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segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Problemas - como transformá-los em desafios


Problemas devem ser encarados como desafios de superação na nossa vida.

Quando falamos dos desafios e dos problemas do dia a dia, logo imaginamos uma grande pedra em nosso caminho. Nessas circunstâncias, é difícil vê-los como uma oportunidade de aprendizado. É fato que, num primeiro instante, podemos ter a impressão de que tais fatos foram a pior coisa que poderia ter nos acontecido. 

Sabemos que nenhuma dificuldade é eterna. De alguma forma, sempre haverá alguém que já tenha enfrentado situações semelhantes e que, após as terem assumido e se preparado para as soluções alternativas, foi-lhe possível fazer dessa experiência uma lição de vida.

Muitos momentos, quando olhamos para trás, pareciam não ter solução. Mas, hoje, essas histórias fazem parte de nosso currículo de “causas superadas”. Uma vez entendido como equacionar esses problemas, eles vão passar e, como muitos outros, vão nos tornar mais fortes e maduros.

Transformando-os-problemas-em-desafios-para-seguir-em-frente.

Na vida cotidiana, é natural que, diante das surpresas indesejáveis, nossa primeira reação seja a de desviar do caminho ou recuar; assim como lamuriar sobre o ocorrido, entre outras atitudes. Nesses momentos, é mais fácil pensar em abandonar o compromisso ou simplesmente deixar a situação como está, mas a lição proposta pela vida é a de sempre conquistarmos alguns passos à frente na caminhada que estamos trilhando rumo à maturidade.

Como fazer com que um infortúnio se torne uma história de superação?

Um alpinista, ao deparar-se com um grande paredão, certamente vê ali uma nova oportunidade de conquista. Se ele não aceitar a responsabilidade de vencer aquele desafio, naquele instante, ele próprio já se colocará como um derrotado diante de seu oponente, o rochedo. Então, o montanhista se enche de forças para transformar aquilo que era um problema em um desafio para a sua escalada. No futuro, ao ver outros enfrentando aquele penhasco, ele terá condições de ajudá-los, mostrando-lhes o melhor caminho para alcançar o topo.

Da mesma maneira que os exercícios robustecem nossos músculos, as adversidades nos impulsionam a amadurecer no modo como devemos ver as situações que nos cercam.

Antes de nos anteciparmos, confrontando-nos com os problemas, precisamos assumir a responsabilidade da situação na qual estamos envolvidos. Para alguns casais, o namoro traz um “problema”, quando a namorada engravida; outros, veem-se perdidos e desamparados ao receber uma carta de demissão. Se formos listar todas as demais situações, certamente, numa delas estaria também aquela em que o internauta se enquadraria. Entretanto, para todas essas situações, o primeiro passo a ser considerado é o de entender as consequências trazidas pelo problema para nossa vida.

Sem culpar pessoas ou acontecimentos, passemos então a considerar as consequências do impasse que estamos enfrentando. A gravidez prematura, por exemplo, vai exigir do casal a reestruturação ou a adequação dos projetos futuros; já no caso de um desemprego, entre muitas novas adaptações, está a readequação de um estilo de vida mais humilde.

Busquemos soluções.

Sem parar na dificuldade, busquemos as possíveis soluções ao nosso alcance, pois, assim como o rochedo desafia um alpinista, os nossos problemas permanecerão imóveis, até que nos coloquemos em ação para os superar. Da mesma maneira que o praticante de alpinismo estuda as possibilidades e consequências de sua escalada, assim devemos fazer com as dificuldades que surgem em nossa vida.

Num primeiro instante, realmente muitos desses desafios podem parecer difíceis de ser encarados. Mas, mesmo que essas adaptações não sejam aquelas que gostaríamos de viver, somente pelo fato de podermos vislumbrar uma nova possibilidade de solução e aceitar aquilo que nos parecia o pior, já nos trará um grande conforto.

A cada etapa surgirão situações que exigirão a nossa decisão e por mais delicadas que estas possam ser, nunca poderemos transferi-las a outras pessoas ou simplesmente abandoná-las para que se resolvam por si.

Antes mesmo de desanimar, acreditemos que não há problema sem solução. Então, cabe a cada um de nós encarar as nossas dificuldades e, com certeza, nós nos surpreenderemos com as respostas que, a cada dia, somadas aos nossos próprios esforços, surgirão para a solução deles.

