chamados ansiolíticos, e também apelidados de “drogas da paz”, eles são receitados para tratar de ansiedade à insônia, passando por estresse, tristeza, fobias e outros transtornos de humor muito comuns na sociedade moderna. Com isso, eles logo se tornaram os medicamentos psicotrópicos (que agem no sistema nervoso central) mais usados no mundo. Embora sejam muito mais seguros que as opções anteriores, como os chamados barbitúricos (que tiveram entre suas vítimas mais famosas a atriz Marilyn Monroe, morta em 1962), seu consumo indiscriminado, principalmente quando aliado ao uso de outras drogas lícitas e ilícitas, em especial álcool e analgésicos opioides, pode ser extremamente perigoso.

Assim, segundo os pesquisadores liderados por Marcus Bachhuber, professor da Faculdade de Medicina Albert Einstein, em Nova York, esses medicamentos estão por trás de nada menos que 31% das quase 23 mil fatalidades relacionadas a remédios controlados no país em 2013, levando a uma taxa de 3,14 mortes a cada 100 mil adultos naquele ano, um aumento de mais de quatro vezes frente à 0,58 morte por 100 mil adultos registrada em 1996. Enquanto isso, nesses mesmos 18 anos, o número de prescrições subiu “apenas” 67%, de 8,1 milhões para 13,5 milhões.

— Este é um problema de saúde pública que tem ficado fora do radar — alerta Bachhuber. — As overdoses de benzodiazepínicos têm aumentado numa taxa muito mais rápida do que a alta na prescrição dessas drogas, indicando que as pessoas as estão tomando de forma mais arriscada.

REMÉDIO GERA DEPENDÊNCIA E TOLERÂNCIA

Ainda de acordo com os pesquisadores americanos, outra explicação para a maior mortalidade associada aos benzodiazepínicos pode estar ligada à quantidade ingerida. Assim como muitas outras drogas psicoativas, legais ou não, esses compostos causam dependência e tolerância, ou seja, é preciso tomar mais para obter o mesmo efeito. Dessa forma, a quantidade total de benzodiazepínicos consumida nos EUA mais que triplicou no período da pesquisa, saltando de 1,1 quilo por 100 mil adultos em 1996 para 3,6 quilos em 2013, em cálculo que traduziu as dezenas de princípios ativos dessa classe de medicamentos na equivalência a apenas um deles, o lorazepam (vendido no Brasil com a marca Lorax).

— A maior quantidade de benzodiazepínicos receitada aos pacientes sugere doses diárias maiores ou mais dias de tratamento, ambos fatores que também podem aumentar o risco de uma overdose fatal — destaca Joanna Starrels, coautora do estudo e também professora da faculdade de medicina nova-iorquina.

No Brasil, não há estatísticas sobre as mortes relacionadas ao uso de medicamentos controlados, mas os números do consumo de benzodiazepínicos indicam que o problema aqui pode ser igual ou mesmo maior que nos EUA. E não é por menos. Distribuído no país sob a marca Rivotril, um desses compostos, o clonazepam, foi o sétimo remédio mais vendido em 2012 de acordo com a IMS Health, consultoria especializada em dados da área de saúde. Psiquiatra especialista em dependência química, Analice Gigliotti critica o que classificou como “exagero” na prescrição dessas substâncias, principalmente por médicos clínicos gerais.

— Os benzodiazepínicos fazem parte do grupo dos famosos “remédios tarja preta”, que têm venda controlada e precisam ser prescritos com um receituário especial — lembra Analice. — Mas às vezes eles são receitados de maneira indiscriminada, e os médicos que mais os prescrevem são os clínicos gerais. Os pacientes muitas vezes pedem aos médicos para continuar a tomar os medicamentos e alguns deles dão a receita sem se dar conta de que essas substâncias geram tolerância e dependência. E essas prescrições são muito comuns no Brasil, muito mais do que deveriam ser.

PERIGO PARA DEPRESSIVOS

Ainda segundo a especialista, outro perigo pouco abordado quando na prescrição deste tipo de composto é seu efeito em pacientes predispostos à depressão, particularmente os que têm histórico familiar do distúrbio. Apesar de reconhecer que, no geral, os benzodiazepínicos são tão seguros que dificilmente o consumo mesmo de uma caixa inteira de um medicamento dessa classe de uma vez leva à morte se tomado sozinho, sua combinação com outras substâncias depressoras do sistema nervoso central, como o álcool, é, sim, potencialmente fatal.

