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terça-feira, 27 de outubro de 2020

RIVOTRIL - FUJA DESSA ARMADILHA FATAL

Pesquisa mostra explosão de mortes por uso de calmantes nos EUA.

Estes mesmos medicamentos também são amplamente consumidos no Brasil.

Buscar a felicidade e a paz em uma pílula frente às agruras do dia a dia também pode levar uma pessoa bem mais perto da morte. Estudo publicado ontem no “American Journal of Public Health” identificou uma explosão no número de vítimas de overdose associada ao uso de medicamentos benzodiazepínicos, popularmente conhecidos como calmantes, nos EUA. O número de mortes ultrapassou em muito o crescimento, também significativo, no consumo dessas substâncias no mesmo período.

Sintetizados pela primeira vez no início da década de 1960, os compostos benzodiazepínicos trouxeram uma revolução na forma de lidar com distúrbios psíquicos. Chamados ansiolíticos, e também apelidados de “drogas da paz”, eles são receitados para tratar de ansiedade à insônia, passando por estresse, tristeza, fobias e outros transtornos de humor muito comuns na sociedade moderna. Com isso, eles logo se tornaram os medicamentos psicotrópicos (que agem no sistema nervoso central) mais usados no mundo. Embora sejam muito mais seguros que as opções anteriores, como os chamados barbitúricos (que tiveram entre suas vítimas mais famosas a atriz Marilyn Monroe, morta em 1962), seu consumo indiscriminado, principalmente quando aliado ao uso de outras drogas lícitas e ilícitas, em especial álcool e analgésicos opioides, pode ser extremamente perigoso.

Assim, segundo os pesquisadores liderados por Marcus Bachhuber, professor da Faculdade de Medicina Albert Einstein, em Nova York, esses medicamentos estão por trás de nada menos que 31% das quase 23 mil fatalidades relacionadas a remédios controlados no país em 2013, levando a uma taxa de 3,14 mortes a cada 100 mil adultos naquele ano, um aumento de mais de quatro vezes frente à 0,58 morte por 100 mil adultos registrada em 1996. Enquanto isso, nesses mesmos 18 anos, o número de prescrições subiu “apenas” 67%, de 8,1 milhões para 13,5 milhões.

— Este é um problema de saúde pública que tem ficado fora do radar — alerta Bachhuber. — As overdoses de benzodiazepínicos têm aumentado numa taxa muito mais rápida do que a alta na prescrição dessas drogas, indicando que as pessoas as estão tomando de forma mais arriscada.

REMÉDIO GERA DEPENDÊNCIA E TOLERÂNCIA

Ainda de acordo com os pesquisadores americanos, outra explicação para a maior mortalidade associada aos benzodiazepínicos pode estar ligada à quantidade ingerida. Assim como muitas outras drogas psicoativas, legais ou não, esses compostos causam dependência e tolerância, ou seja, é preciso tomar mais para obter o mesmo efeito. Dessa forma, a quantidade total de benzodiazepínicos consumida nos EUA mais que triplicou no período da pesquisa, saltando de 1,1 quilo por 100 mil adultos em 1996 para 3,6 quilos em 2013, em cálculo que traduziu as dezenas de princípios ativos dessa classe de medicamentos na equivalência a apenas um deles, o lorazepam (vendido no Brasil com a marca Lorax).

— A maior quantidade de benzodiazepínicos receitada aos pacientes sugere doses diárias maiores ou mais dias de tratamento, ambos fatores que também podem aumentar o risco de uma overdose fatal — destaca Joanna Starrels, coautora do estudo e também professora da faculdade de medicina nova-iorquina.

No Brasil, não há estatísticas sobre as mortes relacionadas ao uso de medicamentos controlados, mas os números do consumo de benzodiazepínicos indicam que o problema aqui pode ser igual ou mesmo maior que nos EUA. E não é por menos. Distribuído no país sob a marca Rivotril, um desses compostos, o clonazepam, foi o sétimo remédio mais vendido em 2012 de acordo com a IMS Health, consultoria especializada em dados da área de saúde. Psiquiatra especialista em dependência química, Analice Gigliotti critica o que classificou como “exagero” na prescrição dessas substâncias, principalmente por médicos clínicos gerais.

— Os benzodiazepínicos fazem parte do grupo dos famosos “remédios tarja preta”, que têm venda controlada e precisam ser prescritos com um receituário especial — lembra Analice. — Mas às vezes eles são receitados de maneira indiscriminada, e os médicos que mais os prescrevem são os clínicos gerais. Os pacientes muitas vezes pedem aos médicos para continuar a tomar os medicamentos e alguns deles dão a receita sem se dar conta de que essas substâncias geram tolerância e dependência. E essas prescrições são muito comuns no Brasil, muito mais do que deveriam ser.

