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segunda-feira, 23 de março de 2020

GENTILEZA - EMPATIA E COLABORAÇÃO SOLIDÁRIA


A NATUREZA, PODEROSA E SOBERANA, ATRAVÉS DE SUAS PERIÓDICAS E ETERNAS TRANSFORMAÇÕES, SEMPRE GUIOU E GUIARÁ O MUNDO. SEJAMOS OBEDIENTES E CRIATIVOS PARA O BEM, NO SENTIDO DE PRESERVÁ-LA, FAZENDO SEMPRE O QUE É MELHOR PARA SUA MANUTENÇÃO, BEM COMO PARA A COMUNIDADE ONDE VIVEMOS. ASSIM ESTAREMOS FAZENDO, TAMBÉM, O MELHOR PARA NÓS MESMOS.

Empatia e Solidariedade

O termo “empatia” é usado em educação como a capacidade de educandos e educadores se identificarem com o outro, sabendo se colocar no lugar do outro do ponto de vista tanto cognitivo como afetivo.  Significa “sentir e sofrer no lugar do outro; pathos é a palavra grega que significa paixão, relacionada ao sofrimento”.

Na Filosofia pathos pode se opor a duas outras palavras: “ação”, em que somos ativos (na paixão somos passivos) e “razão” (na paixão somos irracionais)”. Portanto, empatia tem um sentido de passividade e irracionalidade. Na tradição filosófica, “quando se adota uma conduta baseada na racionalidade, é possível sermos mais donos do nosso próprio destino, diferentemente de quando agimos pela paixão, em que somos possuídos pelos sentimentos (dor ou alegria)”.

Citando Rousseau, diferenciamos doutrinação de educação. “A palavra ‘educação’ em latim significa justamente sair, ir (ducare) para fora (ex), ou seja, o educando sai de uma situação para ir para outra”. Do seu ponto de vista, “a empatia não é natural, ela é formada, desenvolvida no processo educacional”.

Já o termo “solidariedade” significa “caráter, condição ou estado de solidário:

1. compromisso pelo qual as pessoas se obrigam umas às outras e cada uma delas a todas.

2. laço ou ligação mútua entre duas ou muitas coisas ou pessoas, dependentes umas das outras.

3. sentimento de simpatia, ternura ou piedade pelos pobres, pelos desprotegidos, pelos que sofrem, pelos injustiçados etc. 

4. manifestações desse sentimento com o intuito de confortar, consolar, oferecer ajuda etc.

5. cooperação ou assistência moral que se manifesta ou se testemunha a alguém, em quaisquer circunstâncias (boas ou más).

Se buscarmos o termo “solidário” no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa vamos encontrar:

1. em que há responsabilidade recíproca ou interesse comum.

2. que depende um do outro; interdependente, recíproco.

3. pronto a consolar, apoiar, defender ou acompanhar alguém em alguma contingência.

4. que sente do mesmo modo, partilha dos mesmos interesses, opiniões, sentimentos etc., concordando, dando apoio; irmanado.  

Como pode ser constatado, o termo “solidariedade” tem um significado muito próximo ao de “empatia”, pois também está relacionado a compartilhar o sofrimento do outro. Entretanto, a solidariedade tem um componente para além do sentir, que é o da ação. Não se restringe apenas a sofrer junto, mas conforta, propõe ajuda.

Justamente por isso é que deveríamos usar o termo “solidariedade” e não “empatia” como um dos valores que sustentam a nossa prática na direção de uma educação transformadora. Pretendemos que  as pessoas sejam capazes de se colocar no lugar do outra, principalmente do outro que sofre, ou seja, das pessoas menos favorecidas da nossa sociedade, mas também que sejam capazes de agir, de tomar atitudes que possam aliviar, confortar e, por que não, até mesmo eliminar o sofrimento do outro. Que sejam capazes, portanto, de se indignar com as injustiças e as desigualdades sociais e de agir para tornar nossa sociedade menos desigual, mais justa e humana.

Mas como ensinar solidariedade? Obviamente, não é incluindo-a como conteúdo a ser ensinado em alguma disciplina curricular. As escolas deveriam, em sua concepção de ensino e em suas escolhas metodológicas, criar condições para que os alunos desenvolvessem atitudes solidárias. 

