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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

LICHIA PODE FAZER MAL PARA A SAÚDE HUMANA


A lichia é uma fruta tropical e subtropical, pertencente a espécie Litchi chinensis, muito comum na China e no sudeste da Ásia. Os principais produtores da cultura da lichia são: China, Índia e Vietnã. 

No Brasil, São Paulo é o maior produtor, seguido por Minas Gerais e Paraná. Ela é composta principalmente por carboidratos; minerais como cobre, fósforo, potássio, magnésio e zinco. Rica em vitamina C e também possui em menor escala vitaminas do complexo B (riboflavina, niacina e tiamina). Entretanto surtos de vômitos, convulsões, inconsciência, inchaço cerebral e alguns casos de óbito, principalmente em crianças que consumiam lichia em casa ou em locais de plantio são observados desde a década de 90, com maior incidência em regiões pobres, principalmente em regiões da índia. 

Durante os estudos foi observado que os surtos se assemelham a uma situação que ocorreu no Caribe, quando houve um grande número de casos de surtos de encefalopatia infantil. Neste caso, o evento foi associado a um fruto chamado ackee (fruto da mesma família da lichia) onde havia sido observado a presença da toxina hipoglicina

Possíveis alterações sobre a saúde de indivíduos intermediadas pelo consumo de lichia. Foi observado que pacientes menores de 15 anos internados por intoxicação pós consumo de lichia geralmente entravam em coma. E quatro de cada dez, morriam. Além disso, foi observado que muitos pacientes afetados eram internados nos hospitais com níveis baixos de glicose no sangue, e que a mortalidade se dava em função desses níveis. 

A lichia possui uma toxina denominada hipoglicina que é uma toxina hidrossolúvel que induz a hipoglicemia pela inibição da gliconeogênese, secundária àlimitação de co-fatores (CoA e carnitina) essenciais para a oxidação de ácidos graxos de cadeia longa. Sendo assim pacientes que consomem grande quantidade do fruto sem um estado nutricional e/ou uma alimentação diária adequados podem apresentar convulsões e perda de consciência em função de inchaço cerebral, podendo entrar em coma e óbito.

Conclusão: 

Os estudos encontraram associação entre grande consumo de lichia e intoxicação por conta da hipoglicina.  O seu consumo por pessoas desnutridas ou com má alimentação gera um risco de agravos para a saúde, podendo até causar óbito. 

Por isso, recomenda-se cautela para o consumo da fruta e/ou de seu suco. 

RESUMO:

A lichia contém uma substância chamada hipoglicina, que impede o corpo de produzir glicose e faz com que os níveis de glicose no sangue caiam. Mas isso só será um problema em casos extremos. 

Recentemente, a morte de centenas de crianças na Índia foi associada ao consumo de lichia. Segundo o estudo, publicado na revista científica The Lancet, a condição, que provoca convulsão, perda de consciência e pode levar ao óbito, é causada pela ingestão da fruta quando a criança está de estômago vazio. Mas, a lichia seria capaz de fazer mal? De acordo com a nutricionista Gisele Paiva, sim. Mas em condições extremas.

“A lichia tem uma substância chamada hipoglicina, que altera o metabolismo da glicose pelo corpo e faz com que os níveis de glicose no sangue caiam. Mas isso só vai ser um problema se os níveis de glicose já estiverem muito baixos e se você comer uma quantidade muito grande de lichia. Caso contrário, não há razão para se preocupar.”, explica Gisele, nutricionista da Clínica Drummon Dermato. 

Esse foi o caso das crianças na Índia. Segundo o estudo, a maioria das vítimas vivia em uma área pobre na região que é a maior produtora de lichia do país. As crianças que não estavam em boas condições nutricionais e já apresentavam baixos níveis de açúcar no sangue por não terem se alimentado nas últimas horas, comiam as frutas – provavelmente em grande quantidade – que caíram dos pés nas plantações.

De acordo com os relatos dos familiares, as crianças acordavam no meio da madrugada gritando, antes de sofrer convulsões e perder a consciência em função de inchaço no cérebro.