Assuma corajosamente os seus desafios, persista e lembre-se de que tudo concorre para o bem daqueles que muito lutam e persistem. Tudo isso será para cada um de nós um momento de aprendizado na escola da vida.

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

TEMPO É DINHEIRO - O PREÇO DO AMANHÃ


Em um futuro próximo, o envelhecimento passou a ser controlado para evitar a superpopulação, tornando o tempo a principal moeda de troca para sobreviver e também obter luxos. Assim, os ricos vivem mais que os pobres, que precisam negociar sua existência, normalmente limitada aos 25 anos de vida. 

Daí em diante, algo pode ser feito para driblar essa programação, mas para isso acontecer é preciso ganhar tempo - literalmente - e a tarefa não é das mais fáceis, uma vez que a sociedade é bem dividida entre os pobres, que trabalham, e os ricos, dominantes.

Quando Will Salas (Justin Timberlake) recebe uma misteriosa doação, passa a ser perseguido pelos guardiões do tempo por um crime que não cometeu, mas ele sequestra Sylvia (Amanda Seyfried), filha de um magnata, e do novo relacionamento entre vítima e algoz surge uma poderosa arma com o sistema e organização que comanda o futuro das pessoas.

Se você nunca deu muita bola para expressões como "perda de tempo" ou "tempo é dinheiro", prepare-se para encarar uma história onde elas fazem muito sentido.

Dentro deste contexto, que flerta com a tão sonhada busca pela imortalidade, Will (Justin Timberlake) é um trabalhador que segue a máxima de viver um dia após o outro. Só que ele recebe uma "doação" inesperada e se torna alvo de uma organização que controla o tempo. Revoltado com uma perda afetiva recente, ele se rebela contra o sistema, passa a questionar a divisão de classes e sequestra a filha rebelde (Amanda Seyfried) de um poderoso magnata.

Meio que vitimada pela Síndrome de Estocolmo, a jovem passa a se identificar com a causa dele, lembrando que "os pobres morrem e os ricos não vivem". Cheio de detalhes, como uma região chamada de Greenwich, numa possível alusão ao meridiano que divide o planeta, e ainda uma curiosa inversão de papéis tendo bandidos chamados de Minutemen (heróis da revolução americana), fica nítido que muitos pontos poderiam ter sido melhor trabalhados.

A produção funciona como entretenimento, ofertando perseguições (a pé e motorizada), tiros, lutas, entre outras coisas do arsenal do gênero. Os efeitos especiais são modestos e os carros ligeiramente modificados com o ronco de motores lembrando um zumbido. Falando em veículos, Will visita uma loja e encontra dois clássicos: um Citroên DS (conhecido como Boca de Sapo) e um Jaguar E-Type.

No elenco de rostos conhecidos com pequenas participações, como Alex Pettyfer e Johnny Galecki (da série Big Bang Theory), destacam-se Olivia Wilde protagonista de uma bonita cena de emoção e suspense logo no início e Cillian Murphy, que faz um dos vilões.

Tendo como pano de fundo influências dos clássicos Fuga no Século 23, dos famosos bandidos Bonnie & Clyde e até Robin Hood, O Preço do Amanhã é boa diversão. Daquelas pagas com dinheiro e tempo (dentro da sala), mas sem arrependimento porque encontrou distração.

terça-feira, 18 de agosto de 2020

EMOÇÕES - CONTROLE OS PENSAMENTOS NEGATIVOS

Sempre que perceber alguma forma de negatividade crescendo dentro de você , não negue, não brigue. CRESÇA.

Não olhe para suas emoções " negativas" como um problema, mas como um GUIA. 

Portanto, sempre que sentir uma emoção querendo tomar conta de você , causada ou não por um fator externo, um pensamento ou mesmo nada em particular, pare e olhe para ela, o que ela quer lhe avisar, porque ela se faz necessária neste momento?

Você está se sentindo atacado para reagir com tanta raiva ou irritação? 
Você teme perder alguma coisa para reagir com tanta preocupação?

Você não tem motivo suficientemente forte para sentir esta desmotivação?

As emoções são avisos do que estamos projetando com nossos pensamentos para todo o nosso sistema. Compreender o que elas querem nos avisar é fazer uma viagem para dentro para depois obter o entendimento e o controle.

Quando você tem consciência do que cada emoção quer lhe dizer e a percebe como uma presença que observa, ela não toma mais conta de você e abre uma grande janela para a sua própria compreensão.