Somente com novos sentidos é que poderemos chegar ao novo e propiciar mudanças, sempre na direção de uma sociedade mais justa e humana.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Tempo é vida, não desperdice o seu



“O Preço do Amanhã”

 Acusado de assassinato, um homem deve descobrir como derrubar um sistema onde tempo é dinheiro e que permite que os ricos vivam para sempre, enquanto os pobres devem implorar por cada minuto de suas vidas.

O filme “O Preço do Amanhã” se passa em uma sociedade na qual as pessoas crescem e se desenvolvem até os 25 anos, quando o organismo humano para de envelhecer. Ao completar tal idade, cada um possui apenas mais um ano de vida. Para viver mais do que isso, deve-se conseguir mais tempo.

O tempo restante da vida das pessoas fica estampado na pele do braço esquerdo em uma espécie de relógio que contém dígitos em contagem regressiva. O tempo lá marcado é igual à duração restante de sua vida. Quando o relógio é zerado a vida acaba sem chances de retorno.

O número define também o tamanho da riqueza de cada um. Não há mais centavos ou reais, somente segundos, minutos, horas. Dessa forma, para pagar contas ou fazer compras, por exemplo, as pessoas precisam usar o tempo da própria vida como forma de pagamento.

Em resumo, a moeda corrente é “tempo de vida”.  Ou seja, caso o indivíduo obtenha recursos poderia viver eternamente. As pessoas pobres trabalham arduamente, pedem esmolas, pegam emprestado ou roubam horas para conseguirem chegar vivos até o final do dia.

Os pobres vivem correndo, sempre na iminência da morte, e os ricos sem pressa alguma, pois a eternidade é algo acessível, a menos que sejam mortos por causas não naturais. É uma urgente corrida contra o tempo para as classes mais baixas e um calmo passeio para os ricos.

As classes são divididas em zonas de tempo, de modo que os ricos vivem em uma cidade diferente separada por caros pedágios da área da população carente.

O protagonista é Will Sallas, que vive em uma zona pobre e sempre com as horas contadas. No começo do longa, ele perde a sua mãe: ela morre em seus braços por causa do aumento súbito das tarifas de ônibus, que a obriga a caminhar para chegar em sua casa sem tempo suficiente para isso.

A história muda quando ele recebe mais de um século de um milionário que não via mais sentido em sua vida. Essa transferência gera suspeita dos “guardiões do tempo”, uma espécie de polícia que combate roubos e assaltos desse bem tão precioso. Com isso, o personagem resolve passar as diversas fronteiras entre as cidades e desafiar o sistema.

Ao chegar à área dos ricos, envolve-se com a filha de um poderoso banqueiro. Perseguido pela “polícia do tempo”, para escapar, ele a sequestra e vira uma espécie de “Robin Hood”, roubando tempo dos ricos e distribuindo entre os pobres. A filha do magnata, Silvia, acaba apoiando a causa do jovem, unindo-se a ele aos assaltos nesse mundo no qual tempo é literalmente dinheiro.

Crítica à sociedade capitalista:

É possível notar semelhanças entre o filme e a nossa realidade, nessa dinâmica do “tempo é dinheiro”. O filme é uma crítica ao sistema econômico atual (capitalismo), com destaque para a desigualdade social – muitos tendo pouco para que poucos possam ter muito.

A divisão de classes em si e a concentração de riquezas (o tempo) revelam que enquanto poucos podem viver eternamente, o restante da população deve se sacrificar para conseguir o próximo dia de vida.

Além disso, podemos notar a alienação do trabalhador nesse processo, que, segundo alguns autores, seria fruto dessa sociedade. “Eu não tenho tempo. Eu não tenho tempo para pensar como isso acontece. É o que é”, argumenta um dos personagens da área pobre. Os assalariados vivem sem grandes perspectivas, vivendo o hoje e trabalhando muito simplesmente para garantir o amanhã.

Segregação sócio-espacial

No filme, essa questão mostra-se bastante evidente no fato de existirem duas cidades na trama: uma para os ricos e outra para os pobres.

No “mundo” dos ricos, os hábitos são diferentes. As pessoas estão sempre tranquilas, sem pressa, afinal, possuem todo o tempo necessário, não havendo motivo para correr. Já no “mundo” dos pobres, as pessoas precisam sempre se apressar para sobreviver.

