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quinta-feira, 28 de outubro de 2021

DEUS - INÍCIO E FIM DO MAIOR DE TODOS OS MITOS


“Uma das coisas mais importantes que terá que entender do homem é que o homem está dormindo. Mesmo que acredite que está acordado, não está. Seu estado de vigília é muito frágil; seu estado de vigília é tão insignificante que carece por completo de importância. Sua vigília é só uma bonita palavra, mas totalmente vazia.

A gente dorme de noite, dorme de dia ... do nascimento até a morte, a gente vai trocando as pautas de sonho; mas raramente se chega a despertar de verdade. Só porque tenha aberto os olhos, não engane a ti mesmo pensando que está acordado. Por isso todos os budas insistiram em uma única coisa: Acorde!

        Mas, o que é Deus (exatamente)?  

         Quando nos deparamos com a palavra Deus, escrita ou pensada, uma nuvem escura de alienação nos encobre. O que existe por trás da palavra Deus? Ficção ou realidade?

          Na pré-história, quando o homem vivia em cavernas, deus talvez fosse uma necessidade. O homem precisava de um protetor, para servir de consolação.

          Nos dias atuais, o homem já ultrapassou seu estado primitivo de consciência, ele tornou-se mais inteligente e hoje ele pode perceber o mito de Deus. Ele conviveu todo esse tempo com a mentira como se fosse verdade. Mas agora que ele é mais inteligente, ele pode ver a falsidade de toda a mentira religiosa e um grande problema surge para o homem.

          Sem Deus, desaparece o consolo psicológico de um protetor bondoso, amoroso.

          Sem Deus, uma tremenda responsabilidade recai sobre nós; passamos a ser responsáveis por nós mesmos, pelo planeta Terra e pela vida que pulsa nele.

          Um enorme vazio abre-se diante de nós. Sentimo-nos estrangeiros com relação a existência. Muitas questões fervilham em nossa mente: Quem somos? E a vida? E todo esse universo? Como tudo isso veio a existir?

          Vale lembrar que a palavra Deus é apenas um título dado a algo. As religiões e suas escrituras declaram que existe um Deus que é o criador de tudo que existe, afirmam que ele nos criou a sua própria imagem e semelhança.

          Agora com os ensinamentos de Osho e com a meditação descobrimos exatamente o oposto: Deus foi criado pelo homem à sua própria imagem e semelhança.

          As escrituras religiosas apresentam um Deus como uma super-pessoa – imortal, onisciente, onipotente, onipresente porém dotado com as qualidades humanas do ciúme, vingança, ódio, amor, bondade...

          Esse Deus, assim considerado, não é levado a sério aqui na comuna de Osho. Esse deus é motivo de boas piadas contadas pelo próprio Osho em seus discursos diários.

          Respondendo a perguntas dos seus sannyasins, Osho nos mostra uma abordagem de Deus bem diferente daquela das religiões:

Friedrich Nietzsche declarou: “Deus está morto, portanto o homem está livre”. A própria idéia da morte dele gera intensa ansiedade, medo, pavor e angústia. Deus está realmente morto?

          "Da maneira como vejo as coisas, Deus nunca existiu, então como ele pode estar morto? Em primeiro lugar, ele nunca nasceu. Ele foi uma invenção dos sacerdotes, e foi inventado exatamente por essas razões: 
Devido a que o homem estava sob ansiedade, com medo, angustiado. Quando não havia nenhuma luz, nem fogo - apenas pense naqueles dias da humanidade na antiguidade – noites escuras, nenhuma luz, frio intenso, nenhuma roupa, animais selvagens por toda parte procurando comida e as pessoas escondidas em cavernas, trepadas nas árvores para evitar os animais.

          As religiões, e particularmente os sacerdotes por todo o mundo, seja qual for sua denominação, têm explorado o medo do homem, deram ao homem Deus, uma ficção, uma mentira – o qual, pelo menos temporariamente, encobre a ferida. “Não tenham medo, Deus está cuidando de vocês. Não se apavorem nem fiquem ansiosos, Deus existe, e tudo está bem. Tudo que vocês precisam fazer é acreditar em Deus e acreditar nos representantes de Deus, os sacerdotes, e acreditar nas escrituras que Deus enviou ao mundo. Tudo que vocês precisam fazer é acreditar”. E essa crença tem encoberto sua ansiedade, seu medo, pavor e angústia.

          Consequentemente quando você ouve que Deus está morto, a própria ideia da morte dele gera intensa ansiedade. Isso significa que sua ferida ficou descoberta. Mas uma ferida encoberta não é uma ferida curada; na verdade para que o processo de cura aconteça esta ferida precisa estar aberta. Só assim, sob os raios do sol, a céu aberto, ela começará a ser curada. Uma ferida nunca deve ser encoberta, porque cobrindo-a você começa a esquecer.

          Todo ferimento precisa ser curado, não encoberto. Encobrir não é o caminho. Deus era a cobertura, é por isso que o próprio conceito de que Deus está morto gera medo. O que quer que venha a sua mente, ansiedade intensa, medo, pavor, angústia – estas eram as coisas que os sacerdotes estavam encobrindo com a palavra ‘Deus’.

          Mas com esse encobrimento, eles barraram a evolução do homem em direção ao estado búdico, eles interromperam o processo de cura do homem, eles travaram a busca do homem pela verdade. Uma mentira foi passada a vocês como verdade; naturalmente vocês não precisam mais buscar a verdade, vocês já a possuem.

          È absolutamente necessário que Deus esteja morto. Mas quero que vocês conheçam meu entendimento. Foi bom Friedrich Nietzsche declarar que Deus está morto. Eu declaro que ele nunca nasceu. É uma ficção criada, uma invenção, não uma descoberta. Vocês compreendem a diferença entre uma invenção e uma descoberta?

          Uma descoberta é sobre a verdade, uma invenção é manufaturada por vocês. É uma ficção manufaturada pelo homem.

          Certamente que isso deu consolo, mas consolo não é a coisa certa! Consolo é ópio. Isso o torna inconsciente da realidade, e a vida está passando por vocês tão depressa – setenta anos passam ligeiro.

          Qualquer um que lhe dê um sistema de crenças é seu inimigo, porque o sistema de crenças torna-se uma barreira para seus olhos, você não pode ver a verdade. O próprio desejo de encontrar a verdade desaparece.