“A glicose é o nutriente mais importante do cérebro. A falta dele provoca fraqueza excessiva, tontura, perda de memória, sonolência e, quando atinge um nível muito baixo, pode levar à morte.”, diz Gisele.

Desde que os médicos passaram a recomendar que os moradores não deixem as crianças ficarem muitas horas sem se alimentar e restrinjam a quantidade de lichias consumidas por dia, o número de mortes começou a cair.

Surto no Caribe

Os pesquisadores que investigaram o caso também descobriram uma associação entre os pacientes indianos internados entre maio e julho de 2014 e um surto de uma doença que também provocava convulsão e inchaço do cérebro em crianças no Caribe. O surto caribenho foi provocado pela ackee, fruta parente do guaraná que contêm hipoglicina, substância que impede a produção de glicose – e também é encontrada na lichia.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

ALERGIAS - Formas naturais de aliviar os sintomas


Quem sofre com alergias sabe que o tempo frio ou as mudanças bruscas de temperatura são um prelúdio para sintomas como tosse seca, olhos e nariz irritados, dificuldade para respirar e espirros. Dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI) indicam que 30% dos brasileiros sofrem com algum tipo de reação alérgica, sendo que rinite, bronquite e asma são predominantes.

Por sorte, existem diversas medidas que podem ser tomadas para evitar ou mesmo aliviar esses sintomas. "Devemos lembrar que os tratamentos naturais não eliminam o uso de medicamentos, e que cada caso deve ser avaliado por um médico", diz o alergista Gustavo Falbo Wandalsen, diretor da ASBAI.

Ele também afirma que evitar o contato com os causadores da alergia, como poeira e animais, é o primeiro passo para evitar as crises, mas que alguns cuidados são mais do que bem-vindos. No Dia Nacional de Prevenção à Alergia e no Dia Mundial da Asma, comemorados no dia 7 de maio, confira os conselhos dos especialistas para evitar crises alérgicas:

1. Evite produtos com cheiro forte

De acordo com Gustavo Falbo Wandalsen, produtos com odores muito acentuados, como perfumes, cremes e produtos de limpeza, não são necessariamente as causas de uma alergia, mas podem provocar irritações e agravar os sintomas.

"Dessa forma, é importante que a pessoa evite ficar em constante contato com esse tipo de produto, principalmente nas épocas em que as crises são mais frequentes", explica. Portanto, prefira sabonetes neutros ou cosméticos que tenham odores mais suaves, dando uma folga para o seu nariz.

2. Turbine a dieta com quercetina

Presente principalmente na maçã, na cebola e no brócolis, a quercetina é um antioxidante capaz de diminuir a produção de histamina no corpo. "Essa substância, por sua vez, é a responsável por aumentar a dilatação dos nossos vasos sanguíneos e iniciar um processo alérgico", diz o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrologia.

Ele afirma que o consumo diário desse nutriente pode ajudar, inclusive, a diminuir as chances de uma crise. "É possível obter a quercetina na forma de cápsula, sob receita médica, conforme o andamento do quadro alérgico", acrescenta o especialista.

3. Não se esqueça da limpeza nasal

"Essa é uma das formas indicadas pelos médicos para evitar irritações causadas principalmente pela rinite alérgica", diz o alergista Gustavo. Para fazer a limpeza nasal, que deve ser feita duas vezes por dia, você coloca soro fisiológico em seringas ou conta gotas e pinga o líquido diretamente no nariz.

Existem também produtos comerciais em spray, por exemplo, que são específicos para essa função. "Tudo o que a gente respira fica grudado na mucosa do nariz, e quando você faz a limpeza, retira esses corpos estranhos e diminui também as crostas de secreção nasal que a rinite produz, facilitando inclusive a respiração", diz o especialista.