Além disso, os mais pobres não conseguem chegar no centro de poder e riqueza da sociedade por causa dos diversos pedágios que cobram anos de vida a cada parada. O que impede um simples mortal de chegar até lá é justamente a falta de “tempo”.

Quando Will resolve sair da cidade pobre, gasta muitos anos no pagamento dos pedágios e demora para chegar. Vale refletir sobre essas fronteiras – às vezes invisíveis – que separam o espaço urbano dos ricos do espaço urbano dos pobres e as dificuldades de fazer a travessia tanto na realidade quanto no FILME.

Saúde e qualidade de vida

No mundo fora da ficção, a morte é o que iguala a todos. Não haver mais a possibilidade da morte é um outro modo cruel de distinção social, com apenas os ricos tendo a possibilidade de viver para sempre.

Aqui, vale fazer um paralelo com a realidade, considerando que as pessoas com maior poder aquisitivo têm acesso a serviços de saúde de qualidade que possibilitam prolongar suas vidas.

E essa relação pode ser estabelecida tanto com o custo de caros tratamentos, quanto com os problemas que as pessoas com menos recursos enfrentam sem acesso a saneamento básico, vacinas e remédios, por exemplo.

Apesar disso, a classe abastada do filme é entediada com a vida. Eles não envelhecem, mas também não se permitem viver livremente. Na cena em que Silvia entra no mar com Will, por exemplo, é ao sentir emoção de uma aventura pela primeira vez que ela decide se juntar a Will na luta contra o sistema.

Durante o filme, a frase de uma das personagens reflete essa questão: “os pobres morrem e os ricos não vivem”.

Controle populacional

Esse controle sobre a vida das pessoas é justificado no filme pelo combate à superpopulação.

O personagem que doa seu tempo a Will questiona a realidade deles em que “para poucos serem imortais, muitos precisam morrer” e explica por que taxas e preços aumentam dia após dia no gueto: nem todos podem viver para sempre, pois não haveria espaço.

Existe tempo suficiente para todos viverem bem e sem a pressa. Os ricos, que possuem 100, 500 até 1000 anos poderiam fazer doações para as pessoas que não possuem tanto tempo e, mesmo assim, tudo iria funcionar, haveria espaço e ninguém teria seu tempo esgotado.

Meritocracia

“É claro, alguns acham que o que temos é injusto; a diferença entre os fusos. Mas não é esse o próximo passo lógico na nossa evolução? E a evolução não foi sempre injusta? O mais bem adaptado sobrevive. É mero capitalismo darwininano. Seleção natural”, afirma um dos personagens ricos. Nessa fala e em outros momentos do filme é possível notar a exaltação da meritocracia.

Para diversas pessoas nessa sociedade, a falta de oportunidades de muitos e o privilégio de poucos não é questionada, de modo que os personagens aceitam essa dinâmica.

Aqui, não tem problema a riqueza ser algo inacessível para muitos já que para eles isso já é algo “enraizado na humanidade”.  

Já se tornou argumento comum a ideia de que a melhor maneira de ajudar os pobres a sair da miséria é permitir que os ricos fiquem cada vez mais ricos. No entanto, à medida que novos dados sobre distribuição de renda são divulgados, constata-se um desequilíbrio assustador: a distância entre aqueles que estão no topo da hierarquia social e aqueles que estão na base cresce cada vez mais”.

No filme a riqueza de algumas pessoas não beneficiou outros indivíduos, apenas gerou uma concentração de renda ainda maior e mais dificuldades para as classes mais baixas.

No filme a humanidade acredita ter encontrado uma suposta solução para o problema da superpopulação com a modificação genética que faz com que todos parem de envelhecer aos 25 anos. A partir dessa idade, as pessoas devem conquistar mais tempo, trabalhando (ou no caso dos ricos, apenas herdando). Entretanto, como o custo de vida é extremamente alto, a maioria morre muito jovem.

Este filme leva-nos a refletir sobre como, muitas vezes, soluções antiéticas são apresentadas para problemas da humanidade, como a superpopulação, à custa do sofrimento dos mais pobres.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

ROBÔ DO FUTURO E PRECONCEITO

Robôs podem ser preconceituosos como os humanos, revela estudo. Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Cardiff, no Reino Unido, e pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) descobriu que robôs podem desenvolver preconceitos assim como os seres humanos quando trabalham em equipe.