PERIGO PARA DEPRESSIVOS

Ainda segundo a especialista, outro perigo pouco abordado quando na prescrição deste tipo de composto é seu efeito em pacientes predispostos à depressão, particularmente os que têm histórico familiar do distúrbio. Apesar de reconhecer que, no geral, os benzodiazepínicos são tão seguros que dificilmente o consumo mesmo de uma caixa inteira de um medicamento dessa classe de uma vez leva à morte se tomado sozinho, sua combinação com outras substâncias depressoras do sistema nervoso central, como o álcool, é, sim, potencialmente fatal.

— Aí é mel na sopa, mão na luva, pois é algo com que uma pessoa pode se matar — alerta. — Apesar de não se saber qual a dose necessária para uma overdose em um paciente em particular, quem usa benzodiazepínicos com álcool certamente tem algum problema ou transtorno psiquiátrico importante e tendência ao uso de outras medicações, em misturas que elevam em muito o risco de morte.

RIVOTRIL E SEUS SEMELHANTES MATAM MAIS DO QUE COCAINA E HEROINA

Clonazepam composto químico, cujo nome fantasia mais popular é o Rivotril,  tem sido usado para tratar ansiedade e distúrbios do sono. Pertence a uma classe de drogas chamadas benzodiazepinas. Em uma série de estudos realizados em Vancouver, as benzodiazepinas têm sido associadas a taxas de mortalidade mais altas do que as drogas ilegais, como a heroína ou a cocaína.

VEJA A BULA DO RIVOTRIL  AQUI:


 Os profissionais de saúde estão soando o alarme sobre o aumento do risco de morte associado ao uso de drogas psiquiátricas, o que foi destacado nos estudos de Vancouver publicados este mês.

Benzodiazepina (BZD) representa uma classe de medicamentos psiquiátricos conhecidos como “tranquilizantes” que podem reduzir a capacidade do corpo para respirar e são usados para tratar a ansiedade, distúrbios do sono, convulsões entre outras condições. Neste grupo se incluem drogas comumente prescritas, como Valium, Xanax e Rivotril.O primeiro dos estudos, que envolveu pesquisadores do Centro de Excelência em HIV e da Universidade de Vancouver, analisou o impacto do uso dos benzodiazepínicos sobre as taxas de mortalidade, e estabeleceu que o seu uso foi associado a um maior risco de morte do que as drogas ilegais.

 O Dr. Keith Ahamad é um dos vários pesquisadores dos estudos realizados em Vancouver que estabeleceram que o uso de benzodiazepínicos está ligado a uma maior taxa de mortalidade do que as drogas ilegais. “Há muitas pesquisas feitas sobre as drogas mais tradicionais de abuso, como as drogas ilegais como a heroína, a cocaína e as anfetaminas, mas não se sabe muito sobre o abuso das drogas legais”, disse o Dr. Keith Ahamad, clínico Cientista e médico no St. Paul’s Hospital.

O estudo pesquisou um grupo de 2.802 usuários de drogas entre 1996 e 2013. Os participantes foram entrevistados semestralmente durante uma duração média de pouco mais de cinco anos e meio cada. Ao final do estudo, 527 (18,8 por cento) dos participantes haviam morrido.

Os pesquisadores descobriram que a taxa de mortalidade foi 1,86 vezes maior entre os usuários de drogas que usaram benzodiazepínicos, em comparação com aqueles que não usavam. Ahamad observou também que mesmo depois que os pesquisadores isolaram outros fatores que poderiam influenciar a mortalidade, como o uso de outras drogas, infecções e comportamentos de alto risco, a taxa de mortalidade permaneceu alta entre os usuários de benzodiazepínicos .

Um segundo estudo conduzido em um grupo menor, mas dentro do mesmo grupo citado acima, examinou a ligação entre o uso de benzodiazepínicos e a infecção de hepatite C (HCV). Dos 440 indivíduos negativos ao HCV que participaram do estudo, 158 relataram uso prescrito ou ilícito de benzodiazepínicos e 142 participantes contraíram HCV durante o curso do estudo.

O estudo concluiu que o uso de benzodiazepínicos está associado a uma taxa mais elevada de infecção de HCV: As taxas de infecção eram 1.67 vezes mais alta entre os participantes do estudo que usaram benzodiazepínicos, comparados com aqueles que não.