          Mas no começo isso é amargo: se todas as suas crenças forem tiradas de você. O medo e a ansiedade que você esteve reprimindo por milênios, que estão aí, bem vivos, irão vir a tona imediatamente. Nenhum Deus pode destruir isso, somente a busca da verdade e a experiência da verdade – não uma crença – é capaz de curar todas as suas feridas, de fazer você um ser íntegro. E a pessoa íntegra é a pessoa santa para mim.

          Assim se Deus for removido e você começar a sentir medo, pavor e angústia, isso simplesmente mostra que Deus não era o remédio. Era somente um truque para manter seus olhos fechados. Era uma estratégia ofuscante para lhe manter na escuridão, e para lhe manter esperando que além da morte há um paraíso. Porque além da morte? Isso é porque você tem medo da morte, então o sacerdote cria o paraíso além da morte, justamente para remover seu medo. Mas este não é removido, é somente reprimido no seu inconsciente. E quanto mais fundo o medo for reprimido mais difícil fica livrar-se dele.

          Portanto eu quero destruir todos os seus sistemas de crenças, todas as suas teologias, todas as suas religiões. Quero abrir todas as suas feridas para que elas possam sarar. O verdadeiro remédio não é um sistema de crenças; a medicina real é meditação. Você sabia que ambas as palavras procedem da mesma raiz: medicina e meditação? A medicina cura o corpo, meditação cura sua alma. Mas a função delas é a mesma, curar."

É possível ao homem viver sem Deus?

          "Sim. Na verdade, só é possível ao homem viver sem Deus. Um homem com Deus não vive, ele hesita em cada ponto do viver, ele fica indiferente.  

          Ele está fazendo amor e ao mesmo tempo preocupado com o inferno. Como ele pode amar uma mulher quando a bíblia continua declarando que a mulher é o portão do inferno? Ele está fazendo amor e pensando sobre a bíblia e no sermão do domingo: “A mulher é o portão do inferno. O que você está fazendo?” Assim ele não pode nem amar, nem pode viver sem amor. Deus tornou o homem bem esquizofrênico, indiferente a tudo.  

          Você está ganhando dinheiro, e ao mesmo tempo você sabe que sua ambição é um pecado. Se você não ganhar dinheiro você passa fome. Toda sua natureza rebela-se contra passar fome, força-o a ganhar alguma coisa para alimentar a si mesmo. A natureza puxa-o por um caminho, Deus e seus representantes puxam-no por outro caminho. Você fica numa posição estranha.  

          Você está perguntando, “É possível ao homem viver sem Deus?” Só é possível viver se for totalmente sem Deus, viver meditativamente, viver completamente.  

           Vale a pena relembrar a declaração de Sigmund Freud. Porque todo o trabalho da vida inteira dele foi sobre sexo, ele achava que sexo era a raiz de todos os problemas. Mas ele nunca compreendeu que sexo não é o problema, é a repressão ao sexo que se constitui o problema. Os sacerdotes são o problema, Deus é o problema, as sagradas escrituras são o problema; sexo não é o problema.  

          Sexo é uma coisa tão simples. Todos os animais estão desfrutando do sexo; nenhum deles vai para o divã do psicanalista. Eu nunca encontrei qualquer animal indo ao psiquiatra porque ele está se sentindo esquizofrênico. Todos eles estão vivendo e desfrutando, não há nenhum problema.  

          Os pagãos viviam alegremente antes das religiões. Particularmente o cristianismo, os eliminou da face da terra. Eles não tinham ideia alguma sobre pecado. Eles amavam as mulheres, eles dançavam, bebiam, tocavam música. Todo a vida deles era pura alegria.  

          Os sacerdotes não puderam destruir o sexo. Mas eles foram bem sucedidos em envenená-lo. Eles não puderam destruir o sexo, do contrário não haveria nenhuma humanidade. O sexo está aí, mas eles destruíram a alegria dele, eles o tornaram um grande pecado. Assim você está cometendo o pecado, e você acha que a mulher é a causa.  

          A realidade é totalmente diferente; Deus é apenas uma ficção, ele não pode fazer nada. O sacerdote é o representante, o porta-voz de Deus, que prossegue criando todo tipo de sentimentos de culpa em você. Esses sentimentos de culpa não lhe permitem viver. Tudo está errado, tudo é um pecado.  

          Assim sua questão, “É possível ao homem viver sem Deus?” – Eu lhe digo, só é possível ao homem viver se ele estiver sem Deus. Mas isso é só a metade. O Deus fictício tem que ser substituído por uma experiência real da verdade na meditação; do contrário você ficará insano."

Todas as religiões estão baseadas em Deus. Sua moralidade, seus mandamentos, suas orações, sua santidade – tudo aponta para Deus, e você diz que Deus está morto. Então o que irá acontecer com todas estas grandes coisas que dependem do conceito de Deus?

          "Todas essas coisas que dependem do conceito de Deus são falsas; os hipócritas são criados por todas estas coisas. Sua moralidade não é real, ela é imposta a partir do medo, ou a partir da ambição. A verdadeira moralidade surge somente na consciência do meditador. Não é algo importado do exterior, é algo que surge em seu próprio ser. É espontâneo. E quando a moralidade é espontânea, é uma alegria, é simplesmente um compartilhar de sua compaixão e amor.  

          Todas as qualidades que são dependentes de Deus irão desaparecer com o desaparecimento de Deus. Elas são bem superficiais.  

          Há uma moralidade que é imposta do exterior que nunca está em sintonia com seu coração. E há uma moralidade que procede de dentro de você, que está sempre em sintonia com seu coração e em sintonia com o coração do universo. Essa é a moralidade autêntica.  

          Eu não dou a vocês nenhuma disciplina, nenhuma moralidade. Eu simplesmente lhes dou uma visão clara. Dessa clareza, tudo que vier é bom, é divino, é moral."

Deus está morto, mas surge a questão: quem começou este universo?

          "Não há necessidade de alguém iniciá-lo, porque não há nenhum princípio para esse universo, e não há nenhum fim.  

          Esta questão tem sido explorada por todas as religiões, porque todo mundo quer saber quem começou o universo, porque suas mentes são tão pequenas que elas não podem conceber um universo sem começo, um universo sem fim, apenas da eternidade para eternidade. Devido a você não poder conceber essa vastidão, surgem suas questões, “Quem criou o universo? Quem o começou?”