4. Aumente a umidade do ar

Quando a umidade do ar está entre 20% e 30%, surge o estado de atenção; entre 12% e 20%, estado de alerta; e abaixo de 12%, surge o estado de emergência. Esse cenário deixa as vias aéreas ressecadas, comprometendo a secreção líquida que funciona como proteção natural do nariz. "Com isso, as vias nasais ficam livres para a entrada de vírus, bactérias e agentes alergênicos", explica a pneumologista Valéria Martins, diretora da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia.

Além disso, o tempo seco dificulta a dispersão da poluição e da poeira, que ficam suspensas no ar e passíveis de inalação. "Dessa forma, umidificadores, bacias com água, toalhas e panos molhados e até mesmo algumas plantas cultivadas no ambiente podem ajudar a equilibrar os níveis de umidade durante as estações mais secas e ajudar nas crises alérgicas", complementa.

5. Lave os olhos com soro fisiológico

Um dos sintomas de alergia é a irritação nos olhos, que podem coçar e lacrimejar. Pessoas que sofrem desse problema com mais frequência podem roubar a dica do nariz e fazer uma lavagem diária dos olhos com soro fisiológico. "Essa limpeza é eficaz não só para prevenir os sintomas, mas também para aliviar uma irritação já instalada", afirma o alergista Gustavo.

De acordo com o médico, é importante ressaltar que, durante uma crise, é essencial evitar sabonetes e outros produtos com potencial irritante para lavar os olhos, pois só irá agravar o problema.

6. Fique de olho na vitamina D baixa

De acordo com a nutricionista Hellen Fernandes, consultora da farmácia de manipulação Galgani, a falta de vitamina D no organismo pode contribuir para o aumento da massa muscular nos brônquios, fazendo com que eles se contraiam mais, tornando a respiração mais difícil.

"Outro problema é a deficiência do nutriente em pessoas com asma, pois o uso de corticoides para o tratamento da doença pode diminuir os níveis de vitamina D, sendo necessária a suplementação", completa. Ela afirma ainda que a vitamina D só deve ser suplementada em asmáticos com deficiência confirmada por exame de laboratório e a dose ideal de reposição será receitada pelo médico.

Mas se você quer acrescentar mais doses de vitamina D ao organismo para melhorar a respiração, boas fontes do nutriente são gema de ovo, fígado, manteiga e alguns tipos de peixes, como cavala, salmão e arenque. "Além disso, tomar sol de 15 a 20 minutos por dia, em horários de alta exposição, é a melhor maneira de sintetizar o nutriente", afirma a especialista.

7. Use tecidos naturais

Já notou como a poeira parece sempre ficar grudada na tela da TV? Isso se dá porque o aparelho acumula uma carga elétrica que atrai as pequenas partículas que flutuam pelo ar. Com as roupas de materiais sintéticos, a lógica não é muito diferente.

Quando esses materiais se atritam uns com os outros, constroem uma carga elétrica que atrai a poeira para si - transformando você em uma espécie de agente irritante. Isso é o que afirmam pesquisadores da Philadelphia's Jefferson Medical College Hospital, que analisaram a relação entre alergias a pólen e o uso de tecidos como nylon e poliéster.
Sendo assim, o melhor é optar por tecidos naturais, como algodão, principalmente quando o tempo está mais seco - e a poeira mais concentrada.

8. Mantenha-se hidratado

"A mucosa tanto do pulmão quanto da via aérea superior funciona melhor quando você está hidratado", afirma o alergista Gustavo. Ele ressalta, no entanto, que essa é uma recomendação mais genérica, mais de prevenção do de que tratamento para uma crise instalada.

"Perdemos água na respiração e na transpiração", explica a pneumologista Valéria Martins. "Por isso, precisamos beber água o dia inteiro, além de lavar as vias respiratórias com soro fisiológico", acrescenta.

9. Consuma ômega 3

"A ingestão de ômega 3 irá inibir a produção de prostaglandina, uma substância broncoconstritora associada a alergias respiratórias", diz a nutricionista Hellen. Por conta disso, esse nutriente combate as inflamações e melhora a função respiratória.

Boas fontes de ômega 3 são as oleaginosas, como nozes e castanhas, e peixes de água fria, como salmão, arenque, atum e sardinha.