— Aí é mel na sopa, mão na luva, pois é algo com que uma pessoa pode se matar — alerta. — Apesar de não se saber qual a dose necessária para uma overdose em um paciente em particular, quem usa benzodiazepínicos com álcool certamente tem algum problema ou transtorno psiquiátrico importante e tendência ao uso de outras medicações, em misturas que elevam em muito o risco de morte.

RIVOTRIL E SEUS SEMELHANTES MATAM MAIS DO QUE COCAINA E HEROINA

Clonazepam composto químico, cujo nome fantasia mais popular é o Rivotril,  tem sido usado para tratar ansiedade e distúrbios do sono. Pertence a uma classe de drogas chamadas benzodiazepinas. Em uma série de estudos realizados em Vancouver, as benzodiazepinas têm sido associadas a taxas de mortalidade mais altas do que as drogas ilegais, como a heroína ou a cocaína.

VEJA A BULA DO RIVOTRIL  AQUI:


 Os profissionais de saúde estão soando o alarme sobre o aumento do risco de morte associado ao uso de drogas psiquiátricas, o que foi destacado nos estudos de Vancouver publicados este mês.

Benzodiazepina (BZD) representa uma classe de medicamentos psiquiátricos conhecidos como “tranquilizantes” que podem reduzir a capacidade do corpo para respirar e são usados para tratar a ansiedade, distúrbios do sono, convulsões entre outras condições. Neste grupo se incluem drogas comumente prescritas, como Valium, Xanax e Rivotril.O primeiro dos estudos, que envolveu pesquisadores do Centro de Excelência em HIV e da Universidade de Vancouver, analisou o impacto do uso dos benzodiazepínicos sobre as taxas de mortalidade, e estabeleceu que o seu uso foi associado a um maior risco de morte do que as drogas ilegais.

 O Dr. Keith Ahamad é um dos vários pesquisadores dos estudos realizados em Vancouver que estabeleceram que o uso de benzodiazepínicos está ligado a uma maior taxa de mortalidade do que as drogas ilegais. “Há muitas pesquisas feitas sobre as drogas mais tradicionais de abuso, como as drogas ilegais como a heroína, a cocaína e as anfetaminas, mas não se sabe muito sobre o abuso das drogas legais”, disse o Dr. Keith Ahamad, clínico Cientista e médico no St. Paul’s Hospital.

O estudo pesquisou um grupo de 2.802 usuários de drogas entre 1996 e 2013. Os participantes foram entrevistados semestralmente durante uma duração média de pouco mais de cinco anos e meio cada. Ao final do estudo, 527 (18,8 por cento) dos participantes haviam morrido.

Os pesquisadores descobriram que a taxa de mortalidade foi 1,86 vezes maior entre os usuários de drogas que usaram benzodiazepínicos, em comparação com aqueles que não usavam. Ahamad observou também que mesmo depois que os pesquisadores isolaram outros fatores que poderiam influenciar a mortalidade, como o uso de outras drogas, infecções e comportamentos de alto risco, a taxa de mortalidade permaneceu alta entre os usuários de benzodiazepínicos .

Um segundo estudo conduzido em um grupo menor, mas dentro do mesmo grupo citado acima, examinou a ligação entre o uso de benzodiazepínicos e a infecção de hepatite C (HCV). Dos 440 indivíduos negativos ao HCV que participaram do estudo, 158 relataram uso prescrito ou ilícito de benzodiazepínicos e 142 participantes contraíram HCV durante o curso do estudo.

O estudo concluiu que o uso de benzodiazepínicos está associado a uma taxa mais elevada de infecção de HCV: As taxas de infecção eram 1.67 vezes mais alta entre os participantes do estudo que usaram benzodiazepínicos, comparados com aqueles que não.

“Não há muita evidência científica para dizer que essas pessoas deveriam tomar esses medicamentos cronicamente”, disse Ahamad, reconhecendo que há uma tendência a se apoiar em medicamentos psiquiátricos prescritos, embora outras medidas não-farmacológicas – tais como psicoterapia, técnicas de respiração, tratamento sociológico – estão disponíveis.

Dr. Thomas Kerr, professor de medicina na UBC, ecoou esses sentimentos: “Muitas vezes, estamos procurando uma resposta em uma pílula, e muitas vezes, negligenciamos outras opções de tratamento”.

Ambos os médicos notaram que há muito pouca evidência para apoiar o uso de longo prazo de benzodiazepínicos.