          Mas se houvesse alguém para iniciá-lo, então já teria havido um universo. Você vê a simples aritmética? Se houvesse alguém para começá-lo, então você não pode chamar isso de princípio, alguém já estava lá antes.

          Se você acha que Deus é algo necessário... isso lhe dá o consolo de que Deus criou o mundo, assim você tem um princípio. Mas quem criou Deus? Novamente você está de volta ao mesmo problema.  

          E todas as religiões afirmam que Deus existe eternamente, não há nenhum criador de Deus. Se isso é verdadeiro para Deus, porque não é verdadeiro para a existência em si mesma? Ela é autônoma, existe por si própria. Não há nenhuma necessidade de algum criador porque esse criador exigirá outro criador e você irá cair num absurdo regresso. Você pode ir de A a Z. Mas quem criou o Z? A questão permanece de pé, você vai simplesmente empurrando. Mas a questão não é solucionada porque você formulou uma pergunta errada.  

          O universo não tem nenhum princípio, não é uma criação de alguém. Ele não tem nenhum fim. E lembre-se, se ele tivesse algum princípio, então certamente haveria um fim. Todo começo é o começo de um fim. Todo nascimento é o começo da morte. Assim isso é bom. Livre-se de Deus, porque se ele pode criar o mundo ele também pode destruir o mundo. E qualquer mundo que for criado está fadado a ser destruído cedo ou tarde. Se há nascimento, há morte. Somente um universo sem princípio pode ser infinito. 

          Seu problema, portanto, é apenas devido a que a capacidade da mente é bem limitada. É por isso que quero que você vá além da mente. Somente a não-mente pode conceber o sem princípio, o sem final e o incompreensível torna-se absolutamente claro. Não há absolutamente nenhum problema.  Aqueles que foram além da mente também foram simultaneamente além de Deus. Deus é uma necessidade para a mente porque a mente não pode conceber coisas infinitas, eternas. As questões surgem devido a incapacidade, a impotência da mente."

Quem inventou Deus? Foi o homem simplesmente por não querer tomar responsabilidade por sua própria vida? Não é o sacerdote tão vítima de seu próprio medo de olhar dentro como qualquer outra pessoa?

          "O medo inventou Deus.  

          O sacerdote é uma vítima tanto quanto vocês.  

          Mas ele é mais esperto do que vocês.  

          O medo que o homem tem da escuridão, o medo que o homem tem da doença, o medo que o homem tem da velhice, o medo que o homem tem da morte... Era preciso alguém para protegê-lo. Ele não pôde encontrar nenhuma proteção em lugar algum. Quando você não pode encontrar proteção em lugar nenhum você precisa inventar uma, como um consolo.  

          Os padres sabem perfeitamente bem, talvez mais do que vocês, de que não há nenhum Deus. Mas os padres estão na profissão mais esperta do mundo – a pior e mais feia profissão, muito pior do que a prostituição.  

          Os padres viram que todos estavam com medo e queriam alguma proteção. Assim o medo criou Deus, como uma segurança, como um seguro para depois que você morrer. Do contrário, parece que após a morte tudo é escuridão pela eternidade. O que acontecerá? Onde você estará? Todos os seus amigos serão deixados para trás, sua família será deixada para trás, ninguém virá com você, você não pode carregar nenhum dinheiro além da morte. Totalmente um mendigo, desnudo, apenas um esqueleto, você será levado a morte. E depois, pela eternidade... Isso cria uma grande ansiedade – que tipo de vida haverá depois da morte? 
 
          Daí nosso medo, nosso pavor, nossa morte ter criado Deus. O sacerdote imediatamente viu uma grande desculpa para explorar as pessoas. Ele tornou-se o agente intermediário. Você não pode ver Deus, assim existe toda possibilidade que se não houvesse sacerdotes para continuamente persistir de que há Deus – filosofando, criando teologias, escrituras, templos, estátuas, rituais, orações, todo o drama... Ele fica entre você e Deus, e ele lhe diz, 'Eu tenho uma linha direta com Deus. Você não tem uma linha direta. Você me conta, você confessa a mim seus pecados, e irei dizer a Deus para lhe perdoar'."

Parece que a vida não é o valor máximo, o homem mecânico é sacrificável. Deus nada mais é do que uma fantasia doente; obviamente, ele não pode ser o valor máximo. Com o que ficamos então?

          "Com nada... somente você mesmo. Uma vez que Deus não é mais, você está aí, sozinho e responsável.  

          As pessoas se apegam a Deus por uma certa razão. Eles estão lançando toda a responsabilidade sobre Deus. Ele cuidará, tudo que precisamos fazer é ir a igreja todo domingo – isso é o bastante – e Deus tomará conta.  

          Mas vocês não sabem. No momento em que vocês entregam sua responsabilidade a Deus, vocês também entregam sua liberdade nas mãos dele, vocês tornam-se bonecos.  

          Uma vez que você sabe que Deus é apenas uma fantasia doente, esse mesmo entendimento lhe fará saudável e íntegro. E sua integridade, sua solitude, é uma experiência tão bonita, você não precisa de nenhum valor, nenhum valor supremo. Você é o valor supremo. Seu próprio ser, quando descoberto em sua totalidade, é um Gautama Buddha. Você não necessita de nenhum outro valor como um incentivo para fazer a jornada em direção à meta.  

          Tudo o que você precisa é abandonar suas fantasias doentes. Depois, todas as suas religiões irão desaparecer da terra, e isso o deixará absolutamente saudável. Nessa saúde e solitude, nessa liberdade, você irá encontrar seus picos e profundezas máximos. E isso é o que pode ser chamado de significado real, o valor supremo. Você é o valor máximo. É devido a fantasia doente que você não está olhando para si mesmo, você está olhando para as estrelas."                              (Osho - God is Dead)

          Somos Todos Divinos

          “Nós não somos o corpo e nós não somos a mente. Somos pura consciência, e pura consciência é o que Deus é. Quando você alcança seu próprio centro você tem uma surpresa: lá você não encontra a si mesmo de jeito nenhum, você encontra o próprio Deus. Ele não pode ser encontrado em nenhum outro lugar, ele está justamente residindo em você no seu próprio centro, esperando que você venha para casa”.  