 

sábado, 9 de janeiro de 2021

Uso de máscara pode causar ansiedade. - Relaxe, seja leve e natural

Uso de máscara pode causar ansiedade e claustrofobia; saiba como combater:

A respiração superficial e rápida é típica de quando estamos ansiosos, podendo acelerar o ritmo cardíaco, causar tontura e até mesmo um ataque de pânico.

A máscara virou um acessório indispensável para sair de casa, seja para ir trabalhar ou ao mercado, ou simplesmente para estar na rua. Através do seu uso, as chances de contrair o coronavírus são reduzidas significativamente, sendo o fator crucial para suportar qualquer desconforto. 

No entanto, algumas pessoas vêm presenciando uma certa ansiedade com o uso da máscara, algo que parece incontrolável e perigoso. Essa ansiedade provocada pelo uso do acessório consiste no sentimento de claustrofobia, pânico e estresse extremo, principalmente em pessoas que já sofrem com essas condições.

Os sintomas de uma crise de ansiedade, estresse ou claustrofobia podem ser apenas psicológicos, mas também físicos, como aceleração dos batimentos cardíacos, perda de ar, pressão no peito, calafrios e tontura. Quem já está "acostumado" a sentir esses efeitos, pessoas que já convivem com essas condições psicológicas, talvez já saibam como reagir, mas aqueles que estão presenciando esse desconforto pela primeira vez precisam descobrir formas de agir e não confundir com algo mais grave.

Como enfrentar a ansiedade pelo uso da máscara?

O cérebro pode ser o nosso melhor amigo na maioria das vezes, mas ele também pode nos sabotar na mesma proporção, e é por isso que doenças psicológicas são tão difíceis de tratar. Mas a ansiedade causada pela máscara pode ser evitada ou amenizada, basta seguir algumas dicas:

Teste alguns modelos até encontrar o mais confortável

Hoje, felizmente, existem máscaras de vários tipos e tecidos, desde as caseiras até as profissionais, e os valores vêm sendo bem em conta. 

Elas têm estilos, formatos e formas diferentes de prender na cabeça e atrás das orelhas, e com certeza alguma delas deve ser perfeita para a sua necessidade.

O ideal seria encontrar um modelo que não incomoda e que passe a sensação, dentro do possível, de não estar usando nada. Então, não há nada de errado em adquirir modelos diferentes e testar um por um até encontrar a máscara perfeita.

Use em casa até se sentir confortável para sair

Não é nada fácil sentir uma crise de ansiedade ou claustrofobia em meio a uma pandemia, já que tirar a máscara em locais públicos pode ser perigoso por facilitar a contaminação pela COVID-19. Então, como em muitas coisas da vida, o ideal é "praticar".

Quando você já tiver escolhido a máscara perfeita, use-a de tempos em tempos dentro de casa mesmo, fazendo tarefas do dia a dia. É claro que não é confortável, mas quanto mais você usar o acessório mais vai se acostumar a tê-lo em seu rosto. Comece por alguns minutos para ir aumentando o tempo de uso aos poucos, até se sentir bem com ela durante um longo período, ou ao menos pelo tempo necessário das atividades que vai cumprir fora de casa.

Exercite a mente e busque ajuda se precisar

Controlar os pensamentos é algo difícil, mas em muitos casos aprender a respirar direito é essencial para os momentos de nervosismo e estresse. Com o uso de máscaras, se torna mais difícil respirar, uma vez que elas cobrem as suas vias aéreas, facilitando o surgimento de crises.

Então, quando estiver usando a máscara, respirar profundamente pelo nariz e soltar pela boca, como um exercício, é essencial para evitar qualquer sintoma. Além disso, é preciso exercitar também a mente, repetindo e entendendo que não usar a máscara pode ser pior e muito mais perigoso.

Vivemos um momento incerto e complicado para todos, então também é crucial colocar em mente que, infelizmente, esse é o máximo que podemos fazer, junto ao isolamento social, para evitar a contaminação pela doença. O risco não é só de ser infectado, como de também infectar as pessoas que estão em sua casa ou ambiente de trabalho. Então, basicamente não há muito para onde correr.