 “O mais interessante sobre isso é que se trata de um medicamento de prescrição, e as pessoas pensam que estão seguras”, disse Ahamad. “Mas, como se vê, provavelmente estamos prescrevendo essas drogas de uma forma nociva”

Kerr observou que o aumento de mortes relacionadas ao uso de benzodiazepínicos – “Tem sido uma epidemia de infusão há muitos, muitos anos” – reflete muito de perto um aumento de mortes relacionadas ao uso de opioides que tem sido amplamente documentado. Ele citou um quádruplo aumento nas mortes relacionadas ao uso de benzodiazepínicos nos Estados Unidos entre 1999 e 2014, e também observou que há 50 por cento mais mortes a cada ano nos Estados Unidos devido mais à medicina psiquiátrica do que à heroína.

“Esses estudos realmente revelam quão perigosas são essas drogas e devem ser usadas com grande cautela”, disse Kerr. “Não podemos nos concentrar apenas nos opioides, precisamos olhar para outros medicamentos que são usados em combinação”.

Ahamad acredita que grande parte do ônus é sobre os médicos, que precisam ser devidamente educados antes de prescrever benzodiazepínicos. Ele também reconheceu que a falta de médicos de família tem levado muitas pessoas a procurar clínicas, onde os registros de pacientes podem não ser muito precisos a respeito do histórico de tratamento do indivíduo. Kerr observou que também precisa haver um fortalecimento na forma como as prescrições são monitoradas e prescritas.

“Há riscos que vêm com esses medicamentos e precisamos ser muito, muito cuidadosos sobre como estamos prescrevendo-os”, disse Ahamad.

Os estudos foram publicados em Public Health Reports, no American Journal of Public Health e no Vancouversun.

Conheça o desmame do Rivotril …



quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Rábano - Benefícios e propriedades desta planta (Asma)


Rábano, também conhecido como rabanete, é uma planta cuja raiz é um alimento bastante nutritivo que comumente é consumido em saladas, normalmente cru. Pode, entretanto, ser consumido de outras formas. 

Com coloração avermelhada, o rabanete possui algumas propriedades que podem ser aproveitadas para o benefício da saúde do corpo humano.

Benefícios e propriedades

O rabanete é rico em vitamina C, e devido à isso, possui ação antioxidante, sendo excelente para o crescimento e desenvolvimento dos dentes, dos ossos e aumento dos glóbulos vermelhos.

Além disso, o rábano possui poucas calorias devido ao alto teor de água, contendo cerca de 16 calorias a cada 100 gramas, sendo muito bom para quem está fazendo dietas. Somado à isso, citamos também a grande quantidade de fibras do alimento, que ajuda a dar sensação de saciedade, além de regular o transito intestinal e o processo de digestão. É rico em potássio, iodo e tem propriedades diuréticas, ajudando a eliminar pedras e grãos dos rins e vesícula.

A planta medicinal possui propriedades antimicrobiana e anti-inflamatória, podendo ser usada ainda como um excelente medicamento natural no combate às doenças das vias respiratórias e infecção urinária.

Ajuda ainda no tratamento de infecções respiratórias, vermes, resfriados e gripes, febre, retenção de líquidos, rouquidão, asma brônquica, gota, dores musculares, artrite e reumatismo.

Rábano e Formas de consumo

Além de ser consumido em sua forma natural em saladas, o rábano pode ser usado para o preparo de chás, xaropes, entre outros. Confira.

Chá das folhas de rábano

Ingredientes:

– 1 xícara de água
– 1 colher (de chá) de folhas secas

Modo de preparo:
Leve a água ao fogo e quando começar a ferver, adicione as folhas secas. Tampe, deixando repousar por 5 minutos e então desligue. Consuma entre 2 e 3 xícaras ao dia.

Chá da raiz de rábano

Ingredientes:

– 1 colher (de chá) da raiz ralada
– 1 xícara de água

Modo de preparo:
Coloque os dois ingredientes em um recipiente e leve ao fogo. Quando começar a ferver, marque 10 minutos. Em seguida desligue e deixe repousar tampado. Coe e consuma 3 xícaras por dia.

Xarope da raiz para asma

Ingredientes:

– 1 colher (de chá) da raiz ralada
– 1 colher (de chá) de mel

Modo de preparo:

Misture os dois ingredientes e deixe em recipiente tampado por 12 horas. Depois disso, passe em uma peneira fina e tome 1 colher (de sopa), 2 ou 3 vezes ao dia.

- Asma e precauções:

É importante que a pessoa com asma não ingira os alimentos ricos em açúcares simples, laticínios e derivados, bem como as gorduras saturadas, além de produtos industrializados, principalmente durante uma crise. Estes alimentos são pró-inflamatórios, de modo que favorecem a inflamação do organismo e diminuem as defesas, dificultando o controle da asma.