Uma pessoa que sente ciúmes por exemplo, se ao invés de deixar a emoção tomar conta e produzir reações impulsivas com o outro, parar e tentar entender os avisos que a emoção ciúmes, está dizendo, não em relação ao outro, mas em relação a si mesmo, que ela está demonstrando a sua própria insegurança, a sua própria fragilidade, a sua própria imaginação com relação ao pior acontecendo.... Quando ela toma consciência disso no momento que a emoção está aflorando...a emoção cede e se transforma quando colocamos a nossa presença sobre ela.

Se você aprender a usar as suas emoções " negativas" para entender o que elas querem lhe comunicar, você não as transforma em sofrimento e sim em guias para se conhecer melhor.

Você para de usar o sofrimento para criar uma identidade e usa-o em vez disso, para conhecer-se melhor. É você na direção da sua vida e não suas emoções descontroladas.

O maior poder que você pode obter é o poder sobre si mesmo. O dia que você obtém isto, você domina tudo que vier de fora.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

ARCA DO NÃO É ...

Romantização da pandemia:  

Será que estamos no mesmo barco? 

- Não! Não estamos no mesmo barco!

“Cada um sabe de sua vida e de sua situação. Então, não julgue! Acho irritante essa frase “nós estamos no mesmo barco” . Não, não estamos! Estamos na mesma tempestade, mas não no mesmo barco. O seu barco pode afundar...e o meu não, e vice versa. Pra alguns a quarentena tá sendo ótima! Momento de reconexão...trabalho fluindo, etc...Para alguns tá sendo uma crise! Para outros uma paz... tempo de descanso, Férias. Para outros tempo de tortura: “como vou pagar minhas contas?" Alguns estão preocupados se vai ter pão pra comer até o final da semana, se o arroz e o feijão serão suficientes.

Alguns estão no home office na fazenda...outros estão catando lixo pra sobreviver.

Alguns querem voltar a trabalhar, porque não tem mais dinheiro. Alguns querem matar quem quer voltar trabalhar porque ele só está pensando em dinheiro, afinal ele já tem uma reserva não precisava se preocupar com isso. 

Uns estão com Fé em Deus que veremos muitos milagres ainda em 2020.

Outros dizendo que o pior nem chegou.

Então...Não amigo, nós não estamos no mesmo barco. Estamos passando pelo mesmo momento, mas com percepções, experiências e necessidades COMPLETAMENTE diferentes. E sairemos cada um de um jeito desta tempestade.

Por isso neste momento é muito importante enxergar além do que se vê. Enxergar além de partido político, além de religião, além do próprio umbigo... não menospreze a dor do outro porque você não a sente, não julgue a vida boa do outro porque você não sabe o que ele passou pra chegar lá... simplesmente não julguem. Julguemos menos. Tanto o que não tem, quanto o que tem de sobra. Tanto o que quer voltar trabalhar, quanto o que quer ficar em casa.

Afinal...estamos em barcos diferentes! 

Então, fale só por você...”

sexta-feira, 3 de abril de 2020

COVID-19 é um problema, ótimo, pois todo problema tem solução


“Você não entende, eu tenho muito problemas” “Você não pode imaginar os problemas que eu tenho na vida...” “É fácil para você dizer essas coisas bonitas sobre a vida e o sucesso, porque não tem os problemas que eu tenho!”

Muitos se lamentam assim, e vêem tudo fechado à sua frente, por causa dos problemas que são obrigados a enfrentar. De fato, a vida é um problema atrás do outro.

A diferença é como você encara o problema e como aprende com ele. No momento em que passar a aprender com o problema, a vida vai ficar muito melhor. Por isso eu costumo dizer para essas pessoas que gostam de se lamentar: - Olha, gente, acreditem, os problemas são nossos melhores amigos.

Porém, elevando nosso pensamento, para além da quarentena, acreditamos ver que a vida está nos chamando para uma completa revolução interna. Você pode atender? Estamos vivendo uma crise que impacta toda a nossa vida diária. A situação está nos obrigando a nos reorganizar na matéria. Nós estamos tendo que desmarcar compromissos para ficar em quarentena. Às vezes até lutar para conseguir estar em casa. 

Estamos alterando a nossa agenda e a forma como estávamos vivendo até então. Cancelando planos e experimentando o descontrole, o desconhecido. Essa situação provoca emoções diversas que merecem ser acolhidas, ao mesmo tempo que nos convoca para alguns cuidados e obrigações que merecem uma reflexão. Vamos olhar além?