De acordo com o estudo, robôs que trabalhavam em conjunto expressavam sentimentos preconceituosos contra as máquinas que não faziam parte de suas equipes. Os pesquisadores contam que as máquinas são capazes de demonstrar e espalhar esses preconceitos apenas identificando, copiando e aprendendo os comportamentos umas das outras.

Para chegar à teoria, os cientistas aplicaram um jogo com algumas tarefas simples para os robôs envolvendo doações de fora ou dentro de seus grupos "pessoais", com base em reputações e estratégias. Com isso, eles descobriram que houve um aumento de preconceito contra robôs de outros grupos com o passar do tempo.

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Os pesquisadores contam que a propagação desse "sentimento" cresce com facilidade e que deve ser aplicada uma pausa conforme os robôs ganham autonomia.

Roger Whitaker, um dos pesquisadores da Universidade de Cardiff, conta que as simulações mostraram que o preconceito é uma força poderosa que pode facilmente incentivar robôs. "É possível que máquinas autônomas com habilidade de identificar preconceitos e copiá-los sejam suscetíveis, no futuro, a fenômenos preconceituosos que vemos na população humana", disse o cientista.

Robôs com Inteligência Artificial desenvolvem rivalidade. Um estudo da Universidade de Cardiff, no País de Gales, em parceria com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, comprovou que robôs dotados de Inteligência Artificial (AI) são capazes de desenvolver rivalidades quando estão trabalhando juntos, e também de aprender a ter preconceitos com indivíduos de fora do seu próprio grupo.

Revolução Digital e Inteligência Artificial são alguns dos temas deste ano do Fórum Agenda Bahia, que realizará em novembro próximo, o seminário Humanize-se. Iniciado em agosto, com o seminário Sustentabilidade do Agora, o Fórum Agenda Bahia acontece há nove anos, sempre trazendo temas inovadores e que focam no uso da tecnologia para o desenvolvimento social e econômico da Bahia.

Este ano, a programação do fórum inclui ainda o Desafio de Inovação Acelere[se], um programa de 12 semanas que oferece capacitação especializada  e mentoria visando acelerar o crescimento de 8 startups baianas.

Segundo os pesquisadores, para um robô desenvolver rivalidade ou preconceitos, basta a máquina copiar e aprender o comportamento de outros robôs. Ainda de acordo com o estudo do MIT e da Universidade de Cardiff, robôs tendem, com o tempo, a se tornarem reflexos dos comportamentos humanos e são capazes de aprender preconceitos típicos da espécie humana, como o racismo.

Como a pesquisa foi feita

Os pesquisadores criaram um jogo em que cada uma das inteligências artificiais testadas foi separada em grupos e estimulada a decidir se faria uma "doação" para outra IA do seu próprio grupo ou para uma das IAs de um grupo diferente. Cada IA possuia reputação e estratégia próprias para fazer a doação. Mas, depois de milhares de simulações, as IAs de cada grupo passaram a copiar a postura de outras IAs, dentro e fora do seu grupo de origem. Assim, os comportamentos preconceituosos acabaram sendo mais copiados.

"Conforme as simulações eram feitas, o preconceito contra indivíduos externos aos grupos de origem passou a aumentar, criando grupos de inteligência artificial cada vez mais fechados", explicou Roger Whitaker, professor da Universidade de Cardiff.

De acordo com o especialista, na medida em que os grupos de IAs se fechavam, elas também desenvolviam rivalidades com grupos diferentes, aumentando a quantidade de grupos preconceituosos e fechados, levando os pesquisadores a imaginarem de que forma será possivel ensinar cooperação e respeito à diversidade às máquinas. 

domingo, 19 de novembro de 2017

FELICIDADE e a Gratidão pelo Futuro Presente e por ter vivido até aqui

 
  • Como é bom ter vivido e estar vivo para ver este futuro, agora já tão evoluído.
Este presente eu agradeço à natureza e à vida, em lenta, mas constante transformação.

Penso que estar vivo é a partida,  realmente ter vivido é a chegada. A visão que temos é apenas o encontro da luz de fora com a luz de dentro. Viver é desenvolver a luz interior para não ficar a mercê das forças irracionais dos instintos ou da pressão exterior.
 