“Não há muita evidência científica para dizer que essas pessoas deveriam tomar esses medicamentos cronicamente”, disse Ahamad, reconhecendo que há uma tendência a se apoiar em medicamentos psiquiátricos prescritos, embora outras medidas não-farmacológicas – tais como psicoterapia, técnicas de respiração, tratamento sociológico – estão disponíveis.

Dr. Thomas Kerr, professor de medicina na UBC, ecoou esses sentimentos: “Muitas vezes, estamos procurando uma resposta em uma pílula, e muitas vezes, negligenciamos outras opções de tratamento”.

Ambos os médicos notaram que há muito pouca evidência para apoiar o uso de longo prazo de benzodiazepínicos.

 “O mais interessante sobre isso é que se trata de um medicamento de prescrição, e as pessoas pensam que estão seguras”, disse Ahamad. “Mas, como se vê, provavelmente estamos prescrevendo essas drogas de uma forma nociva”

Kerr observou que o aumento de mortes relacionadas ao uso de benzodiazepínicos – “Tem sido uma epidemia de infusão há muitos, muitos anos” – reflete muito de perto um aumento de mortes relacionadas ao uso de opioides que tem sido amplamente documentado. Ele citou um quádruplo aumento nas mortes relacionadas ao uso de benzodiazepínicos nos Estados Unidos entre 1999 e 2014, e também observou que há 50 por cento mais mortes a cada ano nos Estados Unidos devido mais à medicina psiquiátrica do que à heroína.

“Esses estudos realmente revelam quão perigosas são essas drogas e devem ser usadas com grande cautela”, disse Kerr. “Não podemos nos concentrar apenas nos opioides, precisamos olhar para outros medicamentos que são usados em combinação”.

Ahamad acredita que grande parte do ônus é sobre os médicos, que precisam ser devidamente educados antes de prescrever benzodiazepínicos. Ele também reconheceu que a falta de médicos de família tem levado muitas pessoas a procurar clínicas, onde os registros de pacientes podem não ser muito precisos a respeito do histórico de tratamento do indivíduo. Kerr observou que também precisa haver um fortalecimento na forma como as prescrições são monitoradas e prescritas.

“Há riscos que vêm com esses medicamentos e precisamos ser muito, muito cuidadosos sobre como estamos prescrevendo-os”, disse Ahamad.

Os estudos foram publicados em Public Health Reports, no American Journal of Public Health e no Vancouversun.

Conheça o desmame do Rivotril …



terça-feira, 3 de dezembro de 2019

ANSIEDADE e Síndrome do Pânico

- Gestão da Emoção - Augusto Cury -


  • Riscos que a ansiedade pode trazer:

Quando não tratada, ansiedade em excesso pode comprometer a qualidade de vida.

Tontura, sensação de fraqueza, taquicardia, formigamento nas mãos e pés e, sobretudo, um aperto no peito. Esses são sintomas que podem aparecer por conta de uma série de enfermidades, mas também pode se tratar de ansiedade. 

Estatísticas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP revelam que cerca de 12% da população do país é ansiosa e que, ao longo da vida, 23% dos brasileiros terão algum tipo de distúrbio ansioso.

Esses sintomas costumam se apresentar quando o organismo se sente em algum nível ameaçado – muitas vezes por causa da rotina agitada, pressão do dia-a-dia, excesso de trabalho e problemas pessoais. “O paciente se sente assustado, com medo de morrer, confuso ou delirante, inseguro, nervoso, com sensação de sufocamento e medo de perder o controle. Muitos dizem ter a sensação de que vão enlouquecer”.

Geralmente pessoas ansiosas só costumam procurar ajuda psiquiátrica ou psicoterápica em situações emergenciais, quando o organismo entra em falência física e mental, produzindo todos os sintomas acima citados. Mas o ideal é não entrar em desespero e procurar um bom  e competente profissional de saúde assim que possível. 

O quadro de ansiedade, quando agravado, pode se transformar em transtorno e até comprometer a qualidade de vida do paciente. Além disso, a ansiedade pode levar a quadros depressivos. “Atualmente, se aceita cada vez mais que alguns processos depressivos seriam a outra face de processos ansiosos. Em outras palavras, ansiedade e depressão seriam expressões finais de um desarranjo mais profundo”.