          “Vocês são feitos da substância chamada Deus. É claro que não estamos conscientes disso mas isso não faz nenhuma diferença: conscientes ou inconscientes, despertos ou adormecidos, vocês são divinos. E aquele que está adormecido nesse momento pode ficar desperto no próximo.

          Se pudermos compreender uma simples gota d’água, teremos compreendido toda a água que existe em toda parte. E cada homem é uma gota do orvalho de Deus. Se pudermos compreender um homem... e o mais fácil e o mais perto é a sua própria existência. Uma vez entendido o mistério, uma vez aberta a porta, você agora sabe que você é somente uma gota de orvalho da mesma realidade final que permeia toda existência. Assim não há nenhuma morte, nenhum medo, nenhuma ambição, nenhum desejo. A pessoa vive em absoluta liberdade, alegria e bênção”.

          “Minha mensagem é simples - que encontrei Deus dentro de mim. Todo meu esforço é persuadir vocês a olharem para dentro”.

          “Nossa consciência é pura, mas nossa mente é uma camada de poeira e nada mais. E quando essa camada de poeira for removida, nos tornamos capaz de refletir a realidade. E a realidade uma vez refletida como ela é, a pessoa começa a responder a ela, a pessoa torna-se responsável pela primeira vez.  À consciência deve ser permitida refletir a realidade – assim Deus está em todo lugar. Uma vez que sua consciência reflete aquilo que é, você sabe. Deus não precisa de qualquer prova. Somente Deus é e nada mais é. Toda forma é uma manifestação de Deus. E conhecer isso é um regozijo, porque isso significa que não há nenhuma morte, nenhuma miséria, nenhuma escuridão. A pessoa chegou em casa”.

          “A única maneira de ser rico é tornar-se disponível à existência de Deus, para todas as suas cores, para todos seus arco-íris, para todas suas canções, para todas as árvores e flores. Porque Deus não é para ser encontrado nas igrejas – igrejas são feitas pelo homem. Deus é encontrado na natureza.

          Você o encontrará nas estrelas, você o encontrará na terra. Você pode encontrar Deus ali na bela fragrância que brota da terra quando chove pela primeira vez. Você pode achar Deus nos olhos de uma vaca ou no sorriso de uma criança. Você pode encontrar Deus em todo lugar exceto nos lugares que os sacerdotes inventaram. Igrejas, templos, mesquitas – estes estão vazios, tão vazios quanto as pessoas.

          No momento que a pessoa estiver preparada para aceitar a vida do jeito que ela vier, sem nenhuma condição, de repente Deus corre na direção dessa pessoa, de cada canto e esquina. Ficar repleto de Deus é a única possibilidade de ter algum significado na vida. E a pessoa que conheceu a Deus conheceu a imortalidade. Assim somente o corpo irá morrer; o núcleo essencial de seu ser irá permanecer para sempre e eternamente”. 
 
          “Deus só conhece um tempo e esse é o agora, e somente um espaço e esse é o aqui. Deus está sempre aqui/agora, uma vez que você se retira do passado e do futuro, só resta Deus. Não há necessidade de orar, não há necessidade de procurar escrituras, não há nenhuma necessidade de escavar em todos os tipos de ensinamentos esotéricos estúpidos”.

          “Essa é minha abordagem – viver totalmente no presente. Nada mais é necessário.

          Somente pessoas rebeldes conhecem o que a vida é. Somente os rebeldes sabem o que Deus é, porque Deus é o centro da vida. Na verdade Deus e vida são sinônimos”.


sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Fé, Liberdade religiosa ou condescendência com a burrice?



  • Estamos confundindo liberdade religiosa com condescendência à burrice.
Conta a história das ideias que ao longo dos debates do século XVIII na França, a respeito do mundo que poderia emergir a partir do movimento do Enciclopedismo, os filósofos franceses Diderot e Voltaire conversavam sobre o futuro da religião, investigando se esta poderia ou não ser abolida. 

Diderot defendia uma postura radicalmente materialista. Para ele, era possível uma moral completamente laica e, portanto, não se fazia necessária a manutenção da religião. Voltaire concordava com ele, contanto que tal moral laica ficasse apenas para os intelectuais. Para as massas populares nada escolarizadas ou pouco escolarizadas, Voltaire aconselhava que os códigos ético-morais fossem ainda os religiosos. 


Voltaire não acreditava que as leis morais pudessem ser cumpridas pela população se elas fossem ensinadas como não vindo de entidades divinas.


Esse debate não é mais o nosso, mas vivemos, ainda, sob a esteira de seus dividendos. Uma boa parte dos intelectuais liberais mais sofisticados não possui nenhuma prática religiosa. Eles conduzem suas vidas segundo uma moral laica, em geral pragmática. São pessoas que, como eu próprio, não precisam se colocar nem como ateus e nem como crentes religiosos. São aqueles que notaram que a frase “Deus está morto”, de Nietzsche, era uma consequência natural da estocada positivista contra a busca do absoluto, ou seja, contra o que havia restado de movimento metafísico após o ataque de David Hume. Mas uma boa parte da nossa sociedade se move eticamente a partir de preceitos religiosos. Entre estes, havia até pouco tempo dois tipos de pessoas: aqueles que absorviam a ética cristã, principalmente a criada a partir da Igreja de Paulo, independentemente dela ser ou não religiosa, ou seja, sagrada; e aqueles que a absorviam a partir do que entendiam como sendo o seu caráter sagrado.  Mas, agora, há uma nova forma de entrelaçamento entre ética e religião, aquela nascida do crescimento das igrejas evangélicas entre nós e, como reação a isto, o aparecimento de correntes altamente conservadoras na Igreja Católica. Um novo tipo de brasileiro tem emergido entre nós, a partir dessa situação que passou a vingar principalmente no final dos anos oitenta.


Esse terceiro grupo de pessoas não possui nenhuma ética organizada. Eles não sabem o que é o certo e o que é errado a partir de uma relação entre suas faculdades racionais e determinados códigos éticos, laicos ou religiosos. Eles se movem por regras simples de uma pseudo-ética. E então são presas fáceis de outra pseudo-ética, a das igrejas. Essa falsa ética ou pseudo-ética, no Brasil, lhes é dada por pequenos preceitos supérfluos, criados no interior do movimento de proliferação de igrejas dos anos noventa e de agora. É onde essas pessoas um tanto perdidas encontram uma certa “comunidade” que as acolhe e lhes dá uma mínima “visão de mundo”, que lhe dá algo que parece um sentido para suas vidas mentais até então simplórias ou apenas desorganizadas.