Se mesmo assim você continua passando por esses sintomas, a melhor opção é buscar um tratamento natural adequado para diminuir os efeitos enquanto estiver usando máscara e se protegendo contra o coronavírus.

- Ataque de pânico: 

Sete dicas de especialistas para controlar as crises

Ansiedade: comportamentos naturais estão sendo diagnosticados como transtornos mentais, diz pesquisador americano.

Durante um ataque de pânico, procure um lugar escuro e tranquilo onde você possa praticar exercícios de respiração e relaxamento.  

A ansiedade afeta milhões de pessoas em todo o mundo, sendo uma condição que apresenta uma gama de sintomas, inclusive ataques de pânico, que costuma aparecer também em pessoas com outros transtornos como depressão. Esta manifestação pode ocorrer a qualquer momento do dia ou da noite, provocando medo, preocupação intensa e repetitiva, sudorese, respiração rápida, náusea e batimentos cardíacos acelerados. Quando o ataque acontece, a pessoa – e quem está com ela – normalmente não sabem o que fazer. Por isso, o The Guardian, preparou uma lista elaborada por especialistas com métodos que podem ajudar indivíduos a controlar um ataque de pânico. 

1. Entenda o seu corpo

Quando se trata de ataques de pânico, conhecimento é poder. Embora isso não os impeça de ocorrer, saber o que está acontecendo com o seu corpo pode evitar o aumento do pânico. 

Além disso, para quem já passou por um ataque de pânico antes, a recomendação é manter em mente que, por mais perturbador e desagradável que possa ser, esse momento passa e não apresenta consequências físicas. É preciso também reconhecer que o ataque é um breve período de ansiedade concentrada e vai terminar, mesmo que, a princípio, não pareça assim.

2. Respire de forma natural

A respiração é fundamental para controlar um ataque de pânico, especialmente no caso de quem tende a sofrê-lo em público. Durante um ataque, é comum as pessoas respirarem mais rápido, por isso, exercícios de respiração simples são recomendados, pois ajudam as pessoas a permanecerem conscientes da necessidade de encher os pulmões; isso também colabora para diminuir a frequência cardíaca. 
Dica frente a dificuldade em respirar: o faça de forma constante, contando lentamente até quatro enquanto inspira e mais quatro ao expirar, trazendo o ar do abdome, enchendo os pulmões de forma lenta e constante.

3. Relaxe os músculos

Assim como respirar, relaxar é imprescindível. À princípio, pode parecer um esforço hercúleo, mas o relaxamento muscular é um método prático que ensina a se conectar a fontes de tensão física assim o indivíduo se mantém ciente de que precisa se concentrar em relaxar.

O relaxamento pode ser feito da seguinte forma: aperte um dos punhos o mais forte que puder, observando como os dedos e antebraço ficam tensos. Continue nessa posição e conte até dez antes de soltar e permitir que a mão relaxe completamente, soltando qualquer tensão. Repita o gesto quantas vezes forem necessário até conseguir relaxar. Esta abordagem ajuda a aumentar e liberar a tensão em todo o corpo já que ao contrair e relaxar os vários grupos musculares é possível aliviar o estresse físico e acalmar a mente.

4. Limite estímulos

Quando sentir um ataque vindo, é importante limitar a quantidade de estímulos recebidos no momento: tente encontrar um espaço silencioso (e se possível escuro) onde seja possível praticar as técnicas de respiração e relaxamento. Se acontecer dentro de um escritório, onde nem sempre há um espaço tranquilo, tente sair da sala ou vá até o banheiro.

Caso esteja na rua, busque se concentrar em um único pensamento ou em um objeto no qual você possa focar a mente. Se escolher um objeto, pense sobre como se sente em relação a ele, quem o fez e analise sua forma. Isso pode ajudar a reduzir os sintomas de um ataque de pânico. Para quem já passou por isso antes, ou costuma ter ataques com frequência, é recomendado sempre ter na bolsa algo que possa ser usado com esse propósito.