O diagnóstico do quadro ansioso é fundamentalmente fenomenológico, feito por meio da avaliação do estado mental do paciente e também dos sintomas apresentados. O tratamento, segundo o psiquiatra, é feito tanto com o uso de remédios antidepressivos quanto com terapia, que vai ajudar a pessoa ansiosa a reconhecer o desequilíbrio emocional, a enfrentar a situação e agir para sanar o problema.

Caso não seja controlada, a ansiedade pode trazer problemas físicos mais graves. “Considerando que processos ansiosos são veiculados por aumento de monomanias e de cortisol, sua manutenção prolongada e não controlada pode levar a alterações metabólicas e cardiovasculares, causando inclusive infarto agudo do miocárdio e do acidente vascular cerebral”.

Exercícios como aliados - As atividades físicas devem ser consideradas como parte do tratamento para ansiosos. Por si sós, elas não são capazes de resolver o problema, mas podem auxiliar no processo de melhora. “Elas ajudam a desacelerar. Exercícios físicos aeróbicos podem canalizar a energia dos processos ansiosos por algum tempo, assim como exercícios de relaxamento podem diminuir em algum nível o processo ansioso”, finaliza. É importante reiterar que a atividade física não substitui a visita ao consultório de um bom médico.

O sentimento de ansiedade é uma resposta natural do ser humano a alguns fatores, entretanto altos níveis de ansiedade podem causar prejuízo ao indivíduo. 

Os transtornos de ansiedade podem ser caracterizados como um sentimento desagradável de medo e de preocupação excessiva que causa um desconforto desproporcional em decorrência da antecipação de algumas situações. É um problema sério que afeta muitas pessoas, inclusive adolescentes e crianças, e, muitas vezes, não é percebido por amigos e familiares.

São cada vez mais frequentes nas escolas casos de alunos com transtorno de ansiedade. Mudança para uma nova escola e expectativa de conseguir boas notas para ser aprovado são alguns dos fatores que agravam a ansiedade em alunos. Os transtornos de ansiedade podem trazer grandes prejuízos à criança e ao adolescente, portanto deve-se dar atenção adequada a essas pessoas. Afinal, quais são os riscos que a ansiedade pode trazer ao aluno?

É necessário ajudar crianças e adolescentes que apresentam transtorno de ansiedade para que haja melhor qualidade de vida para essas pessoas.

Dificuldade de aprendizagem e desistências da escola:

A ansiedade pode prejudicar o aluno em vários aspectos e pode desencadear consequências graves. Veja a seguir alguns problemas que podem ser desencadeados pela ansiedade excessiva:

Alunos com transtornos de ansiedade, geralmente, apresentam dificuldade para se concentrar e para assimilar informações ditas pelo professor, o que acarreta uma aprendizagem pouco satisfatória. Além disso, sentimentos negativos podem tomar conta dos pensamentos desses alunos, dificultando seu foco no aprendizado. Hábitos de vida saudáveis e técnicas de relaxamento podem ajudar nesse ponto.

É comum que alunos com muita ansiedade acabem não atingindo os resultados esperados, o que pode levá-los a desistir de realizar certas atividades. Trabalhos em grupo, por exemplo, podem ser bastante estressantes para alunos com ansiedade. Nesses casos, esses alunos podem começar a tremer, apresentar voz trêmula ou até mesmo perder a voz.

Atenção especial, pois os transtornos de ansiedade podem levar ao isolamento social, à depressão, à doenças cardíacas e até culminar com suicídio:

Muitas pessoas que apresentam transtornos de ansiedade mostram-se “solitárias” nas escolas. A chamada ansiedade social, na qual o indivíduo teme sentir-se envergonhado, faz com que o aluno evite ser foco de atenções e expor-se.

Pessoas com ansiedade apresentam maior risco de desenvolver depressão.

Há uma grande relação entre transtornos de ansiedade e risco de suicídio. Assim, pessoas com esses transtornos devem ser bem observadas, e qualquer manifestação de risco de suicídio deve ser tratada com a devida importância.

Pessoas que apresentam transtornos de ansiedade ao longo da vida apresentam chance aumentada de desenvolver doenças cardíacas.

É fundamental, portanto, que pessoas que apresentam sintomas graves de ansiedade procurem ajuda médica, de boa qualidade, para avaliar um possível transtorno. Após identificar o problema, é necessário iniciar, rapidamente, tratamento para se evitarem maiores prejuízos. Geralmente, o tratamento baseia-se no uso de medicamentos e acompanhamento com psicólogo ou psiquiatra.

Porém, nunca se esqueça: carros mal tratados e usados, sem nenhum tipo preventivo de manutenção, são os mais difíceis de serem consertados e, em sua maioria, vão acabar como sucata, no tradicional "ferro velho".