Uma ética e uma moral se consubstanciam, no limite, em conjuntos de apontamentos sobre o que é interessante fazer e o que é inútil ou nocivo de levar adiante. Ou seja, trata-se do ethos de um povo transformado em código de conduta explícito, fácil de ser absorvido pelas crianças, relembrado pelos adultos e ensinado aos estrangeiros. Todavia, isso não pode ser aplicado pelas igrejas, uma vez que isso afastaria a população dos templos — antes somente os dos evangélicos, agora também os dos católicos. Na competição para arrecadar almas pagantes ou almas que pela presença conferem poder ao pastor (que ele pode reverter em poder político e financeiro), as igrejas perceberam que precisam criar um sistema facilitador em relação às proibições. Eis um exemplo: não se pode condenar um fiel que vende um terreno para outro fiel pelo dobro do preço que vale, pois esta é a regra geral pela qual todos vivem ali na “comunidade”, então, pode-se substituir essa proibição por uma como “não dizer palavrões”. Outro exemplo: não se pode condenar um fiel por ele não ter nenhuma piedade com um mendigo na frente da igreja, pois na comunidade ninguém pode parar a vida para cuidar dos que estão na rua (repare como os “crentes” têm ficado endurecidos de coração, como os católicos já foram acusados disso), então pode-se substituir tal condenação por uma aleatória, a de ter faltado no culto do dia X ou Y. As regras de uma conduta ético moral ligada à religião, no caso, a cristã, são substituídas por regras de cada igreja, segundo um sistema de proibições rígido, porém irracional e baseado apenas na necessidade de que se tenha, ainda, algo que é dito que “não pode”. Sobra da religião não o “pode isto e não pode aquilo”, da doutrina que, por sua vez, estaria fundada numa filosofia e numa teologia, e sim o “não pode aquilo”, mas “aquilo” é apenas algo sem sentido.


É claro que tudo isso é ajudado por outros mecanismos, principalmente o atrativo do “milagre”, da “cura imediata” ou da “salvação” que, enfim, não é a salvação contra o Mal, e sim a salvação financeira ou o desemprego ou a falta de sorte etc. Ou seja, o Mal se traduz em males da cada um, em um sentido moral bem empobrecido. O pastor promete dar ao fiel não um Deus ou um Jesus ou coisa parecida, nos cânones do cristianismo que conhecíamos antes dos anos noventa. Ele promete dar um Mágico, alguém do Além que pode ser chamado, a qualquer momento, para resolver problemas cotidianos. O azar na vida é coisa mostrada como produto de uma entidade denominada “Demônio”. A sorte pode ser restabelecida pela fé, uma fé esvaziada de religiosidade, ou seja, algo que se faz sentir a partir do pronunciamento de palavras do tipo “Sangue de Jesus tem poder”, exatamente como Mandrake poderia dizer “Abracadabra”. Isso quando não é o caso do pastor, na própria igreja transformada em picadeiro de circo, fazer uns movimentos físicos para dominar o Tinhoso! Esse tipo de prática, semelhante a um resto de neopaganismo de tipo bárbaro, agora atinge não só evangélicos, mas católicos e espíritas que começam a se sentir atraídos para o mundo da completa incapacidade de se adaptar a uma mentalidade científica. Mas se engana aquele que acredita que isso agarra somente os desescolarizados no Brasil de hoje. Há muitas pessoas nas universidades “pensando” dessa maneira.


Volto a Diderot e Voltaire. Este, quando dizia que a religião deveria ser mantida mesmo num mundo reconstruído pelo Iluminismo, imaginava que a religião cristã poderia se limitar aos cânones de sofisticação teológica que havia alcançado. Isso implicava, então, a manutenção da completa transcendência de Deus. Desse modo, Deus ou Jesus ou qualquer coisa parecida com entidades divinas, estaria em contato com os homens por meio de rituais privados, ouvindo os homens. Caso houvesse qualquer intervenção divina no mundo dos homens, tal intervenção seria “filtrada” pela alma humana que, então, ao lembrar-se dos exemplos das entidades divinas (por exemplo, a vida de Jesus ou dos santos etc.), inspiraria atos mentais, de caráter intelectual e moral. Mas não foi assim que as coisas evoluíram em nossos tempos recentes. No movimento de proliferação de igrejas dos anos noventa, e que continua agora mais forte que nunca, ninguém é “tocado” pela inspiração dessa maneira. Todos são tocados de modo mágico. Entidades tais como Deus, Jesus ou o Demônio, atacam diretamente a Terra, interferindo nas relações causais, ou seja, quebrando a ordem natural (mandando a Física, a Biologia etc às favas). O que antes se chamava de milagre — em relação ao qual a Igreja Católica criava todo um processo enorme de investigação para conceder fé — agora se tornou possível para qualquer corretor de imóveis sem registro ou vendedor de carnê do Baú, que pode colocar um terno surrado e virar pastor ao carregar embaixo do braço um negócio que ele chama de Bíblia. E os “abracadabras” correm o país. Não há nada menos religioso que isso. Mas é isto que domina a juventude brasileira e, pasmem, já domina também boa parte de nosso professorado na escola básica.


Nós não vamos tornar o Brasil um bom lugar de viver deixando nossas crianças nas mãos desse tipo de gente, com essa mentalidade. Estamos dando diplomas de professores, na universidade pública, para pessoas que não pensam de maneira racional. Elas são cativas dessas igrejas. Logo teremos uma mentalidade mística em cargos importantes da República. 


Gente incapaz de entender como funciona mecanismos de inflação ou como que é possível evitar a dengue. Será difícil fazer do país uma grande nação com esse tipo de mão de obra, completamente imbecilizada.


Temo que paguemos todos, de modo drástico, por esse nosso descuido. Esse descuido de nossas universidades para com a evolução da barbárie embaixo de nossos narizes. 

  • Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo, escritor e professor da UFR-RJ.



domingo, 19 de abril de 2020

COVID-19 - FIM DA PANDEMIA - PSICOGRAFIA ANUNCIA DATA



Caro amigo, caso você tenha recebido esta carta, ou por acaso chegou até este vídeo saiba que isso é porque você está sendo convocado pelo amor de jesus para ajudar o planeta. Veja na psicografia do espírito Alex Bardoni, que carta maravilhosa.