5. Tenha um caderno

De acordo com um estudo publicado no SAGE Journals, tratar pensamentos intrusivos como objetos materiais que podem ser jogados fora é um bom mecanismo de enfrentamento. Por isso, quando sentir a chegada de um ataque, anote os pensamentos que estão te preocupando e depois rasgue a página e jogue fora. 

6. Zero cafeína

Os ataques podem ser desencadeados por espaços fechados, multidões ou problemas com dinheiro. A cafeína, que age como estimulante, também pode servir de gatilho para a ansiedade. A orientação para os indivíduos cujos gatilhos estão associados a multidões e espaços apertados é cortar o café e outras bebidas que contenham cafeína, principalmente se a sua rotina envolve o contato com diversas pessoas ao mesmo tempo.

Eliminar a substância da alimentação – pelo menos antes de enfrentar situações tensas – pode estimular o hábito de ingerir bebidas mais saudáveis que ajudam a evitar a desidratação, outro possível gatilho para o ataque de pânico.

7. Aplicativos de áudio

Estudos mostraram que indivíduos que costumam utilizar transporte  – público ou privado – para se deslocar diariamente para o trabalho ou faculdade, por exemplo, apresentam aumento nos níveis de ansiedade; no caso de quem sofre ataques de pânico esse costuma ser um gatilho.

Para combater os estressores externos, os especialistas sugerem o uso de aplicativos de áudio, seja para escutar as suas músicas favoritas, ouvir um áudio book ou áudios de meditação. Isso vai pode manter a mente focada e deixar de lado o ambiente em que se está.

- Como ajudar alguém que está tendo um ataque de pânico:

Fique calmo: seu nervosismo pode deixar a pessoa ainda mais agitada;

Certifique-se de que a pessoa tenha espaço suficiente ao seu redor;

Sugira uma caminhada até um local mais tranquilo nas proximidades;

Lembre a pessoa que os ataques de pânico sempre terminam;

Ajude-os a controlar a respiração; pratique com ela exercícios respiratórios;

Evite fazer muitas perguntas e não valide declarações negativas;

Nunca diga a alguém para se acalmar ou dizer que não há nada para se preocupar.

Fique por perto: mesmo que a pessoa insista que precisa ficar sozinha, certifique-se de que ela permaneça no seu campo de visão.

Seguir alguns destes passos vai te ajudar a ter um pouco de controle sobre esse momento tão aterrorizante.

Meditação: pensamentos controlados, respiração correta e saúde de sobra


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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Rábano - Benefícios e propriedades desta planta (Asma)


Rábano, também conhecido como rabanete, é uma planta cuja raiz é um alimento bastante nutritivo que comumente é consumido em saladas, normalmente cru. Pode, entretanto, ser consumido de outras formas. 

Com coloração avermelhada, o rabanete possui algumas propriedades que podem ser aproveitadas para o benefício da saúde do corpo humano.

Benefícios e propriedades

O rabanete é rico em vitamina C, e devido à isso, possui ação antioxidante, sendo excelente para o crescimento e desenvolvimento dos dentes, dos ossos e aumento dos glóbulos vermelhos.

Além disso, o rábano possui poucas calorias devido ao alto teor de água, contendo cerca de 16 calorias a cada 100 gramas, sendo muito bom para quem está fazendo dietas. Somado à isso, citamos também a grande quantidade de fibras do alimento, que ajuda a dar sensação de saciedade, além de regular o transito intestinal e o processo de digestão. É rico em potássio, iodo e tem propriedades diuréticas, ajudando a eliminar pedras e grãos dos rins e vesícula.

A planta medicinal possui propriedades antimicrobiana e anti-inflamatória, podendo ser usada ainda como um excelente medicamento natural no combate às doenças das vias respiratórias e infecção urinária.

Ajuda ainda no tratamento de infecções respiratórias, vermes, resfriados e gripes, febre, retenção de líquidos, rouquidão, asma brônquica, gota, dores musculares, artrite e reumatismo.