Você, provavelmente, em tom educado, diria: - e eu sou algum tipo de máquina, por acaso? então eu lhe respondo: - espero que sim.

Nós somos a mais perfeita e inteligente máquina, com um dos mais perfeitos motores que existem neste planeta Terra. Contudo esta máquina maravilhosa conseguiu a grande proeza de ter desenvolvido um cérebro autônomo que controla todas as suas atividades principais, portanto, a sua vida. 

Esta autonomia cerebral, após o seu nascimento e inicio de vida, necessita de um aprendizado, tipo uma educação programada, que  o levará, apto ou não, à vida adulta, quando iniciará vivendo, baseado em todas as informações recebidas em sua infância. Contudo, nem todos nós somos filhos de bons e atualizados nutricionistas, provavelmente somos oriundos daqueles que nos deram como legado o mal exemplo da má alimentação, apregoada aos 4 ventos por toda a mídia televisiva existente em nosso planeta.

Devemos voltar para nossas origens: comprar só o básico: arroz, feijão e papel, então abandonar os supermercados e voltar para a antiga e tradicional quitanda da vovó, não a de doces, mas a que contiver maiores e saudáveis, de preferência orgânicas, ofertas de frutas e hortalicias, dos mais variados tipos. Para que, finalmente, fiquemos bem mais saudáveis, devemos voltar do vinho para a água, nossa fonte original de vida, nunca ao contrário.

A medicina ortomolecular, no caso da ansiedade e derivações subsequentes, é um tratamento mais preventivo. Quando já existe uma crise de pânico ou uma depressão, conforme a intensidade e ocorrência das mesmas, é possível que apenas reposição de suplementos nutricionais não sejam suficientes para solucionar a questão. Uma boa terapia ajudaria bastante neste caso, bem  como identificaria, com certeza, a necessidade de uso de outras medicações. Tudo depende do quadro apresentando. Lembrando que, pânico e depressão são completamente diferentes um do outro.

Tanto na base inicial do problema, que se inicia com a insônia, seguida pela ansiedade, como no seu desenvolvimento maior, o pânico, desencadeando com a depressão, existem medicamentos apropriados para tal, inclusive naturais, como o Remilev, que não te drogam, nem te viciam. Porém, podem ser tratados juntamente com métodos de terapias pela fala, ou seja, psicoterapia e psicanálise.

Lembrem-se, Síndrome do Pânico não é frescura, é uma síndrome bem apavorante. Só quem sente ou já sentiu sabe o quanto é de fato um medo absurdo e uma perca do controle do próprio corpo. É necessário ajudar e acolher. O contato com o medo e com o auto conhecimento são as melhores formas de vencer esta síndrome. Procurar ajuda de alguém capaz e atualizado é sempre o primeiro passo.


Ansiedade dá 21 sinais no corpo e na mente: aprenda a identificar transtorno generalizado

O que é a síndrome do pânico?

Como se livrar do Rivotril (Clonazepam)

Remilev (substituto natural do Rivotril)

domingo, 5 de agosto de 2018

RIVOTRIL e seus semelhantes matam mais do que Cocaína e Heroína

Clonazepam, composto químico, cujo nome fantasia mais popular é o Rivotril,  tem sido usado para tratar ansiedade e distúrbios do sono. 

Pertence a uma classe de drogas chamadas benzodiazepinas. Em uma série de estudos realizados em Vancouver, as benzodiazepinas têm sido associadas a taxas de mortalidade mais altas do que as drogas ilegais, como a heroína ou a cocaína.

Os profissionais de saúde estão soando o alarme sobre o aumento do risco de morte associado ao uso de drogas psiquiátricas, o que foi destacado nos estudos de Vancouver publicados este mês.

Benzodiazepina (BZD) representa uma classe de medicamentos psiquiátricos conhecidos como “tranquilizantes” que podem reduzir a capacidade do corpo para respirar e são usados para tratar a ansiedade, distúrbios do sono, convulsões entre outras condições. Neste grupo se incluem drogas comumente prescritas, como Valium, Xanax e Rivotril. O primeiro dos estudos, que envolveu pesquisadores do Centro de Excelência em HIV e da Universidade de Vancouver, analisou o impacto do uso dos benzodiazepínicos sobre as taxas de mortalidade, e estabeleceu que o seu uso foi associado a um maior risco de morte do que as drogas ilegais.