Bem-vindos todos os navegantes do planeta terra. 

Apesar de toda a tripulação planetária se encontrar, aparentemente, alarmada pela pandemia que está se alastrando por todo o globo, saibam que cada um de vocês durante o seu plano reencarnatório já tinha ciência deste desafio, assim como da importância de passar por este momento único. Eu sei que estão fartos de notícias, esclarecimentos e informações sobre o atual momento vivido mas permitam-me que eu possa dar a visão de toda a situação vivida pela ótica do nosso plano, o plano espiritual. 

Em primeiro lugar permitam a minha apresentação: meu nome é Alex Bardoni, sou membro de uma egrégora espiritual denominada projeto nova luz e hoje trabalhamos arduamente nesse processo transicional no qual o planeta se encontra, uma vez que, como já foi vastamente informado pelo nosso Chico Xavier, mudanças drásticas estão ocorrendo e aqui estou para explicar-lhes nosso projeto para este grande salto que vocês estão presenciando neste momento. 

Em primeiro lugar por mais antagônico que pareça, encare este período como um grande presente que lhes foi dado por puro merecimento.

Quando estamos nos planos espirituais não conseguimos absorver alguns sentimento relacionado à fome e à escassez, medo, insegurança, doença e morte.

Entendemos eles plenamente, mas não sentimos de fato.

Eu já senti algumas vezes porque já estive encarnado no plano de vocês.

Eu sei que deve estar se questionando como tantos sentimentos ruins pode ser um presente e a resposta é muito simples não existe maior aprendizado, maior evolução do que o sentir. O viver intensamente algumas vezes dias encarnados nos lapidam por toda a eternidade. Mas, voltando aos fatos atuais, estamos passando por este momento, e eu me incluo nessa sentença, já que estamos trabalhando aqui em nosso campo de energia arduamente por uma razão bem clara.

Com a mudança planetária que está ocorrendo, dentro de algumas décadas o planeta estará muito mais conectado com espiritualidade, por volta do ano de 2.150, porém, para chegar neste resultado um passo importante foi dado agora, quando vivemos no plano espiritual.

Não existe a divisão de presente, passado e futuro. Simplesmente vivemos o agora, o instante, o pulsar, o sentir, isso é tudo que temos. Caso o planeta terra não aprenda a viver o agora, será impossível evoluirmos e criarmos um vínculo maior com a espiritualidade. 

Se olharmos alguns meses atrás, vocês viviam uma conduta totalmente antagônica em relação a uma experiência encarnatória. Nada mais estava sendo sentido, nada mais vivenciado, saboreado e aprendido. O foco era sempre o futuro, o próximo final de semana, a próxima festa, o próximo feriado, o próximo objetivo material. Em outras palavras, a grande maioria, cerca de 85 por cento da população da terra estava subutilizando a sua existência. E por isso ocorreu essa pandemia para frear a humanidade que se encontrava em um movimento sem propósito e sem destino.

Após essa breve introdução vou lhe apresentar nossos objetivos: 

Em primeiro lugar - É esquecer realizações futuras e se situarem no agora, já que o momento exige que se viva um dia de cada vez. Não é mais possível sacrificar o hoje para projetar o amanhã já que, se vocês não se cuidarem agora de si mesmo, do seu próximo e da sociedade, ficando concentrado no presente, o futuro simplesmente não ocorrerá. 

Segundo ponto - Entendemos que ainda existe uma errônea a divisão de riquezas e sabemos que, mesmo em caso de doenças, pessoas afortunadas terão melhores tratamentos, mas conseguimos frear a ganância, o supérfluo e a vaidade tola. Antes, muitos faziam questão de serem admirados por desfrutarem de situações exclusivas ou para obterem posses únicas mas essas pessoas, neste momento, perceberam que isso não lhes vale mais nada.

O terceiro ponto - Quase sempre que encarnamos trazendo situações cármicas para solucionarmos e evoluirmos. As vezes passa quatro, cinco encarnações e o espírito simplesmente perpetua essa situação. 

O atual momento serve justamente para uma reforma íntima de cada um de vocês.

Se o seu problema for familiar, estará no centro da questão encarnatória para resolvê-la.

Se o seu problema for ganância ou avareza, notará que o futuro pode mudar a qualquer momento e que suas riquezas, em questão de instantes, lhes valerão muito pouco.

Se seu problema for dependência de algum vício chegou a hora de escolher erradicá-lo, não  exponha a saúde de todos que estão a sua volta simplesmente para obter um efêmero prazer.

No caso das pessoas de pouca fé, dentro de alguns dias, o vazio lhes consumirá e elas terão uma oportunidade de buscar um significado maior existencial.

Quarto ponto - Mesmo que agora vocês se encontrem no seio do seu lar, protegidos, com saúde e proventos, será impossível estarem totalmente felizes e em paz. Sempre um sentimento de tristeza e não plenitude lhes acompanharão.

Esse é o principal motivo de todo o processo, justamente, para que cada um de vocês percebam que não é possível ser feliz sozinho. Perceberão que enquanto uma família possuir um doente, ou alguém passar fome em algum lugar do isolamento, simplesmente a felicidade não estará completa. 

E então ficará cristalina a evidência de fazer parte de uma grande constelação e nunca o brilho de uma estrela será superior ao seu todo.

E por último, queremos lhes lembrar da escassez do tempo. Cada pessoa que nasce tem seu tempo e um dia irá partir, e que temos um período finito de tempo para evoluirmos. 

Essa pandemia veio justamente para demonstrar isso. Temos que encarar nossos conflitos agora. Não no próximo mês ou no próximo ano. 

Aproveitem este período para profunda reflexão e mensuração de suas existências. Todos possuímos instintivamente o crivo crítico do certo e do incorreto. Apenas, permitam-se utilizá-los. Aos idosos que estão desencarnando, fiquem tranquilos eles estão sendo muito bem recebidos aqui, e sua passagem é fortemente enobrecida, justamente, por servirem de lição e exemplo para os demais habitantes do planeta.