Rábano e Formas de consumo

Além de ser consumido em sua forma natural em saladas, o rábano pode ser usado para o preparo de chás, xaropes, entre outros. Confira.

Chá das folhas de rábano

Ingredientes:

– 1 xícara de água
– 1 colher (de chá) de folhas secas

Modo de preparo:
Leve a água ao fogo e quando começar a ferver, adicione as folhas secas. Tampe, deixando repousar por 5 minutos e então desligue. Consuma entre 2 e 3 xícaras ao dia.

Chá da raiz de rábano

Ingredientes:

– 1 colher (de chá) da raiz ralada
– 1 xícara de água

Modo de preparo:
Coloque os dois ingredientes em um recipiente e leve ao fogo. Quando começar a ferver, marque 10 minutos. Em seguida desligue e deixe repousar tampado. Coe e consuma 3 xícaras por dia.

Xarope da raiz para asma

Ingredientes:

– 1 colher (de chá) da raiz ralada
– 1 colher (de chá) de mel

Modo de preparo:

Misture os dois ingredientes e deixe em recipiente tampado por 12 horas. Depois disso, passe em uma peneira fina e tome 1 colher (de sopa), 2 ou 3 vezes ao dia.

- Asma e precauções:

É importante que a pessoa com asma não ingira os alimentos ricos em açúcares simples, laticínios e derivados, bem como as gorduras saturadas, além de produtos industrializados, principalmente durante uma crise. Estes alimentos são pró-inflamatórios, de modo que favorecem a inflamação do organismo e diminuem as defesas, dificultando o controle da asma.

Além disso, o consumo em excesso de alimentos ricos em açúcar pode dificultar a respiração, já que durante o seu metabolismo é utilizada maior quantidade de oxigênio para ser digerido e é liberada maior quantidade de dióxido de carbono, causando fadiga nos músculos respiratórios.

Por esse motivo, não se deve consumir refrigerantes, açúcar branco, biscoitos, chocolates, bolos, doces, lanches, refeições pré-cozidas e fast-food.

- Deixe que teu alimento seja teu remédio e que seu remédio seja o teu alimento.

sábado, 4 de julho de 2020

CERTO MESMO, VOCÊ SÓ ESTARÁ UM DIA NA SUA VIDA

Último dia da sua vida:

Você já parou para pensar que cada dia da nossa vida, de uma maneira geral, é o nosso último?
Mesmo que estejamos saudáveis e vivamos 100 anos nesses corpos, cada dia é um dia a menos. Nossos corpos, células e órgãos estão todos os dias envelhecendo um pouco mais. 

Você já parou para pensar que cada dia nunca se repetirá da mesma forma? Hoje, por exemplo, é dia 26 de junho de 2020, e nunca mais haverá outro igual. Talvez existirão outras quintas-feiras de junho, só que nunca mais as mesmas.

Muitas vezes a vida só ganha mais sentido quando a enxergamos com o filtro da finitude: porque aí cada pequeno gesto vale muito, já que de fato, pode – e é, em muitos casos – o último. ⠀E se hoje, por exemplo, é o nosso último dia, como você o viveu? Foi feliz? Viveu o seu propósito, retribuiu a gentileza de alguém, agradeceu por algo? ⠀

E se foi seu último dia, você tirou o pé do acelerador ou foi apenas mais um dia ocupado demais com a vida para viver? Você esteve realmente presente durante alguma refeição, durante o abraço com alguém, ou apenas em uma simples respiração? Estejamos atentos, turma. ⠀

O algo a mais que persistimos na busca já está aqui, dentro de nós. Muitas vezes ficamos distraídos com o externo, mas a principal jornada é sempre a interna. E é hoje, é aqui: nada está para acontecer, tudo já está acontecendo. O tempo está passando e a única coisa que existe é o agora. E cada dia pode ser extraordinário quando despertamos para isso. Essa conversa fez sentido para você?