O impacto coletivo da pandemia

De forma prática, a pandemia influencia a vida de todo mundo que vive em sociedade. Não importa se você acredita ou não no vírus, se o enxerga como parte da transição planetária ou não, se o encara como um sintoma da nossa ação com os outros animais e com a Terra ou não, se o encara de forma estritamente científica ou não. Você pode escolher a postura mais prática possível, mas na hora de se relacionar com o mundo, você também será  impactado.

Todo mundo está sendo obrigado a lidar com o desconhecido, com um novo cenário: que muda diariamente. No mínimo, porque a pausa nas atividades e nos encontros chega para todos. Essa interrupção está alterando a nossa vida, em menor ou maior escala, HOJE. Mas num futuro próximo: em grande escala! 

Novos desafios?

Pessoas com preocupações que antes nunca tiveram que ter, pois estavam protegidas por seus universos, contextos, privilégios... Vemos pessoas sofrendo por não ter com quem deixar os filhos e não saber o que fazer com eles. Pessoas sofrendo por não poder comer fora de casa. Sofrendo por ter que pensar em cozinhar. Aprender a cozinhar. Vemos pessoas com medo de faltar comida. Pessoas sem a garantia do trabalho para ocupar suas mentes. Sem lugares para se entreter. Sem estradas e transportes livres para se conectar. Sem saber o que fazer com o tempo que não é mais gasto para se locomover. Vemos pessoas com tempo demais. Com preocupações demais, em vez de paz.

De fato, ser obrigado a estar em quarentena nos traz muitos desafios e aprendizados. O desafio prático realmente está em ESTAR NA REALIDADE, arregaçar as mangas, buscar cumplicidades, amparos, escambos, remanejar a agenda e aprender a lidar com as novas demandas.

Mas, no mais profundo, o principal desafio está em ter que lidar com você mesmo. Estamos tendo tempo para olhar para o que sentimos, fazemos e buscamos. E tomar consciência disso pode ser muito perturbador. Principalmente se percebemos que não estamos investindo em viver a nossa verdade.

Qual é a nossa real necessidade?

Quando deixamos de dedicar o nosso tempo e a nossa energia para o mundo externo, para o que consumimos, para o trabalho sem propósito, para as relações insustentáveis e tóxicas que não rompemos, nos deparamos com um mundo interno pulsante, que precisa ser iluminado. 

Essa necessidade interna é comprometida com nosso Ser superior. Nada no mundo externo é mais essencial do que essa conexão com a nossa verdade. Isso é o que realmente importa.

Sendo assim, em tempos como esse é muito comum sentirmos uma necessidade de questionar o que estamos fazendo com o nosso tempo, com o nosso dinheiro, com nossas relações, nosso trabalho, e até acabarmos entrando naquela famosa crise existencial. Esse processo faz parte do trabalho do nosso EU superior querendo nos realinhar em nossa jornada. Tudo bem se desesperar e sentir que você não sabe de nada. 

Muito provável que você não saiba mesmo. Aproveite esse momento de dúvidas e descontrole para fazer perguntas. Questione suas certezas. Tudo é plausível de mudanças.

Uma nova consciência

Essa revisão das nossas vidas faz parte da interrupção que estamos sofrendo. É um momento de checar se estamos satisfeitos com quem temos sido até então. Para vermos quais, com quais estruturas e comportamentos precisamos romper para abrir caminho para uma nova consciência. É uma pausa propícia para descobrir no que podemos melhorar. Será que precisamos consumir tudo o que consumimos? Será que estamos vivendo e trabalhando com o que faz sentido para nós? 

Estamos construindo relações saudáveis? Estamos cuidando do nosso corpo? Estamos sabendo escutar e nos expressar? Estamos sabendo nos amar e respeitar o mundo que compartilhamos? Se não, o que pode ser reduzido ou transformado na nossa vida?

Essas perguntas podem surgir em muitos momentos da nossa vida. Elas costumam mobilizar tantos processos internos, que é comum sentirmos que não estamos com tempo para lidar com elas. Nós facilmente as arquivamos em gavetas que só serão abertas no dia que tivermos tempo e condições para as encararmos com calma. E assim guardamos esses processos para o dia que formos para um retiro de autoconhecimento no meio do mato.

Quem sabe para o dia que conseguirmos ir para Inkiri Piracanga. Ou quem sabe nunca?

Acredite, amigo, o sucesso não ocorre por acaso - Lair Ribeiro