Mas então, o que devemos esperar daqui para frente. Em nossos planos, caso a evolução comportamental continue da forma que se encontra nos dias atuais - com muito amor, com compaixão e fé, o início da reversão do quadro mundial começará em 17 de maio deste ano. Os médicos começarão a encontrar tratamentos eficazes para diminuição da pandemia e, um mês após este marco, todos terão a chance do renascimento. O planeta ficará em observação por 180 dias. Caso toda a consciência adquirida não resulte em mudanças comportamentais práticas, uma segunda onda pandêmica, desta vez mais rígida, está sendo preparada para, justamente, fixar todo aprendizado.

Mas estamos confiantes que não será necessário, já que muitos gestos de amor, entendimento e reflexão estão sendo anotados.

A impáfia humana, que outrora imperava, está sendo, aos poucos, diluída e esses bons sentimentos explicam a última questão que gostaria elucidar nessa mensagem. A forma escolhida foi uma pandemia e não uma guerra, justamente, para não gerar sentimento de raiva, divisão ou rancor e o fato da contaminação ser global e não pontual foi, justamente, para romper qualquer preconceito de crédulo, etnia, posição social ou racionalidade, mostrando a igualdade de todos.

Caso você tenha recebido esta carta e tenha lido até aqui ou ouvido, não é, simplesmente, por questões elucidativas, mas sim por estar sendo convocado pelo amor,  para nos ajudar. 

Precisamos da vibração de encarnados para emanar toda a energia de auxílio, elucidação e cura que temos em nosso plano. Você é importante para este momento. Você é a nossa ponte para passar ao planeta toda essa carga energética. 

Tudo o que pedimos é que, uma vez ao dia, reserve-se em um local silencioso, pode ser sua cama e se conecte conosco por pensamento, lembre-se dessa carta e apenas mentalize que você está apto para vibrar e doar toda a energia necessária para todos que precisam. Você pode  direcionar suas vibrações para quem vier em sua mente. Fazendo isso você estará auxiliando todo o planeta e, também, fortalecendo as suas reservas espirituais.

Muito obrigado pela leitura e pela audição. Nesse caso, saibam que não estão sozinhos, eu sou apenas um de milhões de mentores que se encontram com vocês nessa jornada, fique com Deus. - Alex Mardoni

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

RELAÇÃO ENTRE REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E URBANIZAÇÃO DESENFREADA


O crescimento das metrópoles e o consequente processo de urbanização, principalmente nos países em desenvolvimento, é uma das mais agressivas formas de relacionamento entre o homem e o meio ambiente. As cidades antigas eram menores, mais harmônicas e, mesmo quando erguidas em locais ambientalmente inadequados, agrediam menos o meio ambiente.

A partir da revolução industrial, o processo de crescimento das cidades se acelerou pelas duas razões já apontadas: a necessidade de mão-de-obra nas indústrias e a redução do número de trabalhadores no campo. 

A industrialização promoveu de modo simultâneo os dois eventos, um de atração pela cidade, outro de expulsão do campo. Antes da revolução industrial não havia nenhum país onde a população urbana predominasse. No começo deste século, apenas a Grã-Bretanha possuía a maior parte de sua população vivendo em cidades (Munford 1982). 

Pode-se afirmar que o Século XX é o século da urbanização, pois nele se acentuou o predomínio da cidade sobre o campo. Salvo regiões muito atrasadas, que permanecem com características nitidamente rurais, o processo de urbanização prossegue em marcha acelerada.

Os bolsões de pobreza são frequentes e justamente neles ocorrem as maiores taxas de natalidade.

As elevadas taxas de natalidade que ocorrem nas regiões mais pobres dos países em desenvolvimento tornam-se um fantástico fator de realimentação da pobreza, uma vez que criam um ciclo vicioso difícil de romper. As políticas que poderiam interromper esse ciclo de pobreza ou não existem ou são mencionadas timidamente. Desinteresse, tradição, religião e costumes dificultam a disseminação de informações sobre o controle da natalidade. O resultado é facilmente constatado: a população de mais alta renda, com acesso às informações, apresenta taxa de crescimento reduzido e diminuindo os empregos e os investimentos, enquanto os segmentos mais pobres apresentam taxas de crescimento elevadas, aumentando a falta de educação  e a violência.

A ideia da fixação do homem no campo como forma de evitar o crescimento das cidades carece de realismo. As pessoas vão para o meio urbano em busca de oportunidades para melhorar a vida, de emprego, de escola, coisas que nem sempre são encontradas em pequenos povoados do interior. A cidade pode ser associada a uma unidade produtiva complexa, produzindo ampla variedade de bens e serviços, estando permanentemente em busca de economias de escala, e sempre exercendo forte atração sobre os seres humanos.

Deve-se lembrar que sete das cidades mais populosas do planeta estão em países em desenvolvimento.  

Nos países industrializados é bastante alto o percentual de pessoas que vivem nas cidades, tendo o processo migratório interno atingido um certo ponto de equilíbrio. A maioria dos países em desenvolvimento ainda está distante desse ponto, e os fluxos migratórios internos do campo para as cidades, das regiões mais pobres para as mais ricas prosseguem.

Como um todo, o quadro latino-americano é favorável, e bem superior à média dos países em desenvolvimento da África e da Ásia. O problema é a profunda hetereogeneidade sócio-econômica da região. 

 A pobreza urbana tem aumentado. O Banco Mundial (Horizontes Urbanos, 1986) estima que exista no mundo mais de um bilhão de pobres, pessoas com renda anual inferior a 370 dólares. Desse total, um terço vive nas cidades, o que representa 25% da população urbana mundial, e entre 30 e 60% da população urbana dos países em desenvolvimento.

Não por acaso, os primeiros países a industrializem-se foram também os primeiros a conhecer a urbanização em sua versão moderna, tornando-se territórios verdadeiramente urbano-industriais. 

Atualmente, esse processo vem ocorrendo em países emergentes e subdesenvolvidos, tal qual o Brasil, que passou por isso ao longo de todo o século XX. Segundo a ONU, até 2030, todas as regiões do mundo terão mais pessoas vivendo nas cidades do que no meio rural.

O grande gargalo desse modelo é o crescimento acelerado das cidades, que contribui para fomentar a macrocefalia urbana, quando há o inchaço urbano, com problemas ambientais e sociais, além da ausência de infraestruturas, crescimento da periferização e do trabalho informal, excesso de poluição, entre outros problemas. Estima-se, por exemplo, que até 2020 quase 900 milhões de pessoas estarão vivendo em favelas, em condições precárias de moradia e habitação.