Quem apenas está vivo costuma agir contra a consciência, onde a fraqueza acentua-se e se perde a liberdade interior: os sentimentos deseducam-se  e se arrastam para os caprichos, ao mesmo tempo que provocam a queda no hábito do "mais fácil " que incita a preguiça. Este cair na incoerência, é como estar longe de nós mesmos, é como ver apenas as sombras do mundo e da vida, e de algum modo não viver,apenas estando vivo.
 

Por tudo isso, olhando para os feridos e seus ferimentos costumo pensar : "bendito ferimento que te faz partir de ti próprio", pois cada adversidade traz consigo a semente de um benefício equivalente, proporcionando o despertar para questionar o por que de nos contentarmos rastejando quando sentimos o desejo de voar. Chega um dia em que se o homem não deixar tudo para trás, não vai para frente. Por isso é tão importante deter esse processo degenerativo, arrepender-se e voltar a começar todas as vezes que seja necessário. Só quem sabe arrepender-se proteje a sua consciência e, portanto, a sua liberdade interior.
 

Acredito que viver é estar em harmonia com as próprias verdades, deixando um rastro de bem, pois a bondade é uma linguagem que o surdo consegue ouvir e o cego consegue ler, viver é isso, escolher o amor em detrimento ao mundo para conquistá-lo.
 

Às vezes lavando as mãos sujamos a consciência, uma vez desperto o ser não terá mais como adormecer e nem fugir da realidade, então poderá escolher entre estar vivo ou realmente viver, pois todos temos a oportunidade para evoluir através da percepção de que a consciência não é a decisão da vontade, mas o perceber com a inteligência. A plenitude de estar vivo é manifestada pelo reflexo do que existe em cada coração através do amor verdadeiro e profundo.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