Um dia você estará certo, se você viver cada dia da sua vida como e fosse o último.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

A VIDA TE DEU UM LIMÃO, FAÇA BOM PROVEITO DELE


Um rapaz que morava em uma pequena casa com quintal estava com muitas dificuldades financeiras e se sentia muito mal por não conseguir resolver alguns problemas que dependiam do dinheiro.

Ele andava meio triste e cabisbaixo e pouco falava. Mas, perto de sua casa tinha uma venda e ele passava sempre lá para dar bom dia e se queixar da vida ao Sr. Joaquim, que era um velho amigo de seu pai e sempre lhe dava bons conselhos.

Certa manhã, ao chegar na venda, percebeu que Sr. Joaquim estava muito quieto, mas tinha aquele grande e largo sorriso acolhedor em seu rosto. Como sempre, o rapaz reclamou da vida e perguntou ao dono da venda o que poderia fazer para ajudá-lo. Sr. Joaquim apenas sorriu e lhe deu um limão.

O jovem rapaz logo questionou: -“O que devo fazer com isso?” E Sr. Joaquim lhe disse: -“ Tenho certeza que neste limão você encontrará a resposta que precisa.” O rapaz ficou sem entender, mas se pôs a pensar como um limão poderia lhe dar respostas e começou a refletir sobre as possíveis utilidades para a fruta.

-“Posso usar o limão para cozinhar, mas não sei me ajudaria muito, embora a comida ficasse mais saborosa; posso usar como aromatizador, para a casa ficar cheirosa; também posso usar para limpeza, afinal o limão ajuda a limpar muitos utensílios e o chão. Mas, como isso pode fazer alguma diferença na minha vida?”

O jovem passou a se lembrar de alguns fatos relacionados a limão que tomou conhecimento, como o caso do irmão da vizinha que certa vez passou limão na pele e foi brincar no sol, tendo várias queimaduras. Também lembrou de seu primo, que certa vez pegou conjuntivite e inventaram de pingar limão em seus olhos e só o que ele conseguiu foi dor e uma forte sensação de ardência.

Lembrou, ainda, de sua tia que fazia velas aromáticas e sabonetes perfumados e usava limão como fragrância. Os clientes gostavam muito. Ah! E tinham as brincadeiras de infância: colocar o limão dentro de uma meia velha, dar um nó e fazer de bola para jogar futebol, atirar nas latas e ganhar um prêmio nas festas juninas, até mesmo futebol americano as crianças da rua jogavam com o limão enrolado em uma meia. Foi uma infância humilde, mas feliz.

O rapaz se recordou, então, de uma coisa que seu pai sempre lhe dizia: “ - Se a vida te der um limão, faça uma limonada.” Como ele realmente tinha um limão em suas mãos, foi para a cozinha, pegou uma faca e cortou o limão no meio. Ficou parado olhando para o limão e se lembrando da deliciosa limonada que sua mãe fazia. Foi quando olhou pela janela e viu o sol refletindo no chão do seu quintal.

Ele foi até o quintal da casa com as duas partes do limão nas mãos e pensou: -“ E se eu plantar o limão? Posso usar as sementes para plantar um limoeiro, afinal de contas, a limonada vai matar minha sede agora, mas logo vai acabar, mas, um limoeiro, vai me dar muito mais limões. E, assim, desistiu da limonada e plantou as sementes do limão.

Algum tempo depois tinha no quintal de sua casa um belo pomar de limões e começou a vender para as pessoas que logo souberam da novidade. Rapidamente a notícia se espalhou pela comunidade e até mesmo restaurantes se tornaram clientes deste pomar.

Alguns anos depois, Sr. Joaquim ao encontrar com o jovem rapaz lhe disse: -“Você fez bom uso daquele limão, construiu um futuro que vai dar muitas limonadas para muitas pessoas.”

E o rapaz teve a certeza de que na vida é preciso ter paciência para plantar sementes, cuidar dos brotos e ver árvores darem frutos. As soluções momentâneas, em busca de prazer imediato, podem ser passageiras, contudo, investir na colheita diária e permanente, pode levar mais tempo, no entanto, é altamente recompensador.
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