Além disso, o consumo em excesso de alimentos ricos em açúcar pode dificultar a respiração, já que durante o seu metabolismo é utilizada maior quantidade de oxigênio para ser digerido e é liberada maior quantidade de dióxido de carbono, causando fadiga nos músculos respiratórios.

Por esse motivo, não se deve consumir refrigerantes, açúcar branco, biscoitos, chocolates, bolos, doces, lanches, refeições pré-cozidas e fast-food.

- Deixe que teu alimento seja teu remédio e que seu remédio seja o teu alimento.

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

CABELOS - Queda de cabelo - principais causas e tratamentos


Especialistas falam sobre principais causas e tratamentos:

A queda de cabelo atinge ao menos 25% das brasileiras com idades entre 35 e 40 anos, e o percentual sobe para 50% a partir da quarta década de vida. Os dados são da Associação Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar e comprovam que a queda dos fios é realmente frequente e recorrente entre homens e mulheres, causando verdadeiro pânico em alguns casos.

Existe uma queda considerada normal, que é a de aproximadamente 100 fios ao dia. Essa perda ocorre por conta da renovação dos fios, que nascem, crescem e caem naturalmente. Porém, é quando a quantidade perdida supera a média normal que as coisas começam a ficar preocupantes. 

O ralo cheio de fios ou cabelos espalhados pelas roupas e pelos travesseiros soam como um alerta.

Quais são as principais causas da queda de cabelos?

— Existem múltiplas causas para a perda dos fios, e que podem ou não estar associadas. Elas passam por alterações hormonais, estresse, dietas restritivas, tratamento de doenças como o câncer, inflamações e doenças do couro cabeludo e o uso de medicamentos. Um diagnóstico correto é o primeiro passo para o tratamento adequado”, explica a dermatologista Juliana Toma.

Conheça algumas das principais causas da queda dos fios e os tratamentos:

Estresse

O estresse impacta o corpo humano de variadas formas, e um dos efeitos colaterais do quadro é o aumento da queda de cabelos. Em casos graves de estresse pode ocorrer a alopecia areata, um tipo de queda que deixa “buracos” totalmente sem fios, semelhantes à clareiras, espalhados pelo couro cabeludo. Adotar ações para redução do estresse, como a busca por tratamento psicológico, uma boa alimentação, descanso adequado e a prática de exercícios, melhora o quadro geral e, consequentemente, a perda dos fios.

Eflúvio telógeno

O eflúvio telógeno é o aumento repentino da queda dos fios, e pode ser agudo ou crônico. No eflúvio agudo, a queda está diretamente associada a algo que tenha acontecido até três meses antes - como pneumonias, infecções, pós-parto, cirurgias e estresse. Costuma cessar, na maioria dos casos, sem a necessidade de tratamento. Nos casos que requerem tratamento, o uso de medicamentos e terapias como microagulhamento e laser podem trazer excelentes resultados.

Doenças da tireoide

O hipertireoidismo (que é o funcionamento exacerbado da glândula) e o hipotireoidismo (quando a tireoide funciona de forma ineficaz) podem causar queda e afinamento dos fios. Por meio de exames, o médico consegue detectar se há algo de errado com a atividade da glândula e tratar a causa de forma medicamentosa ou, em casos mais graves, por meio de cirurgia.

Anemia

A queda de cabelos pode ser um dos sintomas da deficiência de ferro no organismo, que também causa palidez, fraqueza e cansaço frequente. Uma alimentação rica em ferro e em vitaminas, além da reposição medicamentosa do mineral, tendem a cessar o problema. Porém, apenas o médico pode indicar o uso de suplementos com ferro, pois o excesso também pode desencadear problemas.

Cistos ovarianos

A ocorrência da Síndrome dos Ovários Policísticos aumenta a presença de testosterona no organismo feminino, causando a queda de cabelo e outros sintomas. O tratamento é realizado conforme o quadro de cada paciente, podendo incluir indicação de perda de peso e uso de anticoncepcionais.

Tabagismo

O hábito de fumar impacta o corpo humano de forma negativa, e é um dos motivos para a queda dos fios. Isso ocorre porque as substâncias presentes no cigarro se acumulam no organismo, causando degeneração nos vasos sanguíneos que alimentam o couro cabeludo. Os fios vão ficando fracos e caem mais.

Ao notar que os seus fios estão caindo mais do que o normal por um período prolongado, procure um médico dermatologista. Ele fará a investigação clínica e poderá detectar qual a causa da sua queda, indicando o tratamento mais adequado.