FUTURO SEM GRAVIDADE - HUMANIDADES E PLANETAS MAIS EVOLUÍDOS

  • A Interação Psíquica nos permite compreender o Universo Psíquico e o extraordinário relacionamento que as consciências humanas estabelecem entre si e o Universo Material. 
Além disso, mostramos que a Interação Psíquica postula um novo modelo para a teoria da evolução, no qual a evolução é interpretada não apenas como um fato biológico, mas principalmente psíquico . Assim, não é apenas a humanidade que evolui no planeta Terra, mas todo seu ecossistema. Isto evidentemente, nos possibilita definir o nível evolutivo do nosso planeta e obviamente  compará-lo a outros planetas. Não é preciso ter muito discernimento para perceber que a Terra é um planeta primitivo. Vive  aqui uma humanidade ainda no início da escalada evolutiva. Basta ver as guerras sucessivas que aqui ocorrem há séculos. Nações invadem outras com o objetivo de dominar, saquear, destruir, etc. Os países mais poderosos trapaceiam constantemente  na tentativa de oprimir os mais fracos. A maioria dos políticos empenha-se em enriquecer às custas do dinheiro público, fazem todo tipo de trapaça em benefício próprio e dos grupos que representam, assim neste planeta a Política  torna-se simplesmente a arte de enganar o povo . O povo sofre sem receber de volta os benefícios que deveriam advir dos pesados impostos que paga. Grande parte da arrecadação tributária é destinada à manutenção dos governos corruptos que muitas vezes o próprio povo reelege após ser perversamente enganado por campanhas eleitorais idealizadas deliberadamente para enganar e seduzir o eleitor. Por outro lado, os grandes conglomerados financeiros, sempre ávidos por lucro, buscam investir em países onde impera a corrupção, injetando grandes quantias de dinheiro a juros extorsivos que  a população irá pagar com grande sacrifício. A verdade simples do amor fraterno é ignorada. Por outro lado, a maioria dos  cidadãos ainda não compreendeu que a saúde das partes estabelece a saúde do todo e que é preciso primeiro ajustar a conduta individual, fortificar sua vontade, o seu caráter, para, depois ter direito a um governo à sua altura.  A Natureza aqui é cruel,... sobrevive o mais forte, muitas vezes destruindo os mais fracos. Mas ela está em perfeita harmonia com o nível evolutivo médio dos que aqui vivem, porque, como já vimos, as consciências, tanto as materiais individuais como as humanas,  tendem a se agruparem por afinidade mútua. Assim do mesmo modo como células com alto grau de afinidade mútua se agrupam para formarem os tecidos e órgãos, também o ecossistema de cada planeta resulta do agrupamento de partes afins. Desse modo, a ferocidade encontrada  no comportamento da maioria dos humanos terrestres reflete apenas a natureza feroz do planeta. Por isso, não é de se estranhar a existência de tantos microrganismos patogênicos neste mundo. É neste ambiente que a humanidade terrestre exerce sua soberania. Como poderia então a terrível existência no planeta Terra ser classificada além do início de uma escala evolutiva? Contudo não se pode negar que a humanidade terrestre evoluiu bastante desde seu surgimento no planeta há aproximadamente seis  milhões de anos. Surgiram as artes, as ciências, e iniciou-se a melhor ia na qualidade de vida,  propiciando ambientes mais evoluí dos material e psiquicamente que por sua vez contribuíram para  o desenvolvimento de relevantes trabalhos para a no ssa humanidade. Assim, se a humanidade evoluiu até aqui, significa que tem grande probabilidade de continuar evoluindo no futuro, a menos é claro que ocorra uma grande catástrofe causando destruição significativa no planeta. Recentemente foram descobertos vários planetas semelhantes à Terra em outros  sistemas solares muito parecidos com o nosso. Qualquer astrônomo sabe hoje que devem existir no Universo muitos planetas semelhantes à Terra. E por que não deveria ser assim? Por que a Terra teria que ser única num universo sabidamente formado pela repetição de tantas estruturas e sistemas semelhantes? O processo da vida é sem duvida o mesmo em todo o Universo e, portanto, ela deve se desenvolver nesses planetas de modo análogo ao ocorrido na Terra. Assim sendo, outras humanidades semelhantes devem ter se desenvolvido no Universo e, obviamente algumas devem estar mais evoluídas que outras pelo simples fato de terem iniciado primeiro. Portanto, considerando que a Terra está no início da escalada evolutiva  é de se esperar que  existam outras humanidades mais evoluídas, ou  mesmo muito mais evoluídas que a nossa. Neste contexto, pela lei da afinidade mútua, planetas com  Natureza também mais evoluídas abrigariam essas humanidades. Seres humanos mais evoluídos convivendo com animais também mais evoluídos num ambiente onde a palavra "predador" é algo desprovido de significado.  Talvez possamos avaliar nosso atual nível evolutivo pelo nível de desenvolvimento de nossa ciência. Ela é ainda muito jovem. Basicamente, só tem alguns  séculos de existência. As nossas espaçonaves não conseguem sequer nos levar além da Lua. Mas, com muita dificuldade,  já enviamos espaçonaves não tripuladas aos planetas vizinhos. O grande problema é vencer a gravidade. Estamos presos à Terra e o que nos prende é a gravidade. Então controlar a gravidade significa muito mais do que um grande avanço tecnológico, significa a superação de uma etapa altamente relevante no processo evolutivo da humanidade. Será que humanidades mais evoluídas já conseguiram este feito? Neste caso já estariam viajando para observar a vida se desenvolvendo em planetas mais atrasados, como o nosso. Aí uma grande responsabilidade para estes viajantes: não interferir no processo evolutivo desses planetas. Percebe-se então uma certa correlação lógica entre o fato deles já controlarem a gravidade, o que lhes permite viajar para outros mundos, e a obrigação  de não interferir no planeta visitado. No nosso caso, no nosso atual nível de evolução  psíquica, se já tivéssemos construído essas espaçonaves,  respeitaríamos as outras humanidades ainda em estado evolutivo inferior, zelando pelo seu sucesso ou nos aproveitaríamos da sua fragilidade para dominá-los e explorá-los? Talvez a resposta a esta pergunta explique porque ainda continuamos prisioneiros neste mundo. Na prática o controle da gravidade significa muito mais do que a possibilidade de construirmos espaçonaves que nos permitirão explorar o Universo, significa também uma melhoria radical com enormes benefícios para os sistemas de transporte, geração de energia e telecomunicações. Só para  se ter uma ideia, a energia que consumiremos no futuro deverá ser extraída diretamente do próprio campo gravitacional da Terra, e sua utilização não deverá causar nenhuma poluição ao meio ambiente. A existência de massa imaginária  (massa psíquica ) prevista no artigo: “ Mathematical Foundations of the Relativistic Theory of Quantum Gravity”  e a possibilidade experimental de sua detecção por meio de um dispositivo que usa o controle de gravidade (GCC) irá nos permitir obter imagens de corpos psíquicos  invisíveis ao olho nu. Os chamados Espíritos  nada mais são do que corpos psíquicos.  Então será possível obtermos imagens de espíritos fora do corpo humano ao qual estiveram associados. Sabemos que já existem softwares que permitem comunicação a partir do movimento labial, portanto, será possível estabelecer comunicação direta com esses espíritos. Imagine então como isso será altamente relevante para a humanidade. No campo das telecomunicações, as ondas eletromagnéticas darão lugar às ondas gravitacionais “virtuais”. As ondas gravitacionais “virtuais” são muito  mais apropriadas  para transmitir informações, devido seu espalhamento (scattering) nulo . Este fato além de evidenciar a superioridade das ondas gravitacionais “virtuais” com relação as ondas eletromagnéticas  responde a uma antiga questão proposta por alguns cientistas que postulavam a não-existência de vida extraterrestre. Se haviam civilizações evoluídas em outros planetas por que não conseguimos detectar suas transmissões de rádio, televisão, etc.? Porque há  muito eles se comunicam via ondas gravitacionais e nós aqui sequer já começamos a operar com este tipo de ondas, nossos transmissores e receptores ainda operam com as primitivas e ineficientes ondas eletromagnéticas. Além do mais, como já vimos, as humanidades mais evoluídas têm a responsabilidade de não interferir nas menos evoluídas.  O que o controle da gravidade pode representar para o mundo é tão revolucionário e grande que mal podemos imaginar. Quase tudo será mudado no planeta. Espaçonaves gravitacionais, por exemplo, irão trafegar no espaço, usando energia gravitacional (não-poluente). A construção civil irá empregar o mecanismo para carregar imensos blocos, dispensando os guindastes.*** Rios e alimentos poderão facilmente ser mudados de lugar, combatendo a seca e a fome em várias regiões do planeta. E a conquista espacial ganhará um grande impulso. Hoje, como sabemos a maior parte do combustível carregado por uma nave é utilizada para escapar da força gravitacional terrestre. Além disso, é sabido que drogas farmacêuticas revolucionárias poderão ser manufaturadas em ambientes com micro-gravidade trazendo grandes benefícios para a nossa medicina. Tudo isto  só pode ter um significado: a chegada de uma nova era para uma humanidade que deixará para trás um período de trevas e avançará com determinação para um novo horizonte de possibilidades.           Há um consenso entre os principais físicos do planeta de que nessa época a química, a biologia e até mesmo a economia já tenham sido incorporadas à Física. Então será a vez dos fenômenos psíquicos serem totalmente explicados pela Física. O homem começará a desenvolver suas  possibilidades psíquicas a partir de treinamento regular na própria escola. Imagino os físicos dessa época... Um futuro simplesmente brilhante .
 