O Dr. Keith Ahamad é um dos vários pesquisadores dos estudos realizados em Vancouver que estabeleceram que o uso de benzodiazepínicos está ligado a uma maior taxa de mortalidade do que as drogas ilegais. “Há muitas pesquisas feitas sobre as drogas mais tradicionais de abuso, como as drogas ilegais como a heroína, a cocaína e as anfetaminas, mas não se sabe muito sobre o abuso das drogas legais”, disse o Dr. Keith Ahamad, clínico Cientista e médico no St. Paul’s Hospital.

O estudo pesquisou um grupo de 2.802 usuários de drogas entre 1996 e 2013. Os participantes foram entrevistados semestralmente durante uma duração média de pouco mais de cinco anos e meio cada. Ao final do estudo, 527 (18,8 por cento) dos participantes haviam morrido.

Os pesquisadores descobriram que a taxa de mortalidade foi 1,86 vezes maior entre os usuários de drogas que usaram benzodiazepínicos, em comparação com aqueles que não usavam. Ahamad observou também que mesmo depois que os pesquisadores isolaram outros fatores que poderiam influenciar a mortalidade, como o uso de outras drogas, infecções e comportamentos de alto risco, a taxa de mortalidade permaneceu alta entre os usuários de benzodiazepínicos .

Um segundo estudo conduzido em um grupo menor, mas dentro do mesmo grupo citado acima, examinou a ligação entre o uso de benzodiazepínicos e a infecção de hepatite C (HCV). Dos 440 indivíduos negativos ao HCV que participaram do estudo, 158 relataram uso prescrito ou ilícito de benzodiazepínicos e 142 participantes contraíram HCV durante o curso do estudo.

O estudo concluiu que o uso de benzodiazepínicos está associado a uma taxa mais elevada de infecção de HCV: As taxas de infecção eram 1.67 vezes mais alta entre os participantes do estudo que usaram benzodiazepínicos, comparados com aqueles que não.

“Não há muita evidência científica para dizer que essas pessoas deveriam tomar esses medicamentos cronicamente”, disse Ahamad, reconhecendo que há uma tendência a se apoiar em medicamentos psiquiátricos prescritos, embora outras medidas não-farmacológicas – tais como psicoterapia, técnicas de respiração, tratamento sociológico – estão disponíveis.

Dr. Thomas Kerr, professor de medicina na UBC, ecoou esses sentimentos: “Muitas vezes, estamos procurando uma resposta em uma pílula, e muitas vezes, negligenciamos outras opções de tratamento”.

Ambos os médicos notaram que há muito pouca evidência para apoiar o uso de longo prazo de benzodiazepínicos.

 “O mais interessante sobre isso é que se trata de um medicamento de prescrição, e as pessoas pensam que estão seguras”, disse Ahamad. “Mas, como se vê, provavelmente estamos prescrevendo essas drogas de uma forma nociva”

Kerr observou que o aumento de mortes relacionadas ao uso de benzodiazepínicos – “Tem sido uma epidemia de infusão há muitos, muitos anos” – reflete muito de perto um aumento de mortes relacionadas ao uso de opioides que tem sido amplamente documentado. Ele citou um quádruplo aumento nas mortes relacionadas ao uso de benzodiazepínicos nos Estados Unidos entre 1999 e 2014, e também observou que há 50 por cento mais mortes a cada ano nos Estados Unidos devido mais à medicina psiquiátrica do que à heroína.

“Esses estudos realmente revelam quão perigosas são essas drogas e devem ser usadas com grande cautela”, disse Kerr. “Não podemos nos concentrar apenas nos opioides, precisamos olhar para outros medicamentos que são usados em combinação”.

Ahamad acredita que grande parte do ônus é sobre os médicos, que precisam ser devidamente educados antes de prescrever benzodiazepínicos. Ele também reconheceu que a falta de médicos de família tem levado muitas pessoas a procurar clínicas, onde os registros de pacientes podem não ser muito precisos a respeito do histórico de tratamento do indivíduo. Kerr observou que também precisa haver um fortalecimento na forma como as prescrições são monitoradas e prescritas.

“Há riscos que vêm com esses medicamentos e precisamos ser muito, muito cuidadosos sobre como estamos prescrevendo-os”, disse Ahamad.

Os estudos foram publicados em Public Health Reports, no American Journal of Public Health e no Vancouversun.

  •  BULA DO RIVOTRIL   

http://www.folha1.com.br/_conteudo/2017/07/blogs/blogninobellieny/1222565-mais-informacoes-sobre-o-rivotril.html