Aparentemente as grandes cidades não param de crescer, excetuando-se algumas cidades da Europa e algumas metrópoles norte-americanas onde o equilíbrio populacional já está praticamente atingido. De 1970 até o ano 2000, a maior cidade européia, Londres, deverá ter uma pequena redução de população, que oscila em torno de 11 milhões de habitantes. As cidades do México e São Paulo no mesmo período triplicarão as suas populações. 

Entre as principais causas do crescimento dessas cidades, e de outras metrópoles de países em desenvolvimento, está a migração do campo e das regiões mais pobres do país para os grandes centros urbanos, guiada pela crença de que esses centros seriam capazes de dar emprego, habitação, escola e serviços hospitalares, para a grande massa de cidadãos excluídos de qualquer benefício. Na maioria das vezes trata-se apenas de uma ilusão, pois a cidade grande muito pouco tem a dar ao migrante com pouca qualificação para o trabalho urbano. Desfeito o sonho, ele passa a viver em condições degradantes, muitas vezes piores do que as do início de sua jornada em busca de melhores condições de vida.

A favelização é um dos maiores efeitos da urbanização acelerada.

Só nos resta esperar para ver o futuro, onde, com certeza, tudo isso vai chegar.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Deus Verdadeiro falando com você

                                                          

  • Deus monologando para você:

- Pára de ficar rezando e batendo no peito! 

O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.

Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.   

- Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.

Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti. 

- Pára de me culpar da tua vida miserável.

Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.    

- Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo.

Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro! Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho? 
   
- Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor. 
   
Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar.

Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? 

Que tipo de Deus pode fazer isso? Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti. 

- Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. 

A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.

Esta vida é a única que há aqui e agora, e a única que precisas. 

Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. 

Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro.

Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.

Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. 

Viva como se não o houvesse.

Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. 

Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. 

E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. 

Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?  

- Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. 

Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.   

- Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?

Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.

Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.

Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.    

- Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. 

A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. 

Para que precisas de mais milagres?

Para que tantas explicações?

Não me procures fora! Não me acharás. 

Procura-me dentro de ti... aí é que estou!

- Einstein, quando perguntado se acreditava em Deus, respondeu:

"Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe.-- 

- Baruch Espinoza - nascido em 1632 em Amsterdã, falecido em Haia em 21 de fevereiro de 1677, em consequência de uma tuberculose, na cidade de Haia, onde ele vivia junto à família Van den Spyck. Foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. 

 DEUS SEGUNDO SPINOSA:  https://app.box.com/folder/5166541926   

- Veja também:


Brasil - Ordem e progresso e a ciência como religião da humanidade...



segunda-feira, 18 de junho de 2018

MITOS DA NET e Fake News - Cebolas


  • Cebolas cortadas não absorvem bactérias nem curam gripe ou pneumonia. 
Uma corrente distribuída pelos aplicativos de mensagens fala que a cebola tem tantos benefícios que chega a evitar gripes, porque "absorve bactérias".

Segundo a mensagem, um médico teria feito essa descoberta durante uma epidemia no início do século passado. "Quando ele colocou a cebola sob o microscópio, ele encontrou o vírus da gripe na cebola. As cebolas obviamente absorveram todas as bactérias e, portanto, mantiveram a família saudável", afirma a corrente.

O texto compartilhado tem ainda várias informações confusas sobre o alimento, mas não é verdadeiro.

FALSO: Cebola não evita gripe

De acordo com o otorrinolaringologista Rafael Raposo, do Hospital Santa Paula, a corrente é inverossímil. "Não há nenhuma pesquisa ou artigo científico que faça a associação entre a cebola e a gripe", afirma o médico.

Além disso, a mensagem também contém um erro conceitual. Embora a corrente chegue a citar "o vírus da gripe", a causa pela qual o alimento evitaria esta doença é que este absorveria as bactérias.

É uma confusão entre os agentes biológicos. "A gripe é causada pelo vírus Influenza e suas ramificações, não uma bactéria", afirma Raposo. "Até onde sabemos, fora cuidados higiênicos, como lavar sempre as mãos, a única coisa que previne a gripe é a vacina --e não a cebola."

Segundo o médico, não seria tão fácil identificar a causa, como sustenta a corrente. "O vírus não é visível assim em um microscópio, seja na cebola, seja onde for", afirma.

FALSO: Cebola também não cura pneumonia

Outro relato presente na mesma mensagem dá conta de que uma pessoa teria se curado de uma pneumonia nos Estados Unidos ao colocar cebolas cortadas na hora de dormir.

"Cortei as duas pontas de uma cebola e coloquei-a em um jarro vazio, e coloquei o jarro ao meu lado durante a noite. De manhã, comecei a me sentir melhor, enquanto a cebola ficava preta", diz alguém não identificado no texto.

Raposo rebate: "Segue a mesma lógica: não é verdade", afirma o especialista. "A cebola não tem nenhum agente que vá curar a pneumonia. Ainda mais em uma situação de se dissipar por inalação."

FALSO: Cebola não absorve bactérias

O grande argumento do boato para defender que as cebolas sejam tão benéficas é que elas atrairiam bactérias.

"Sempre que cortar uma cebola e usar só a metade, coloque a outra metade em algum ponto de sua casa, de preferência nos quartos, para que absorvam possíveis bactérias", recomenda.

Mas Raposo diz que isso não passa de um mito popular. "Não há nenhum estudo que diga isso", afirma o médico, inclusive não recomendando a atitude. "A cebola fica preta porque oxida. Aí sim, poderá acumular mais fungos e piorar a situação de uma pessoa doente", diz. "É até arriscado ficar em um ambiente com um alimento em estado de putrefação."

UMA INFORMAÇÃO VERDADEIRA: cebola faz mal para cães

A mensagem traz apenas um dado verdadeiro: na relação do legume com os animais. "Não dê cebolas para os cães", diz o texto. "Seus estômagos não podem metabolizar cebolas."

De acordo com o médico-veterinário Antônio Augusto Júnior, não é recomendado que se dê cebola ou alho aos cães por causa de uma substância do alimento.

"A cebola tem tiossulfato, que é absorvido pelo sangue do animal e transforma a hemoglobina, o que prejudica na distribuição de oxigênio para as células", afirma o especialista.

De acordo com Júnior, dependendo da quantidade ingerida pelo animal, pode ser até fatal. "Não é bom dar", aconselha.


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