*** A energia gravitacional nos fará compreender, definitivamente, como outros seres bem mais evoluídos nos visitaram no passado e ergueram com facilidade aqueles enormes blocos da Pirâmide do Egito.
  •      FÍSICA DOS MILAGRES - Fran De Aquino - Cap. XIV  ....pag ........130

segunda-feira, 3 de abril de 2017

MUNDO - Ideias de Canário

  • MUNDO - Ideias de Canário - Machado de Assis
— O mundo, redarguiu o canário com certo ar de professor, o mundo é uma loja de belchior, com uma pequena gaiola de taquara, quadrilonga, pendente de um prego; o canário é senhor da gaiola que habita e da loja que o cerca. Fora daí, tudo é ilusão e mentira.    
 
— O mundo, respondeu ele, é um jardim assaz largo com repuxo no meio, flores e arbustos, alguma grama, ar claro e um pouco de azul por cima; o canário, dono do mundo, habita uma gaiola vasta, branca e circular, donde mira o resto. Tudo o mais é ilusão e mentira.

Mundo é um espaço azul infinito
com um sol por cima.


E aí? você tem mesmo certeza
se existe a loja daquele tal chinês?

https://leiturasredigidas.blogspot.com.br/2016/08/ideias-de-canario-machado-de-assis.html