Queda de cabelo: as principais causas e tratamentos para o problema:
A queda de cabelo é um problema que aflige a população mundial, independente do gênero ou tipo de cabelo – você sabia que, pelo menos 70% das pessoas vão passar por isso algum dia? Em épocas em que o tempo está mais frio e seco – como no outono e inverno -, o incômodo é ainda mais comum, pois é nessa época que os fios ficam menos irrigados por nutrientes e pelo sangue, o que favorece a quebra.

Além disso, o problema é ainda mais frequente em pessoas que usam muitos produtos para alisar o cabelo ou passam chapinha ou acessórios que quebrem o cabelo de maneira constante.

Em muitos dos casos, não há razão para se preocupar, porém é sempre bom estar atenta e conversar com um médico especialista, combinado?
Por aqui, a gente conversou com Luciano Boy, expert de Kérastase, https://loja.segredosdesalao.com.br/kerastase/?gclid=CjwKCAjww5r8BRB6EiwArcckC3iZ0u9YTEjrXQUtLtnZpzniBXp22EfGESfneVQi7u16eDaNec3zjBoCZGUQAvD_BwE que deu algumas dicas e truques de como lidar com essa situação.

- A alimentação influencia em algo na queda de cabelo?

A alimentação tem ligação direta com a saúde do cabelo. O metabolismo precisa de nutrientes para funcionar. Vitaminas como A, C e D, quando trabalham juntas metabolizam melhor os nutrientes que vão para o sangue e todos os outros órgãos e, consequentemente, auxiliam a saúde de um modo geral. Por esse motivo, dietas de corte (ou muito radicais), que não fornecem a quantidade suficiente de nutrientes estipulada, são agentes da queda capilar. O diagnóstico mais comum, no caso de pessoas que desenvolvem anemia, por exemplo, é a queda dos cabelos. O déficit de ferro no sangue – ingrediente essencial para o bom funcionamento do organismo – impacta de forma negativa o metabolismo e acaba por prejudicar os fios. O ideal é uma dieta equilibrada. Mas, vale lembrar, que a alimentação não é o único motivo da queda.

Lavar todos os dias é recomendado?

Existem diversos casos que precisam ser observados. Por exemplo: pessoas diagnosticadas com couro cabeludo oleoso têm a necessidade de fazer a higienização. Durante esse processo, que vai além da lavagem, ocorre a renovação celular. Caspas invisíveis, que ficam depositadas na superfície do couro cabeludo, aliadas ao sebo – produzido pelas glândulas sebáceas – formam uma substância que pode vir a ter odor característico e causar coceira. Por ser uma área úmida e quente, o que acontece é o aumento do número de microrganismos no ambiente. 

Por esse motivo, a higienização é essencial para livrar o ambiente dos microrganismos e purificar o couro cabeludo. Uma coisa importante é a escolha do produto adequado. Somado a isso, o ideal é não esfregar o couro e, sim, massagear levemente com movimentos circulares. Dessa forma, a irrigação sanguínea e a renovação celular são estimuladas. Em outros casos, quando a pessoa está em um cenário de queda e esfrega o couro com muita intensidade e força, a situação tende a atenuar-se. O segredo para amenizar é a lavagem suave e atenção para a secagem. Quanto mais os fios são esticados, maior a probabilidade de queda.

É verdade que os cabelos caem mais no inverno? Por que?

É comum. Os relatos dizem que, no outono e no inverno, as quedas aumentam. Não uma comprovação científica sobre esse dado, mas acredita-se que, por conta de choques térmicos como excesso de frio e calor, a interrupção no crescimento dos fios é agravada.

Quais as principais causas da queda de cabelo?

Os motivos mais comuns são: dietas que não oferecem as quantidades de nutrientes necessárias; recuperações pós-cirúrgicas, devido à alta ingestão de medicamentos; alterações hormonais (naturais ou induzidas); choques pós-traumáticos; excesso de bebidas alcoólicas; tabagismo e alopecia androgenética. Este último é um afinamento genético, causado pela alta produção de testosterona e herdado dos pais (50% pai, 50% mãe). Todos estes fatores impactam no metabolismo e, consequentemente, comprometem a saúde capilar. 

Existe um ciclo de crescimento dos fios que dura, em média, 5 anos (cada folículo). Entretanto, pode ser interrompido por algum dos motivos citados. Normalmente, dentro de 6 meses os fios se recuperam e retornam ao ciclo de crescimento. Em contrapartida, há casos os fios não se recuperam. Normalmente, o prazo para retomada do ciclo é de 12 meses. Caso isso aconteça, começa o processo de perda de densidade.

Fatores como stress e tratamentos hormonais são responsáveis por enrijecer o colágeno do couro cabeludo.